Um dos principais assessores de Dilma Rousseff está apreensivo com os possíveis desdobramentos da convulsão política e social na Líbia. Marco Aurélio Garcia alerta para a “tentação da intervenção” no país de Muammar Gaddafi, um dos principais fornecedores de petróleo da Europa.
“Não é recomendável, nem é hora de se acender cigarro em paiol de pólvora” – compara o professor Marco Aurélio, que considera gravíssima a situação do país. Referindo-se às recentes mudanças e turbulências enfrentadas pelo Egito e pela Tunísia, o assessor destaca que estes países cederam à pressão internacional contra a repressão violenta – o que parece que não estar nos planos de Gaddafi.
“É o caso de avaliarmos até que ponto não estamos diante da iminência de uma guerra civil na Líbia” – pondera Marco Aurélio. Se isso ocorrer, as conseqüências para a economia mundial serão imediatas, avalia. A Europa seria profundamente afetada com a restrição na oferta de petróleo. O continente ainda enfrenta as seqüelas da crise econômica iniciada em 2008.
A alta do petróleo tem também forte impacto sobre a inflação mundial, com reflexos, por exemplo, sobre o preço dos alimentos, e efeitos sobre a economia do Brasil. Para o professor, a gravidade da situação da Líbia não deve ser subestimada.











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