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11 fevereiro 2010

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E quando eu pensei que o pior já tinha passado…

Publicado por: Heloisa Villela

Foi um desânimo ler, nos sites americanos, que uma nova tormenta estava se aproximando. Afinal, eu já tinha passado quase 24 horas sem luz (o que significa sem calefação e sem fogão, com dois filhos pequenos em casa…), driblando o frio com a lareira e usando, como nunca, a pá de neve. A última coisa que eu queria era mais uma nevasca.

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Mas o ano é dos extremos. Calor incrível, chuva sem parar em São Paulo e aqui, um oceano branco do lado de fora. Entre sexta-feira e domingo da semana passada, a tormenta deixou quase um metro de neve acumulada na frente da minha casa. Para chegar ao chão, precisei tirar três camadas de neve com a pá. Assim, não preciso correr nem fazer ginástica. Basta o que eu suei na primeira pós-nevasca.

Quando a entrada da garagem estava transitável, lá vem o caminhão que limpa a rua e empurra uma nova pilha, imensa, de neve para a frente da rampa. E lá vou eu, novamente, com a pá. Dois dias depois, começa tudo outra vez. A tempestade que começou na terça-feira e só terminou na noite de quarta, não foi tão violenta. Teve vento forte. Muito forte! Mas deixou menos neve acumulada. Mas uma quantidade que seria de causar espanto em qualquer outro ano. Menos nesse…

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A quantidade de neve foi tanta que tudo parou. Uma semana de férias escolares improvisadas. Funcionários do governo federal todos dispensados do trabalho. Médicos, advogados, ninguém foi trabalhar. Ao menos aqui, não acontece o que os paulistas estão passando com as enchentes. A gente ouve falar de outra vítima da tempestade. Em geral, pessoas idosas, com problemas de pressão, que fazem esforço demais para limpar a neve e acabam tendo problemas. Na minha rua, um vizinho idoso foi encontrado na porta de casa, sem respirar.

Nesta quinta-feira, o sol voltou a brilhar. E que diferença isso faz! A neve que se acumulou no teto do carro derreteu rapidamente. As crianças correram para o gramado da escola pública, que fica aqui do lado, e descobriram túneis na neve, construíram castelos, caminharam com neve quase pela cintura, achando tudo muito divertido.  Com toda essa movimentação, uma coisa é certa: vamos todos dormir muito bem! Exaustos!

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