Enviado por CLÁUDIA CONÇALVES, da TV Record
A presidente Dilma Rousseff, que embarca amanhã para a Argentina, em sua primeira viagem internacional desde a posse, quer levar uma agenda de trabalho que inclui não somente política e econômica, mas também temas sociais.
Além de dar seguimento a projetos estratégicos já firmados entre Brasil e Argentina, Dilma vai aproveitar o momento histórico em que os dois países são presididos por mulheres, para colocar na pauta do encontro questões como as políticas de gênero e habitacional.
Segundo o Subscretário-Geral para América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Antônio Simões, essa "nova agenda" inclui a assinatura de vários acordos, como a Declaração de Igualdade de Gênero e um convênio entre Caixa Econômica Federal e o Ministério do Planejamento argentino para implantação do programa "Minha Casa, Minha Vida" na Argentina. A intenção é usar o mesmo modelo de construção de um milhão de casas populares do Brasil como parte da política habitacional argentina.
Acordos sobre bioenergia também são prioridade na nova agenda dos dois países. Durante a visita de Dilma, será assinado convênio para criação de reator de pesquisa multipropósito, que pode ser usado para vários fins pacíficos de pesquisa, entre eles, os voltados para a medicina. "Queremos aproveitar a experiência da Argentina, que já vendeu reatores de pesquisa para o Peru e a Austrália. A ideia é, sobretudo, fazer com que toda essa parte da indústria nuclear dos dois países possa trabalhar em conjunto", afirma o embaixador.
Brasil e Argentina também vão assinar acordo para a construção de duas usinas hidrelétricas de Garabi, no Rio Grande do Sul, na fronteira entre os dois países. O projeto de longo prazo ainda está na fase inicial, a de estudos para elaboração do relatório de impacto ambiental nos dois países.
Relações comerciais - As relações comerciais entre Brasil e Argentina saltaram nos últimos 20 anos de 3 para US$ 33 bilhões. Entre 80% e 90% do comércio entre os dois países é de manufaturados e promove uma interdependência para alavancar o relacionamento dos dois países em outras áreas.
Cerca de US$ 15 bilhões foram investidos no Brasil por empresas argentinas entre 2002 e 2007. As relações mais recentes entre os dois países, dos anos 80 para cá, passaram por três fases básicas: a da aproximação estratégica; a integração econômico-social, com o Mercosul e, hoje, estão ao momento de comércio intramercosul, que atinge a faixa de US$ 45 bilhões.











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