A palavra “faxina” está proibida no Palácio do Planalto. É que a chefe não gosta. Nesta quarta-feira, pela segunda vez, a presidente Dilma Rousseff reclamou junto aos jornalistas do uso da expressão para classificar a limpeza ética que ela mesma iniciou no governo e agora refreia, diante do risco de desagradar aliados e acentuar a crise entre os seus.
Afinal, a tal “faxina” causou um problemão político ao Planalto, quando o PR, devidamente varrido do ministério dos Transportes, saiu gritando: “nosso partido não é lixo!” E, a seguir, deixou a base de apoio ao governo.
Dilma não gostou de ver estampada na imprensa a desistência do método um tanto radical de limpeza que tanto agradou a opinião pública e até a aproximou da oposição. Tentou traduzir-se aos jornalistas, argumentando que o combate à corrupção não é o foco central de seu governo, e chamou a tarefa de "ossos do ofício".
Se a faxina é custosa e até sofrida a ponto de ser classificada de “ossos do ofício”, é sinal de que está faltando distanciamento profissional e isenção no trato da coisa pública. Talvez fosse mais adequado tratá-la como “dever de ofício”. O erário e o eleitor agradecem.











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