A presidente Dilma deve substituir os ministros do Trabalho e dos Transportes, para reacomodar aliados do PDT e do PR nas duas pastas respectivamente. Por intermédio das ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann, Dilma já iniciou conversações com representantes do PR, como o líder do partido na Camara, Lincoln Portela, e também com o presidente do PDT, Carlos Lupi.

As articulações devem ser retomadas esta semana, com o fim do recesso prolongado de carnaval. Os dois cargos estão ocupados por interinos desde que os titulares das pastas deixaram o governo após denúncias de irregularidades.

No caso do Trabalho, estão cotados, no PDT, o secretario-geral Manoel Dias e o deputado Vieira da Cunha (RS). Neste caso a solução está mais próxima que no PR, que tem dificuldades para emplacar um nome que agrade a presidente, caso do ex-líder da bancada da Câmara, Luciano Castro. Dilma preferiria o senador Blairo Maggi para o posto, mas ele descarta. O partido deve se reunir esta semana para discutir a questão.

O PR deixou a base aliada após o episódio da demissão de Alfredo Nascimento, mas nunca assumiu uma postura de oposição. Maggi foi um dos integrantes da legenda a exigir que o partido cumprisse uma espécie de quarentena antes de voltar formalmente ao primeiro escalão. A proximidade das eleições municipais, no entanto, faz com que a retomada da pasta se torne estratégica para o PR.

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A indefinição de José Serra quanto a candidatar-se à prefeitura de São Paulo não só deixa o PSDB em compasso de espera como está levando o PSD ao racha. Menos de cinco meses após  sua criação e a obtenção do registro pelo TSE, o partido de Kassab enfrenta a primeira crise existencial justamente por causa da opção de seu criador de apoiar a candidatura Serra, ainda que isso comprometa o projeto nacional da legenda.

“Muitos deputados deixaram seus partidos e migraram para o PSD justamente porque não viam mais saída na oposição” – diz um pessebista, que não esconde a vocação governista que acompanha o partido desde o berço. É o caso de muitos dos cerca de cinquenta deputados federais que o PSD conquistou em curto espaço de tempo e que hoje lhe garantem a nada desprezível posição de terceira maior bancada da Câmara.

Alguns correligionários de Kassab acham que o compromisso do prefeito com Serra é de caráter pessoal e que o partido não deve estar atrelado a ele.  Chegam a taxar a potencial candidatura de Serra de “extemporânea” e “desesperada”. A irritação é grande  e inversamente proporcional ao entusiasmo com que esses pessedistas estimularam a aproximação com o candidato petista Fernando Haddad – movimentos que pavimentavam a aproximação também com o Planalto, no plano federal.

A situação desgasta o próprio Kassab, principal líder do partido, cujas articulações foram congeladas pela indefinição de Serra. As próximas duas semanas, até a realização das prometidas prévias do PSDB, previstas para 4 de março, serão de forte pressão sobre Serra, mas também sobre Kassab, que arrisca virar alvo, durante a campanha, do candidato que pretendeu apoiar. Ficando ao lado do tucano, precisará partir para o ataque contra Haddad, ou, no mínimo, partilhar do discurso oposicionista dos tucanos. É o caminho contrário que o PSD pretendia trilhar.

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Não existe campanha fácil para uma prefeitura como a de São Paulo, mas a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad começa com dificuldades estruturais que, se mal resolvidas, podem comprometer de fato a campanha. Esse dilema que acabou se instalando: ou Marta ou Kassab, só causa prejuízo para o ex-ministro e tira-lhe do foco central das atenções.

Lula quer Kassab e seu PSD na aliança petista para atrair o voto do eleitorado conservador da capital. Deu certo no caso dele próprio, quando escolheu José Alencar para vice - mas o então senador do PRB nunca fora adversário mortal do PT, como sempre foi o caso de Kassab e do DEM, um passado recente demais para petistas graduados e militantes do partido simplesmente ignorarem.

O racha estrutural no PT paulista começou quando foi preciso sacrificar a candidatura de Marta Suplicy para inventar uma nova liderança – atendendo a orientação estratégica do ex-presidente Lula. De lá para cá, o caldo só engrossou. Marta se recolheu, não embarcou na pré-campanha e até faltou ao aniversário do partido para não figurar ao lado de Kassab no palco.

Neste momento, a senadora tem mais a perder que a ganhar se mudar de posição. O próprio Haddad declara que, sem o PT unido, não há vitória. É verdade. Mas também é uma tentativa de jogar a eventual derrota no colo de Marta.

Lula certamente calcula que se Marta faz falta na hora de transferir votos da periferia para Haddad, ele próprio entraria na campanha, usando seu prestígio e popularidade para compensar. O risco é ficar sócio de uma possível derrota.

