Ao anunciar que pretendem tranformar o segundo turno no verdadeiro plebiscito desejado por Lula desde o início da eleição, o QG da campanha de Dilma Rousseff acabou por revelar seus planos e permitir a preparação do contra-ataque. Os tucanos já montam argumentos e se dizem vacinados, depois dos prejuízos eleitorais de 2006, para a defesa das privatizações de FHC, por exemplo.

"Vamos perguntar ao eleitor o que ele acha de jogar fora seu celular" - exemplifica um dos apoiadores de Serra, sinalizando que a multiplicação dos celulares será utilizada como prova do acerto das privatizações. A deixa partiu do ex-governador e senador eleito por Minas, Aécio Neves, que lembrou, durante ato público em Brasília, que "eles tiveram tempo para reverter e nunca o fizeram”, referindo-se às privatizações.

O sucesso da campanha ao senado de Aluísio Nunes Ferreira, eleito por São Paulo, que utilizou-se da imagem de FHC para conquistar votos, também está sendo lembrado para convencer os que ainda resistem à exposição do ex-presidente nesta etapa da campanha.

O PSDB vai agora, inevitavelmente, encanar o papel de oposição - que andou tentando maquiar no primeiro turno. A primeira aparição de FHC na propaganda deste segundo turno - em contraste com a polêmica utilização da imagem de Lula - marcará o campo de batalha, deixando claro onde está a fronteira adversária. O eleitor agradece.

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