A Ordem dos Advogados do Brasil vestiu a camisa da defesa dos amplos direitos de investigação do Conselho Nacional de Justiça, para irritação dos juízes em geral, e está convocando estrelas do mundo jurídico para participar do ato de defesa do Conselho, que acontece no dia 31 de janeiro, véspera da volta ao trabalho de todo o Judiciário.

Já confirmaram presença no ato o ex-presidente do Supremo, Nelson Jobim, que foi fundamental na criação do CNJ, além de Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo. Senadores e deputados estão convidados. A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, que se transformou em alvo de ataque dos críticos ao Conselho, ainda não confirmou se comparecerá ao evento.

A iniciativa da OAB vem provocando reações dos setores contrários à manutenção dos poderes de investigação do CNJ. A Ajufe – Associação dos Juízes Federais do Brasil – chegou a soltar nota esta semana sugerindo que a OAB deveria também estar sujeita à fiscalização do Conselho e chegou a mencionar “imensa quantidade de queixas de apropriação indébita praticada por advogados”.  A OAB classificou a nota de "corporativismo desproporcional" e "cortina de fumaça para fugir ao debate.

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