Mas o problema não se resume à ausência ou oposição de Marta. Uma boa parte do PT não aceita a aliança com Kassab. Afinal, ela vai na direção contrária a tudo que o PT pregou e praticou nestes últimos anos. É um sinal trocado que provavelmente nem o eleitor vai engolir.

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O Ato Político em comemoração aos 32 anos do PT foi um espetáculo típico das grandes reuniões partidárias, recheado de jogos teatrais, de demonstrações de prestígio e desprestígio, e, naturalmente, de gafes inacreditáveis. Uma delas foi a longa interpretação do hino comunista L'Internacionale, feita por uma cantora de ópera, logo na abertura do evento. O imenso telão exibiu, com precisão e brilho cinematográficos, uma Dilma Rousseff claramente incomodada, de lábios contraídos e expressão contrafeita, diante dos trinados da canção, que antecedeu até mesmo a execução do Hino Nacional.

A uma distância de duas cadeiras da presidente, entusiasmado, o governador do Sergipe, Marcelo Deda, cantava os últimos versos de L'Internacionale, agitando o punho para cima, como se fazia no início do século passado, na União Soviética pré-Stalin.  Foi mais um lance difícil de digerir para o ex-democrata Gilberto Kassab, convidado estreante num palco do PT.

A previsível vaia a Kassab gerou constrangimento - é claro - mas só um pouco maior que as muitas vezes em que o pemedebista Michel Temer foi recebido com hostilidade por platéias petistas - o que não o impediu de, com o passar de algum tempo, transformar-se no vice de Dilma Rousseff.

De tão insólita, a presença do prefeito virou motivo de piada para a própria platéia, que primeiro ensaiou um "Fora Kassab". Mais tarde, durante a leitura de uma longa mensagem de Lula enaltecendo o governo de coalizão, alguém resolveu gritar: "Fica Kassab!" - provocando gargalhadas no público. Era brincadeira.  Até Dilma se divertiu com a piada, e abriu o discurso fazendo menção ao senso de humor dos petistas.

Espantosa foi a recepção a José Dirceu. Quem ataca o hoje deputado cassado e o considera um fantasma na política deveria assistir à maneira como os militantes o recebem em qualquer grande evento do PT. Espanto é a palavra. Ao entrar no palco, Dirceu foi literalmente ovacionado de pé por longos minutos, pelas quase duas mil pessoas que lotavam o auditório, e que entoaram:  "Dirceu, guerreiro do povo brasileiro!". Depois dele, foram chamados outros petistas que ganharam o carimbo de "mensaleiros", também recebidos calorosamente, mas não na mesma medida que Dirceu.

Em política, é preciso ler sinais e símbolos - quase sempre são recados de satisfação ou insatisfação, de prestígio ou desprestígio. Para representá-lo na ocasião solene, o PMDB, principal partido da aliança, entre tantos pemedebistas no ministério, no governo e no Congresso, enviou o hoje inexpressivo deputado Mauro Benevides, que, aos 82 anos, teve de enfrentar o embaraço de informar a uma jornalista que estava ali representando, sim, o PMDB do vice Michel Temer.

Na saída do auditório, enquanto Dilma terminava o discurso, petistas e simpatizantes já bebericavam champagne. Mas quando se aproximaram da bandeja com fatias de bolo de chocolate envelopadas individualmente em saquinhos decorados com a estrela vermelha, levaram um tranco do cerimonial, que chamou a atenção da garçonete desavisada: "Aqui, não! Sirva só lá dentro!" - apontando em direção à ala dos vips petistas, devidamente cercada com grades de metal. As mesmas, aliás, que são usadas na Esplanada dos Ministérios, para afastar manifestantes do Palácio do Planalto.

Quem sabe ler símbolos, que interprete. Feliz aniversário, PT!

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A festa dos 32 anos do PT, que acontece hoje em Brasília, terá um objetivo prático: lançar a ofensiva para ampliar o número de prefeituras administradas pelo partido. Em 2008, o PT foi a legenda que mais elegeu prefeitos comparativamente à eleição anterior – um crescimento de 36,10%, seguido pelo PMDB, com aumento de 13,87%. Na última disputa municipal, o PT conquistou o comando de 558 prefeituras, contra 410, em 2004.

“A meta prioritária do PT é garantir a vitória nos grandes, médios e pequenos municípios brasileiros onde nós já governamos e nos que ainda não somos governo” – declara o secretário de Assuntos Institucionais do partido, Geraldo Magela.  A primeira parte do evento prevê mesas de debates regionais, com a participação de prefeitos petistas. À tarde está programada uma grande plenária para debater as estratégias políticas para a disputa eleitoral.

Festa sem Lula – Pela primeira vez na história do PT,  o criador da legenda não comparecerá ao aniversário do partido. Por recomendação médica,  o ex-presidente Lula não irá à festa, para não comprometer o tratamento contra o câncer na garganta.

