A presidente Dilma Rousseff enquadrou as categorias que fazem manobras para obter aumentos de salário neste final de ano. "Não me acho melhor que ninguém" - declarou a presidente, ao ser colocada diante da pressão do Judiciário e do Legislativo, que se preparam para turbinar os próprios vencimentos no apagar das luzes das votações do Congresso.

As declarações da presidente ocorreram durante café da manhã com os jornalistas, no Palácio do Planalto nesta sexta. "O Brasil seria fragilizado [se adotássemos] uma política fiscal de dar aumento salarial para todo mundo" - afirmou Dilma, que demonstrou preocupação com o impacto da crise européia sobre a economia brasileira.

Questionada se pediria "compreensão" aos dirigentes do Legislativo e do Judiciário, a presidente preferiu a cautela: "Eu não faço análise da competência de outros poderes - ou de outros países. [Se fizesse], eu daria uma demonstração de leviandade" - declarou.

Dilma também não se mostrou disposta a flexibilizar sua posição sobre aumento salarial no que diz respeito ao ano que vem. O orçamento de 2012 deve ser votado pelo Congresso nos próximos dias. "Em 2012, vai continuar como a lei manda".