O presidente Lula assumiu a dianteira da operação política do segundo turno. Partiu dele a iniciativa de convocar para uma reunião hoje, às 15h, em Brasília, os dez governadores aliados eleitos no primeiro turno, além dos senadores eleitos, dos líderes e presidentes de partido. Ele vai cobrar a fatura do apoio presidencial que lhes levou à vitória e lembrar que o sucesso deles depende da vitória de Dilma no dia 31. O presidente vai exigir empenho e palanque, além de estabelecer um plano de ação para alavancar Dilma.

Lula sabe que tem parcela de culpa na abrupta interrupção do crescimento de Dilma, abortado inicialmente pelo caso Erenice. O presidente falou demais: atacou a imprensa de forma excessiva, vociferou contra adversários, como o DEM, e não conseguiu administrar a contento os casos Receita e Erenice. Tudo isso permitiu que a onda verde de Marina achasse espaço para crescer, pegando Dilma em pleno voo.

Os petistas foram dormir neste domingo – os que foram – avaliando esses e outros erros cometidos no primeiro turno e preocupados com a maneira como irão atravessar as próximas quatro semanas. Já os tucanos anoiteceram e amanheceram eufóricos com a perspectiva de uma nova etapa do confronto em condições menos desiguais – já que contarão com o mesmo tempo de TV -  e com o que consideraram uma derrota para Lula: os 46,83% alcançados por Dilma nas urnas.

O desempenho da petista esteve abaixo do que o previsto por todos os institutos de pesquisa, na mesma proporção em que o de Marina esteve acima. Esse é um dos mais complexos teoremas para os estrategistas de Dilma: descobrir o que inverteu a trajetória de crescimento e encontrar o antídoto para o problema. Além de buscar uma ponte com a defensora do meio ambiente, que vai colocar a pauta sobre a mesa. Belo Monte que se cuide...

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