O candidato do PSDB  à Presidência, José Serra, saiu em defesa do ex-diretor de engenharia da Dersa, empresa de desenvolvimento rodoviário de São Paulo, Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, citado por Dilma Rousseff no último debate na TV. A petista afirmou que Souza “sumiu” com quatro milhões de reais da campanha tucana. “Ele não fez nada disso. Ele é totalmente inocente”, disse Serra, justificando-se, 48h depois da acusação.

A defesa pública de Serra, além de tardia, não veio acompanhada de uma explicação sobre o caso denunciado pela revista Isto É e aludido por Dilma. E pior: o candidato se manifestou apenas após cobranças em tom ameaçador de Souza, publicadas na imprensa. “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro” – advertiu Souza, que Serra havia alegado nem sequer conhecer.

A manifestação do candidato nesta terça deu a impressão de ser antes uma resposta a Souza que à opinião pública. Soou pouco convincente a alegação do tucano de que Dilma lançou mão de um factóide, e de que a questão “é pura fantasia e falta de assunto”. Serra tampouco mostrou a esperada indignação diante da acusação da petista – que, aliás, tem telhado de cristal quando o tema é desvio de campanha, diante do histórico do partido. Nem sequer revidou ao ataque com uma óbvia citação ao mensalão, que arrastou metade das cúpulas do PT e do governo em 2005.

A reação de Serra continua tímida, estranhamente contida e pouco esclarecedora sobre o assunto. A seguir assim, retira do candidato a possibilidade de cobrar transparência da adversária.

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