O vice-presidente da República, Michel Temer, reúne-se hoje, às 10h, com a bancada de deputados do PMDB, oficialmente, para iniciar uma mobilização em favor da reforma política. O encontro, no entanto, ocorre no mesmo dia da votação do novo valor do salário mínimo – questão prioritária para o Planalto. Temer deve trabalhar para garantir a união do partido em torno da aprovação da proposta do governo, de R$ 545, considerada ponto de honra para a presidente Dilma.

O vice-presidente deve argumentar que esta votação - a primeira decisão importante do novo Congresso - tem um forte peso simbólico. É a partir dela que Dilma vai medir a lealdade de seus aliados e o grau de confiança que poderá manter com sua base de apoio. Desta forma, é importante para o PMDB e para Temer que não haja dissidentes entre os 77 deputados do partido. A votação será aberta e os votos registrados no painel eletrônico, expondo os nomes dos deputados aliados infiéis.

Na tarde desta terça, após audiência do ministro Mantega, da Fazenda, no plenário da Câmara, o líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves, divulgou nota para atestar que a bancada apóia a proposta de  R$ 545 para o mínimo, como quer o governo. “Está em curso uma política salarial que vem dando certo, por refletir ganho real de salário para o trabalhador, compatível com o desempenho positivo da economia brasileira” – afirma o o deputado, na nota.

Alves foi o primeiro e mais importante líder aliado ao Planalto a questionar o valor proposto pelo Planalto para o salário mínimo, afirmando que o PMDB desejava ser convencido pelo ministro da Fazenda. Na época, discutia-se a distribuição de cargos no governo e a manifestação do deputado foi tomada como ameaça. causando constrangimento para o vice, Michel Temer.

Veja mais:

+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7