O governo Dilma Rousseff enfrenta, na sua sétima semana, o primeiro teste no plenário da Câmara. E a votação, prevista para esta quarta-feira (16), envolve uma questão tradicionalmente polêmica: a definição do novo valor do salário mínimo e a fixação de regras permanentes para aumentos futuros.

A sessão servirá para medir o tamanho da base de apoio a Dilma, assim como a capacidade de controle que ela será capaz de exercer sobre os aliados. O governo tem adotado o discurso mais duro possível: não pretende flexibilizar o valor proposto para o mínimo, de R$ 545,00, e vai cobrar fidelidade dos governistas.

A principal ameaça parte justamente de um partido da base: o PDT encabeça o movimento para elevar o mínimo para R$ 560,00 e é seguido pelo DEM e pelo PV. A posição dos pedetistas, que têm Carlos Lupi no Ministério do Trabalho, irrita o Planalto porque instaura a infidelidade no primeiro escalão de governo.

O líder governista na Câmara, Cândido Vacarezza, diz ter o apoio dos partidos aliados para colocar a proposta em votação. Mas sabe que não há garantia possível quando se trata de salário mínimo.

Após anunciar um o severo corte de R$ 50 bilhões no orçamento deste ano – o equivalente ao dobro dos acréscimos nas contas feito pelo Congresso – Dilma considera inadmissível flexibilizar no valor do mínimo. Espera ser poupada do veto presidencial a um aumento maior do que o proposto pelo governo – gesto extremamente desgastante do ponto de vista político.

Nesta quarta-feira, confirmada a votação, é que vai se conhecer de fato com que armas Dilma está disposta a jogar no trato com o Legislativo e qual o padrão de resposta e de fidelidade obterá de sua, assim chamada, base aliada.

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