A perspectiva de vitória de Dilma Rousseff já alimenta sonhos de todos os tamanhos entre aliados da petista. O do ex-ministro Mangabeira Unger é dos grandes. Hoje no PMDB, o professor de Harvard faz marcação cerrada no candidato a vice, Michel Temer. Unger colou no deputado: viaja no mesmo avião, embarca e desembarca atrás de Temer, perseguindo a agenda de campanha com disciplina. Acredita estar pavimentando seu caminho para chefiar o Ministério das Relações Exteriores.

Unger seguiria assim os passos do avô, o político baiano Otávio Mangabeira, que foi governador, senador e chegou a chanceler. Mas a vaga do prestigiado Celso Amorim está a léguas de distância de Mangabeira Unger, para quem Lula chegou a inventar um ministério:  a bizarra Secretaria de Assuntos Estratégicos.  O próprio Unger só ficou no posto por um ano e oito meses, para em seguida retomar atividades na Universidade de Harvard, onde teria dado aulas, em tempos pretéritos, para Barack Obama, segundo consta.

Mas a fila de sonhadores no PMDB é extensa, para insônia de seu comandante, Michel Temer. Seu escudeiro número um, o ex-governador, ex-deputado, e ex-dirigente das loterias da Caixa, Moreira Franco, sonha com o Ministério das Cidades – um dos mais polpudos orçamentos da Esplanada e hoje nas mãos do Partido Progressista.

E ainda há os desempregados, desalentados e magoados, egressos de uma eleição que deixou seqüelas por todo lado. A lista inclui gente graúda, como Hélio Costa e Geddel Vieira Lima – ambos ex-ministros de Lula, que esperam não ser “abandonados na estrada” – como diria um certo tucano. Mas isso já é outro pesadelo.

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