Enviado por Felipe Varela, da TV Record
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os Estados Unidos pela crise econômica que afeta principalmente países europeus como Grécia, Irlanda e Portugal, além de países africanos e da América Latina. Lula discursou na manhã desta quinta na 17ª Assembleia-Geral da União Africana, que está sendo realizada na Guiné Equatorial.
Ao discursar, Lula mencionou os programas brasileiros de combate à miséria e à fome, ações de governo que hoje atendem a 28 milhões de pessoas. E também fez um apelo pela união africana. Ao final, foi aplaudido de pé.
O ex-presidente foi nomenado pela presidente Dilma Rousseff como chefe dessa missão especial do governo brasileiro. Além de discursar como representante do Brasil no encontro, Lula irá orientar nesta sexta a conferência “Desenvolvimento do Brasil: Um Modelo Possível para África”. E visitará as obras da nova cidade do Kilamba Kiaxi e o Programa de Realojamento das Populações (PRP), no Zango.
Compõem a União Africana todos os Estados do continente, à exceção do Marrocos. Com a admissão da República Árabe Saarauí Democrática (não reconhecida como Estado pela ONU), a Organização totaliza 53 membros. Atualmente 3 países estão suspensos por terem presidentes que chegaram ao poder graças a golpes de estado: Guiné, Madagascar e Níger. A Comissão da União Africana tem sede em Adis Abeba.
Prêmio - Lula pretende cumprir a promessa de seguir pelo mundo defendendo a causa da erradicação de pobreza. Nesse mês foi confirmado como um dos vencedores do prémio World Food Prize, de 2011, pela criação de políticas públicas que aliviaram a fome e a pobreza em sua gestão. A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá em 13 de outubro em Iowa (EUA). O World Food Prize existe desde 1986 e premia personalidades que tiveram contribuições significativas para o fim da fome.











Acompanhe as notícias pelo RSS

