De Malabo, Guiné Equatorial

Após dois anos de um governo concentrado nos problemas internos, a presidente Dilma inicia amanhã um esforço para resgatar a aproximação com países da África, prioridade de seu antecessor. O ex-presidente Lula preconizava a criação de uma nova rota comercial e de cooperação, batizada pela diplomacia brasileira de eixo Sul-Sul, em que países em desenvolvimento cooperassem entre si, fora do circuito dominado por europeus, americanos e asiáticos.

O resultado desta política foi o surgimento da ASA - organismo que congrega 66 nações da América do Sul e África desde 2006, mas que perdeu força nos últimos quatro anos em que sequer se reuniu. O último encontro foi em 2009, na Venezuela.

Concentrado na própria sucessão, Lula relegou o assunto a segundo plano ao final de sua gestão. E Dilma viajou muito menos ao exterior, ao dar prioridade à montagem e ao funcionamento do governo. O resultado foi o esvaziamento do interesse dos sulamericanos, trazidos para a ASA por iniciativa de Lula.

Para a terceira edição do encontro da Cúpula que acontece nesta sexta-feira em Malabo, capital da Guiné Equatorial, além de Dilma, confirmaram presença apenas três de doze chefes de Estado da América do Sul que integram o grupo: Bolívia, Suriname e Guiana. Os demais países enviarão representantes.

Dilma comparece a III ASA mesmo sem estar completamente recuperada de problema ortopédico no pé direito, que obrigou a presidente a cancelar viagens no Brasil. Ainda neste primeiro semestre ela retornará outras duas vezes à África: em março, para a cúpula dos Brics, e em maio, para os 50 anos da União Africana.

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