Conta ponto para o Brasil e para os países emergentes a escolha do brasileiro José Graziano Neto para diretor geral da FAO. Equivale, em primeiro lugar, ao reconhecimento do know-how que estes países adquiriram no esforço para vencer uma de suas principais mazelas: a fome. Graziano está na ONU desde 2006, mas é inegável que sua escolha é também uma vitória de Lula.

Foi o ex-presidente quem reinseriu o tema do combate à fome na agenda global, assim que empossado, em 2003, com o Fome Zero – programa que José Graziano implantou quando foi ministro extraordinário de Segurança Alimentar, no primeiro ano de governo. Na época, Lula percorreu o mundo alardeando sua promessa de garantir que cada brasileiro fizesse três refeições ao dia. O compromisso foi visto com ceticismo e até considerado primário por parte da comunidade internacional, que depois mudou de opinião ao reconhecer os avanços da estabilidade econômica e da inclusão social.

Foi também Lula quem lançou a candidatura de Graziano, em artigo publicado no website do jornal britânico The Guardian, apadrinhando seu ex-ministro. Dilma completou a tarefa. A presidente ficou eufórica com a escolha de Graziano. Ela despachou para lá três ministros (Relações Exteriores, Agricultura e Desenvolvimento Agrário) para trabalhar como cabos-eleitorais do petista. O resultado foi uma vitória apertada ( 92 a 88), mas importante. Agora, Graziano tem um instrumento poderoso para levar ao cumprimento da promessa que ele ajudou a firmar: a de que os países da América Latina têm até 2025 para erradicar a fome.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A