O namoro da presidente Dilma com personagens célebres da oposição esquentou o noticiário político da semana. Será só simpatia?  Dizem os cariocas que simpatia é quase amor. E amor não faz mal a ninguém.

Neste pequeno teatro da política, todos têm a ganhar. A oposição exibe-se ao lado de uma presidente que parece lutar solitária pela moralidade pública. De quebra, irrita os aliados governistas e espalha a intriga entre os que se sentem mal-amados pelo Planalto.

A presidente Dilma, é claro, só tem a ganhar quando figuras emblemáticas como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos declaram apoio aos seus esforços para reduzir o fisiologismo e a corrupção. Os gestos simbólicos dos últimos dias agregam à presidente uma aura muito bem vinda de governante que zela pela moralidade.

O PT pode até ficar enciumado, mas não vai poder reclamar. Afinal, Dilma só tem a ganhar. Mas, já há petistas que vêem nesta atitude da oposição a intenção de rotular o governo Lula de corrupto e o de Dilma de moralizador – justamente para tentar atingir o ex-presidente, que é um adversário potencialmente mais forte. Exagero. Ao reagir assim, o PT morde a isca lançada pela oposição, que nem de longe afeta o poder de fogo eleitoral de Lula, como já mostrou sua re-eleição logo após o escândalo do mensalão.

 

 

 

 

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