Os líderes governistas que operam a defesa de Temer na Câmara no caso da denúncia do PGR por corrupção passiva se calaram, nesta segunda, diante do resultado do parecer do pemedebista Sérgio Zveiter. Veio de um correligionário do presidente, escolhido a dedo e em segredo durante dias, o relatório que recomenda ao plenário dar sinal verde ao processo contra Temer. A derrota também deixou no ar o cheiro de traição: o relator é ligado a Rodrigo Maia, virtual próximo ocupante do Planalto.

Em silêncio também se deu a costura governista para reverter a derrota de hoje: ao trocarem treze integrantes da CCJ em 10 dias, esperam obter os votos necessários para rejeitar o parecer e encaminhar outro ao plenário, recomendando justamente o contrário. As trocas ocorreram em  sete partidos, seis dos quais legendas médias, integrantes do Centrão.

O fato confirma tendência registrada recentemente por este blog: sem DEM e PSDB, Temer caminha para um governo de centro-direita, lastreado por partidos médios, de DNA fisiológico, e que esperam, após garantir a eventual vitória no plenário, obter o esperado espaço na nova correlação de forças que surgirá do episódio.

 

 

 

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