Os tucanos já antevêem problemas para a sucessão de Sérgio Guerra na presidência do PSDB. O processo se inicia em março, na esfera municipal, em abril passará pela etapa estadual, e em maio ocorre a eleição do novo presidente da legenda, que outra vez se vê diante do dilema de ter de escolher entre suas duas principais lideranças: Aécio Neves e José Serra, sem falar em nomes como o de Tasso Jereissati.

O senador eleito Aécio Neves encarna o que uma ala do partido entende como “feição mais moderna da oposição”: “ele representa o PSDB que venceu e se torna o líder natural da oposição" - diz um dos defensores do nome do mineiro.

Atentos à necessidade de romper com a hegemonia petista no Norte e Nordeste, alguns tucanos esperam uma "reorganização" da legenda. "Vou defender que o nosso partido verifique o que é possível fazer para que a população do Norte e Nordeste veja o PSDB como um partido viável para governar o país e os estados", diz a senadora Marisa Serrano (MS) vice-presidente do partido.

Mas o futuro político de Serra é fonte de preocupação para os tucanos. Derrotado e sem mandato parlamentar, Serra segue detentor do segundo maior patrimônio eleitoral do país: os mais de 44 milhões de votos obtidos na disputa presidencial. Mas carece de uma arena para manter-se em evidência. A presidência do partido garantiria ao ex-governador a visibilidade necessária, mas, em contrapartida, estabelece com antecedência de quatro anos a disputa com Aécio para 2014, o que levará a nova divisão na legenda.

O PSDB também busca um posto para evitar o ostracismo de um de seus principais líderes: o senador cearense Tasso Jereissati, derrotado para o senado. Tasso, que já presidiu o partido, também se encaixaria bem na vaga de Sérgio Guerra por representar maior neutralidade que os outros dois cotados, levando-se em conta o cenário eleitoral de 2014.

(Colaborou FERNANDA MUYLAERT, RecordNews)

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