Enviado por CLÁUDIA GONÇALVES, da TV Record

O anúncio de que o presidente norte-americano Barack Obama virá ao Brasil na segunda quinzena de  março levou ao adiamento da visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos, prevista para primeiro semestre deste ano. Agora, Dilma só deve viajar ao país em setembro para participar da abertura da Assembleia Geral da ONU.

Obama pretende discutir com a presidente Dilma temas de interesse dos dois países, como  mudanças climáticas,  produção de energia limpa e renovável,  crescimento global,  reconstrução do Haiti e erradicação da pobreza no mundo. Segundo fontes do governo americano, o presidente aproveita o momento especial vivido pelo Brasil para reforçar o compromisso de continuidade das boas relações com os Estados Unidos.

Obama aproveita também o cinquentenário do programa "Aliança para o Progresso" - criado durante o governo de John Kennedy com o propósito de promover o desenvolvimento econômico da América Latina por meio de colaboração financeira e técnica dos estados unidos - para estabelecer uma nova aliança com as Américas.

Do Brasil, o presidente norte-americano deve partir para o Chile, onde conversa com o presidente Sebastián Piñera sobre a amplicação da cooperação regional e bilateral. O Chile é, atualmente, um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e um grande colaborador do Haiti. Além disso, o país se transformou num líder regional para assuntos de segurança nuclear, gerenciamento de crises  e conquistou importante papel na prosperidade e estabilidade econômica das Américas.

Na sequência, Obama embarca para El Salvador, onde conversa com o presidente Mauricio Funes a respeito dos esforços do governo salvadorenho pela criação de uma sociedade mais justa, fortalecedora dos princípios da democracia. O destaque da conversa deve ser, no entanto, o intercâmbio econômico e cultural entre os dois países. Boa parte da população dos Estados Unidos é composta de salvadorenhos que ajudam suas famílias, em El Salvador, com o dinheiro recebido como trabalhadores no país.

As datas exatas da viagem de Obama à America Latina ainda não foram definidas pelo governo norte-americano.

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