O presidente Michel Temer promove amanhã uma reunião ministerial ampliada. Além dos 29 ministros, serão chamados também os presidentes do Banco Central, Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES. Será o primeiro encontro da equipe de primeiro escalão após a troca de doze titulares, motivada pela exigência legal da desincompatibilização.

A menos de nove meses do fim do mandato, Temer vai pedir “força total” na promoção de programas e ações de governo que possam projetar sua gestão. “O presidente quer e precisa de resultados”, diz auxiliar direto de Temer. A equipe mais próxima ao emedebista e o próprio presidente  entendem que Temer está “sob ataque no campo moral” e a razão de fundo seria a pré-candidatura à presidência.

Em discurso, esta manhã, Temer já buscou combater a imagem negativa do governo: “vamos tocar em frente! Se tivéssemos numa desgraça absoluta no país, paciência, mas nós não estamos”, declarou.  E insiste em apontar a recuperação de indicadores econômicos para combater o pessimismo geral.

Temer está incomodado com a falta da presença do governo federal na inauguração de obras nos estados que foram retomadas durante sua gestão. E foi alertado por aliados de que "outros estão faturando" no lugar dele. Foi esse o recado do ex-ministro Antônio Imbassahy,  que deu como exemplo as obras no interior da Bahia, região que Temer deve voltar a visitar.