O presidente Michel Temer, que teria até julho - o prazo para as convenções partidárias - para se candidatar à reeleição, deve fazê-lo já no mês de abril.

O assunto é tratado com reserva  no Planalto, mas Temer está convencido de que precisa antecipar o anúncio da candidatura para evitar se transformar em alvo favorito dos demais pré-candidatos - que seriam 12, pelos cálculos dos articuladores políticos do presidente.

Desta forma, evitaria o que seus auxiliares chamam de “sarneyzação” - uma referência ao ex-presidente Sarney, que terminou o mandato, em 1990, massacrado por críticas dos candidatos ao Planalto.

O apoio à candidatura Temer e à continuidade de seu projeto de governo vai ser determinante para os partidos que desejarem manter sua vaga na Esplanada, na reforma ministerial que acontecerá até 6 de abril.

Ao se lançar candidato, Temer não é obrigado a se licenciar da Presidência durante a campanha. Assim como os antecessores, seguirá no cargo durante a disputa.