Ainda que Dilma Rousseff dê nova inflexão à política externa brasileira – o que aparenta fazer pelo menos no caso iraniano – a escolha de Antônio Patriota como sucessor de Celso Amorim é uma vitória política do atual ministro. Aos 56 anos, Patriota vem sendo preparado há mais de década por Amorim para o posto e superou com facilidade as candidatas que Dilma pretendia propor para a vaga.
“ Ele gosta de música, eu gosto mais de cinema. A diferença no estilo pessoal é essa. Com a diferença de que ele toca piano” – resume bem Amorim, tantas são as semelhanças entre ele e Patriota, a quem conhece há 25 anos.
A escolha indica continuidade na postura do Brasil frente a questões como fortalecimento das relações entre os países da América do Sul, a manutenção das ações humanitárias junto ao continente africano, o esforço por parcerias com nações emergentes, a busca por rotas comerciais alternativas, a afirmação do Brasil como global-player e como interlocutor qualificado em defesa da paz e no combate à fome.
Seu posto mais importante, a embaixada de Washington (2007/9), coroou uma carreira meteórica, que agora será testada na prova de fogo do exercício do poder, ao lado de uma presidente inexperiente nas artes da diplomacia internacional, sobre a qual pesa uma enorme expectativa - a da era pós-Lula. Tudo isso, sem contar com o escoladíssimo Amorim como tutor. Boa sorte ao futuro ministro.











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