O presidente Michel Temer passou o sábado dedicado a montar a resposta do governo à crise provocada pela Operação Carne Fraca. De dentro do Palácio do Jaburu, disparou telefonemas e convocou ministros para reuniões de emergência neste domingo. Blairo Maggi, da Agricultura, e Marcos Pereira, da Indústria, foram convocados.

O governo busca dados técnicos para reduzir o mega-estrago econômico provocado por mais uma operação da Polícia Federal, ao mesmo tempo que elabora uma estratégia de comunicação para explicar que o golpe descoberto pela PF limita-se apenas a determinadas unidades das empresas investigadas, que a carne contaminada está sendo rastreada e que o sistema de fiscalização é muito maior do que os "desvios pontuais" identificados pela polícia.

O episódio espalhou no governo a suspeita de que o verdadeiro alvo político da Operação era o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio. A cogitação causa enorme desconforto ao Planalto, porque coloca o próprio governo Temer na posição de refém da estrutura na prática autônoma e "fora de controle" da PF. Mas a instituição é vista como "intocável" neste momento. Qualquer mudança na equipe "pode piorar as coisas" - avalia-se.

 

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks