A presidente eleita Dilma Rousseff autorizou a abertura das negociações com o PMDB, maior partido da aliança governista, para a composição da equipe de governo. E designou para a tarefa de iniciar as conversações o presidente do PT e seu articulador político, José Eduardo Dutra, que terá um jantar com o vice-presidente eleito, Michel Temer, hoje em Brasília.

O encontro será na residência oficial do deputado, presidente da Câmara, e representa a largada para uma longa e difícil negociação para a montagem de governo. Nesta conversa preliminar ainda não devem ser definidos nomes e cargos, mas sim estabelecidas regras e critérios para a participação do partido no primeiro escalão e em postos cobiçados da administração direta, estatais e fundações.

“O diálogo parte do patamar de participação que temos no governo Lula, que, inclusive, deve mudar” – diz um dos articuladores pemedebistas. O PMDB tem hoje seis ministérios, mas considera que apenas três são genuinamente do partido: Agricultura, Integração Nacional e Comunicações. Os outros postos que entram como da cota  do PMDB são: Saúde, Defesa e Banco Central.

Articuladores pemedebistas negam que tenham expectativa de aumentar numericamente esta cota. “Não necessariamente. É melhor ter quatro ministérios com ‘porteira fechada’ que oito de pura figuração” – assegura um dos pemedebistas ligados a Temer. A definição do espaço a ser ocupado pelo PMDB deve ser ajustada com o dos demais partidos aliados e ainda com o processo de sucessão no Congresso.

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