18 março 2010
Cinco estrelas para os pentacampeões
Publicado por: Luiz MonteiroForam duas notícias ao mesmo tempo: uma boa e a outra preocupante. A Fifa convidou a imprensa para conhecer o hotel que vai servir de concentração para a seleção brasileira. Poderíamos mostrar aos telespectadores onde nossos craques irão viver na África do Sul. Finalmente veríamos os quartos dos atletas. O problema foi o horário combinado. Às 17h30 o sol já começa a baixar em Johanesburgo. Com o prédio ainda em construção poderia não haver luz suficiente para filmarmos lá dentro. E como sempre acontece nessas ocasiões, houve atraso no início do encontro.
Entramos em contato com Delia Fischer, competente assessora de imprensa da Fifa, para tentar antecipar a visita. Não foi possível porque um grupo de jornalistas vindo da América do Sul se juntaria a nós, depois de um vôo procedente da Cidade do Cabo. E como o local ainda está em obra, não é recomendável o entra e sai de visitantes o tempo todo.
Aceleramos o passo e gravamos no melhor estilo “vapt-vupt”. O hotel se chama Fairway e vai ficar dentro do Golfe Clube do bairro de Randburg, a 10 quilômetros de Sandton, área mais nobre de Johanesburgo. A obra começou em junho do ano passado. Será entregue no final de abril e custou o equivalente a 35 milhões de reais, financiados pela iniciativa privada. A mobília estará montada até 8 de maio. E um torneio de golfe no dia 15 inaugura o local oficialmente. O Brasil desembarca na cidade entre 27 e 29 de maio. Se chegar à final da Copa, serão mais de 40 dias no Fairway.
A hospedagem das seleções são pagas pela Fifa, que dá direito a até 50 integrantes e 50 credenciais para cada delegação. O Brasil vai utilizar todas as 60 suítes do Fairway. A diferença das dez pessoas a mais será bancada pela CBF. A gerência ainda não divulgou o valor exato da diária, mas com certeza não sai por menos de 300 dólares.
O hotel é padrão 5 estrelas. Cada quarto tem cerca de 70 metros quadrados, divididos em 3 cômodos: a área do dormitório com cama de casal, tv grande e móveis, varanda com sofá de dois lugares e um banheiro imenso com box e banheira em espaços distintos. Tudo com muito conforto, como merecem os jogadores. O técnico Dunga visitou a obra há duas semanas e, segundo o gerente Doug Bain, “ele andou por toda a obra e gostou do que viu”. A única exigência do treinador foi que se cobrisse a área da piscina, que terá água aquecida à temperatura de 32 graus. Faz sentido, levando-se em conta o frio intenso do inverno de Johanesburgo.
O Clube de Golfe não vai fechar durante a hospedagem da Seleção. Notícia que animou grande parte dos dois mil e trezentos sócios do clube, que também adoram futebol. O local é freqüentado por executivos e profissionais liberais. Por ano, cada um paga o equivalente a vinte mil reais para dar suas tacadas no imenso gramado. A discussão no local é pra saber o tipo de proteção que haverá em volta da área do Hotel. A CBF exige privacidade para a delegação. Falou-se em um muro de concreto. Depois pensaram em telas de virdo. A última versão é sobre uma tela com material de borracha esverdeada. O prédio tem dois andares. Sabe-se que a proteção terá 3,20 metros de altura, tapando apenas os quartos do primeiro andar. Qualquer que seja o tipo de muro, a CBF negocia estampar a marca dos patrocinadores no muro. Nada anormal no milionário mundo do futebol.
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