Ideli Salvatti é ministra das Relações Institucionais há apenas duas semanas e já virou alvo, como todo aquele que se senta na cadeira da articulação política de governo. E esse deve ser só o primeiro tiro. A ministra soltou nota negando qualquer participação no escândalo dos aloprados, quando petistas foram flagrados com uma bolada de dinheiro, para pagar por um dossiê forjado contra o então candidato, José Serra, nas eleições de 2006.

A reação de Ideli, via nota, foi imediata e direta, muito embora lastreada apenas na própria palavra e na do colega Mercadante. O ministro da Ciência e Tecnologia também saiu em defesa da colega, para afastar do Planalto os respingos do escândalo de cinco anos atrás.

Esta manhã, Mercadante vai ao Senado para prestar depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos. Comparece oficialmente para debater o  tema Economia e Competitividade: A Importância da Inovação.Na verdade, pretende assumir publicamente a própria defesa. Escaldado pelo caso Palocci, Mercadante se antecipa para não repetir o erro político do ex-colega da Casa Civil, cujo silêncio arrastou o governo para a crise e acabou por ser fatal.

O líder Romero Jucá, que descarta a ida de Ideli Salvatti ao Senado, dá o tom do discurso do governista sobre o caso, ao chamar a acusação de “jogo político requentado”. O Planalto não vê potencial de risco neste episódio e acha que vai “matar no peito” a questão, com a ida de Mercadante ao Senado.

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