A presidente Dilma confirmou presença no ato, que deve começar às 19h, num grande centro de eventos de Brasília. Vários ministros petistas também devem comparecer, entre eles, Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência, e Ideli Salvatti, das Relações Institucionais. A organização prevê a participação de até 500 pessoas, entre militantes e dirigentes. As comemorações incluem uma homenagem aos cem anos de nascimento do filiado número 1 do PT, Apolônio Carvalho.

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Enviado por Cláudia Gonçalves

A agenda de viagens internacionais da presidente Dilma Rousseff para os próximos seis meses já está praticamente fechada e dará prioridade para temas econômicos, com destaque para o encontro com Barack Obama, em abril.

A seguir, o roteiro que deve ser cumprido pela presidente:

Dias 5 e 6 de março – Alemanha, Hannover
Visita à Feira Internacional de Tecnologia e encontra com a chanceler Angela Merkel.

De 28 a 30 de março, Índia, Nova Délhi
Dilma participa IV reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)

De 9 a 11 de abril – Estados Unidos, visita oficial
Dilma tem encontro com o presidente Barack Obama e, depois, deve visitar as universidades de Harvard e de MIT (Massachussetts Institute of Technology) para tratar de acordos para o programa “Ciência sem Fronteiras” .

De 9 a 15 de abril – Colômbia, Cartagena de Índias
Na volta dos Estados Unidos, Dilma deve participar da 4ª Cúpula das Américas.

Dias 17 e 18 de junho– participa da reunião do G-20,  no México;

Final de junho, comparece à reunião semestral do Mercosul, na Argentina.

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A presidente Dilma Rousseff, em poucas palavras, elaborou uma espécie de receita para ser um bom ministro, durante a solenidade de posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP/PB) – sétima troca na equipe de ministerial motivada por suspeitas de desvios e corrupção. Dilma elencou três qualidades que, ao seu ver, são quesitos fundamentais para assumir um ministério: capacidade de negociação, bom trânsito político, postura rigorosamente republicana – e frisou bem a expressão  “rigorosamente republicana”.

Para bom entendedor, foi um recado claro sobre o tipo de comportamento que a presidente espera na gestão de mais de R$ 22 bilhões do orçamento das Cidades. Mais não poderia dizer a presidente, sob pena de melindrar os integrantes do PP, que acabaram forçados a trocar de ministro, depois da longa fritura de Mário Negromonte, provocada, entre outros colaboradores, por adversários seus no próprio partido.

O novo ministro parecia alheio ao péssimo ambiente político que permeia sua posse. Para Aguinaldo Ribeiro, aos 43 anos, com um ano de mandato de deputado virar ministro de Estado está melhor que a encomenda. As denúncias de favorecimento de parentes, de uso de laranjas para escamotear patrimônio e atividades empresariais – tudo isso é só “factóide”, segundo ele próprio traduziu, à guisa de explicação.

Ribeiro não apresentou qualquer esclarecimento formal ou informal para a torrente de denúncias que surgiram contra ele desde a última quinta feira, quando sua posse se tornou uma possibilidade concreta. Na posse, fugiu do cerco da imprensa de maneira constrangedora para alguém que está tomando posse e deveria ter razões para comemorar e não para se esconder. Só chegou a dar entrevista porque ficou encurralado por cinegrafistas, num corredor sem saída, atrás do cenário da solenidade, que, por sinal, ameaçou vir abaixo, tamanha a confusão.

Mau começo para o jovem ministro, que, pela pouca idade, agora é um dos mais novos integrantes do primeiro escalão, mas, aparentemente, já bem escolado nas velhas práticas da política.

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O líder do PP na Camara, Aguinaldo Ribeiro, do PP da Paraíba nem assumiu na vaga de Mário Negromonte no ministério das Cidades e já é alvo dos ciúmes de colegas do próprio partido, que resistem em aceitar sua indicação porque consideram que a trajetória política do deputado é curta demais para que lhe seja entregue o posto mais alto do partido.

Ribeiro é deputado federal de primeiro mandato, assumiu a liderança do partido na Casa há menos de seis meses e está prestes a virar ministro, isto é, a ocupar o único cargo de primeiro escalão do PP. Engenheiro e administrador, no curriculum traz a experiência de secretário estadual na Paraíba, e municipal, em Joao Pessoa, capital do estado. Mesmo assim, é o indicado do partido para as Cidades, pasta responsável pela execução de obras bilionárias do PAC e de projetos fundamentais para o sucesso de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

A nomeação de Ribeiro por Dilma é dada como certa e pode acontecer nos próximos dias, faltando apenas esclarecer, junto à Casa Civil, pendências judiciais do deputado. A posse iminente de Ribeiro, considerado um novato por parte da bancada do próprio PP, provoca ciúmes em colegas como Joao Pizolatti, de Santa Catarina, que se oporia à indicação do líder. A divisão no PP repete a história que engendrou o desgaste político de Márcio Fortes nas Cidades e do próprio Negromonte - uma história conhecida e péssimo prenúncio para o virtual novo ministro.

