O vice Michel Temer assume a Presidência da República neste domingo, quando Dilma Rousseff embarca para sua primeira viagem internacional. A permanência do pemedebista no comando da nação será brevíssima, de pouco mais de 24h. Durante o período, Dilma encontra-se com Cristina Kirchner, da Argentina, na segunda-feira, dia 31, e retorna ao Brasil em seguida.

Esta será a terceira vez que Temer senta-se na cadeira presidencial – em outras duas ocasiões, em janeiro de 98 e junho de 99, como presidente da Câmara e terceiro na cadeia sucessória, ele substituiu o então presidente Fernando Henrique Cardoso, de cujo governo era fiel aliado.

A última vez que o PMDB governou o país foi durante a gestão de José Sarney, de março de 85 a março de 90, depois da morte de Tancredo Neves. Durante sua gestão o Brasil consolidou o processo de redemocratização, mas enfrentou uma aguda crise econômica, que aprofundou a hiperinflação.

Depois de um longo jejum de mais de vinte anos, o PMDB volta ao Executivo Federal pela porta da frente, mesmo que na vice-presidência. Ainda este ano, Temer terá diversas ocasiões de exercer a interinidade. Em fevereiro, Dilma volta a se ausentar do país, para participar da Cúpula da América do Sul-Países Árabes, em Lima, no Peru. Em março, vai ao Paraguai, para reunião bilateral com o presidente Fernando Lugo, e possivelmente aos Estados Unidos. Em abril, Dilma vai à China para a cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), e deve manter encontro bilateral com o governo chinês.

Nestas ocasiões, mesmo que por períodos breves, o Brasil terá uma primeira dama: Marcela Temer - a jovem mulher do vice, que causou rebuliço ao ser apresentada à nação durante a cerimômia de posse de Dilma Rousseff.

(Colaborou CLÁUDIA GONÇALVES, da TV Record)

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