15 outubro 2009
Regina Spektor funcionou mais uma vez
Publicado por: Adriana Araújo
Já fiz este teste várias vezes em São Paulo.
Sabe quando o sábado amanhece chuvoso, bem depois de uma semana inteira de sol e trabalho?
Aquelas pendências pra resolver - mercado por fazer, a filha precisando cortar o cabelo, a bagunça de sexta à noite à espera de alguém pra arrumar... E bate uma preguiça!
Onde eu encontrava coragem? No CD da Regina Spektor.
Botava pra tocar e algo mágico acontecia. Ouvir Regina Spektor me dava vontade de sair rodopiando pela sala, abraçada com a vassoura.
Eu podia até não varrer a casa, mas dançava pra valer.
Pois aconteceu de novo, nesta quarta-feira.
Procurava (e ainda procuro) um endocrinologista para minha filha e só encontro vaga para o ano que vem.
Minha internet de casa emperrou e a Time Warner ainda não apareceu pra arrumar. Ginástica? Ainda não encontrei forças pra recomeçar.
Você pode imaginar como é grande a lista de pendências para quem acabou de chegar a Nova York.
Pois bem, deixei tudo de lado e fui ao show da Regina Spektor no Radio City Music Hall.
Para quem nunca ouviu esse nome antes, ela é uma cantora e compositora russa que se mudou para Nova York ainda criança.
Quem sou eu pra fazer uma crítica musical da moça. Sabia que ela toca piano bem, teve grande influência da música clássica, mas conseguiu misturar vários estilos e criar o estilo Spektor.
Ontem descobri um pouco mais.
A moça de olhos azuis e pele muito branca, que sussurra enquanto canta, também é capaz de imprimir uma força na voz surpreendente. E contagiante, claro!
Num excelente momento do show, ela toca piano com a mão esquerda, na mão direita segura uma baqueta e tira som de uma cadeira. E canta! E fica ótimo!
Ela ainda toca uma guitarra verde. Batuca no microfone. Vogais, silabas, tum... tum... pa... pa... canta brincando.
Improvisa, faz a plateia rir.
É doce e debochada ao mesmo tempo.
E mesmo quando fala de corações partidos eu fico feliz!
Qual é a mágica? Não sei.
Talvez a explicação esteja num dos versos que ela cantou: "Alguém sacaneou a minha música. E dai? Dane-se! Estou fazendo o meu som!" (tradução suavizada)
Voltei pra casa com vontade de rodopiar no metrô.
E pensei: estou fazendo meu som, em Nova York.
Isso basta.
Preciso ouvir mais Regina Spektor.
Ela funcionou mais uma vez.
Pra quem quiser fazer o teste, seguem dois vídeos:
E pra terminar:
1) Estou devendo: Texto sobre John Grogan, o autor do livro Marley & Eu. Em breve...
2) Estou pagando: O internauta Júlio Bueno reclamou da falta de interação com os correspondentes-blogueiros. Está coberto de razão. Sempre que der vou ler os comentários e mandar um alô!











