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28 novembro 2009

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César Cielo, os canadenses, eu e a minha lagosta

Publicado por: Adriana Araújo

Pelo título já dá pra saber. Este texto é uma sopa de letrinhas. Bem que poderia ser uma sopa de lagosta. Quero escrever sobre várias coisas, mas o tempo anda curto. Então, joga tudo num caldeirão e capricha no tempero. Vamos lá!

César Cielo, o nadador brasileiro, campeão olímpico e recordista mundial é uma figura incrível. Passei três dias no Canadá, essa semana, pra mostrar a participação de Cielo no revezamento da tocha olímpica dos jogos de inverno de Vancouver.

Mesmo com uma agenda exaustiva, Cielo foi gentil todo o tempo. Atendeu aos inúmeros pedidos de fotos e tem uma disciplina de fazer inveja. Sequência de exercícios anotada num papel, ele pula na piscina e treina pesado.

Cesar Cielo 1 César Cielo, os canadenses, eu e a minha lagosta

E ainda é modesto. No livro de visitantes ilustres da cidade de Moncton assinou apenas assim:  um brasileiro nadador.

Cesar Cielo 2 César Cielo, os canadenses, eu e a minha lagosta

Mas foi recebido na cidade como herói olímpico. Aí os canadenses entram nesta sopa. Eles são adoráveis. Dispensaram a Cielo e aos jornalistas que acompanhavam o revezamento da tocha uma atenção rara.Competentes, bem humorados, carinhosos. Sempre me perguntavam: você tem tudo que precisa para fazer o seu trabalho? -Sim, respondia . E logo vinha a segunda questão: você está feliz? Sim, eu estava feliz e fazia tempo que não encontrava pessoas sinceramente preocupadas com o bem estar alheio.
Na nossa última noite em Mocton, fomos convidados para o jantar de despedida de Cielo. O nome do nadador foi para a placa do restaurante, Na mesa, bandeirinhas do Brasil e do Canadá e presentinhos para todos. Vivemos o que eles chamam  de lobster experience - aula para aprender a descascar e saboerar uma lagosta inteira.
Sem a mordomia da carne já desfiada, mas bem mais divertido. Cielo foi mais ou menos na lobster experience. Eu, também. E quem deu aula foi a Ana Mineiro, da revista Caras. Era a mais resistente a experimentar e depois parecia uma nativa descascadora de lagostas.

Bem, e a minha lagosta? Me encontrei com ela no aeroporto de Moncton. Pre-cozida, vermelha, linda! Comprei. Passei por uma conexão, dois aviões e a imigraçāo americana, com a minha lagosta numa sacola térmica. Claro poderia ter comprado em qualquer um dos bons mercados de Nova York. Mas precisava trazer um pedaço do Canadá comigo.
Nao é todo dia que encontramos pessoas tão gentis. Não custava nada prolongar esse gostinho.

adriana lagosta César Cielo, os canadenses, eu e a minha lagosta

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