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Nenhum ministro cresceu tanto no cargo em 13 meses de governo Dilma quanto Gleisi Hoffmann. A indicação da senadora do Paraná, mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para a crucial Casa Civil, em junho do ano passado, surpreendeu a todos e foi a primeira escolha com a marca clara da presidente Dilma. Na época, muita gente desdenhou. Hoje, a discreta lourinha com cara de boneca é a substituta suave da presidente, com exclusivo poder de interlocução conferido pela própria Dilma.

Causou surpresa durante a reunião ministerial da semana passada o tom peremptório com que a presidente declarou aos ministros que, na equipe, ninguém é melhor que ninguém, mas, quem fala por Dilma é Gleisi. É a ela que devem ser encaminhados os projetos, para o devido crivo técnico. E mais, não adianta mandar substituto para se reunir com Gleisi, porque a audiência será cancelada automaticamente.

É esta Gleisi, sete meses depois de assumir na vaga de Palocci, que se apresenta pela primeira vez ao Congresso na quinta-feira para levar a mensagem do Executivo na abertura do ano legislativo. Dilma a está transformando na gerente que ela mesma foi, e tenta evitar os problemas que tanto a irritavam quando exerceu esta função, como por exemplo, ser surpreendida por ministros que vendiam idéias diretamente a Lula. Sobrava para Dilma demover o presidente de projetos frágeis, gastadores ou ineficientes.

A presidente admira a suavidade, o senso de organização e capacidade técnica da ministra – uma espécie de algodão entre os cristais ásperos do poder palaciano.

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Com 30 líderes mundiais confirmados pelo Itamaraty, a maior conferência internacional já sediada no Rio de Janeiro deve enfrentar um problema logístico nada desprezível: a falta de acomodação para as cerca de 50 mil pessoas esperadas para a Rio+20. Em Brasília, o corpo diplomático já foi alertado para o problema: a rede hoteleira da capital carioca dispõe de aproximadamente 28 mil leitos, número que representa pouco mais da metade das acomodações necessárias para atender ao gigantismo do evento.

Além dos chefes de Estado e de governo e respectivas comitivas oficiais, são esperadas delegações de representantes dos demais países com assento nas Nações Unidas – ao todo são 193. Acrescentem-se a eles especialistas, observadores, jornalistas, seguranças, ativistas e as próprias autoridades brasileiras.

Somando a disponibilidade da capital  à rede hoteleira de Niterói, o número de leitos salta para 39.311, o que ainda não atenderá à demanda de visitantes do Rio, que devem começar a chegar antes do dia 13 de junho, para as reuniões preparatórias da Conferência, que culmina com as reuniões dos dias  20, 21 a 22.

Segundo levantamento de SindRio - o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da cidade, as reservas estão praticamente esgotadas em Copacabana, em Ipanema chegam a 98%, em São Conrado, 95%, Flamengo, 90%, Centro, 80%.

Em Brasília já se ventila a possibilidade de credenciar proprietários de imóveis mobiliados desocupados para suprir a necessidade de acomodações – algo que ocorreu durante a conferência do clima em Copenhagen, na Dinamarca.

A rede hoteleira do Rio é a segunda maior do Brasil, atrás apenas da de São Paulo – a maior da América Latina, com 42 mil leitos -  e seguida pela de Belo Horizonte, com 28 mil. Os planos do governo e de empresários do setor são aumentá-la em pelo menos mais 10 mil acomodações até a realização das Olimpíadas em 2016.

Acampamento no Aterro do Flamengo – Um grupo muito especial de participantes da Rio+20 não pretende disputar os poucos quartos oferecidos pela capital para os integrantes da Conferência. Pelo menos dez mil pessoas pretendem acampar em parques próximos ao Aterro do Flamengo para acompanhar o evento. São os “alternativos” da Conferência: ambientalistas, grupos indígenas, movimentos sociais, ativistas mulheres, jovens e negros.

O acampamento já tem até nome: “Território do Futuro”, onde deve ocorrer a “Cúpula dos Povos”, em paralelo ao evento oficial. O espaço promete abrigar bem menos formalidade e muito mais rebeldia que a Rio+20. Entre os participantes esperados estão, por exemplo, ativistas do movimento que ficou conhecido como Ocupem Wall Street, que tomou por meses o coração financeiro de Nova Iorque, nos Estados Unidos, para protestar contra o impacto da crise econômica nos padrões de vida americanos.

 

(Colaborou: LINCOLN FREITAS, TV RECORD)

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