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Dilma recomeça faxina pelo andar de baixo
Postado por christinalemos em 26 26UTC janeiro 26UTC 2012 às 09:00 em Sem categoria | 8 Comments
A presidente Dilma Rousseff encontrou uma forma de fazer uma intervenção branca nos órgãos e empresas de segundo escalão, subordinados a ministérios sob comando de partidos aliados. Depois de um ano marcado por denúncias de desvios ou direcionamento partidário dos recursos públicos, Dilma está instalando técnicos de sua confiança, sem vinculação partidária, em postos chaves do segundo escalão.
O exemplo mais recente foi a troca do diretor administrativo-financeiro do DNOCS – Departamento Nacional de Obras contra a Seca, Albert Gradvohl, por um economista de carreira da Controladoria Geral da União, Vítor de Souza Leão. A substituição ainda não foi digerida pelo líder do PMDB da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que agora bate-pé para manter o diretor geral da empresa, Elias Fernandes Neto.
Com a medida, a presidente evita o confronto direto com aliados que detêm o comando do órgão, e, simultaneamente, bloqueia a possibilidade de controle político-partidário das verbas. O partido mais afetado pela estratégia até aqui tem sido o PMDB, legenda que comanda orçamentos bilionários nas áreas de agricultura e infraestrutura.
A maior parte das mudanças exigidas pela presidente nestas empresas – que são braços executores dos ministérios nos estados – é motivada pela descoberta de irregularidades por auditorias feitas pelo próprio governo, através da Controladoria Geral da União. Foi assim no caso dO DNOCS e da CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento – onde a CGU identificou operações irregulares que provocaram um prejuízo estimado em R$228 mi.
CONAB e DNIT - O resultado foi a troca da diretoria financeira da Conab, onde assumiu um juiz militar aposentado, João Carlos Bona Garcia, seis meses depois da saída do irmão do líder governista Romero Jucá, na esteira das denúncias que provocaram a demissão do próprio ministro Wagner Rossi.
Em agosto de 2011, Dilma trocou toda a direção do DNIT – o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Foram sete substituições de uma tacada, que levaram o PR a declarar-se fora da base governista, no mesmo episódio que levou à demissão do então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.
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