O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, retorna hoje ao seu gabinete em Brasília com três vezes mais problemas do que deixou ao recolher-se ao silêncio, durante o feriado prolongado. No intervalo, três novas denúncias contra ele movimentaram o parco noticiário do período de folga dos políticos. Lupi não teve nem trégua, e se foi chumbo grosso o que pediu, é justamente o que vem recebendo.

A diferença das primeiras denúncias - que indicavam haver um esquema de extorção no ministério, mas não incluíam diretamente o ministro - para as mais recentes é que a última leva o envolve diretamente, em sua atividade à frente da pasta. O pedetista perde seu principal argumento: o que lhe permitia repetir "não é comigo".

Ao advertir que só bala de grosso calibre o derrubaria, Lupi pôs inimigos e desafetos para trabalhar. A denúncia de concessão de registro para sindicatos fantasmas no Amapá parece se encaixar neste caso. Os atuais dirigentes da endinheirada Federação da Indústria do estado não gostaram de ver a chapa oponente engrossar fileiras com os registros que Lupi concedeu.

Os sindicatos inventados para permitir a disputa pela Federação ameaçaram perigosamente a re-eleição dos atuais dirigentes. E a história foi parar nos jornais no pior momento para Lupi, apresentada como um caso de concessão irregular de registros sindicais - o que é possivelmente apenas parte da verdade, mas, certamente a versão mais conveniente dela, para alguns interessados.

Lupi inicia a segunda semana de inferno mais fraco do que terminou a primeira. Houve um momento em que o escândalo parecia esgotado, mas outras "balas" estavam por vir. E haveriam de mostrar contradições constrangedoras na defesa do ministro, como negar a carona no jatinho contratado por um dirigente de ONG, e depois ser confrontado com a foto em que aparece desembarcando da aeronave, com seu conhecido jeito pimpão.

O ministro começa a se tornar um peso para o governo e para o PDT. Ele, que se definiu como "pesadão", mostra que, neste caso, estava certo.

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