post-icon

8 maio 2010

comentarios-icon2 Comentários »

Mais Ronaldinho Gaúcho

Publicado por: Mauro Tagliaferri

Durante quarenta e cinco minutos, Ronaldinho Gaúcho recebeu a reportagem da Rede Record em sua casa, nas proximidades de Milão. O resultado da entrevista que fiz com ele foi ao ar, neste sábado, no Esporte Fantástico.

Agora, aqui no blog, vamos à prorrogação…  Confira mais algumas declarações dele.

Sobre a temporada 2009-2010 no Milan

“Mudou bastante coisa [em relação à temporada passada], a mudança de treinador, um esquema de jogo diferente. A principal diferença do ano passado para esse foi a maneira de jogar, passamos a jogar de uma maneira a que eu estava acostumado, jogava no Barcelona mais ou menos fazendo essa mesma função. Isso me ajudou muito. E podendo ajudar, dando tantas assistências para gols, eu fico feliz porque é a coisa que eu gosto de fazer. Estou acabando o ano muito feliz.”

“Com o Ancelotti [Carlo Ancelotti, ex-técnico do Milan], a gente jogava com dois atacantes e um meio-campo atrás deles. Eu fazia, às vezes, a função desse atacante mais enfiado na frente, às vezes fazia o meio-campo. E, agora, com o Leonardo, mudou o esquema. Joga, basicamente, com três atacantes. Dois atacantes abertos e um outro, mais centralizado. Estou fazendo essa função, com o Leonardo [atual treinador do Milan], mais aberto pela esquerda, que era a função em que joguei muitos anos no Barcelona. Então, para mim, está sendo muito mais fácil.”

“O momento [do Milan, nesta temporada] foi muito legal porque juntou jogadores de muita experiência com uma molecada cheia de vontade, então deu esse equilíbrio no time.”

Sobre a possibilidade de Leonardo deixar o clube no fim da temporada

“Eu tenho uma amizade muito legal com ele. E poder trabalhar com um amigo é sempre muito bom, facilita muito, tudo o que se tem para conversar, o que se pensa, pode-se falar abertamente. Não sei o que vai acontecer. Pela amizade que tenho com ele, quero que ele seja feliz. Se ele vai continuar aqui feliz, quero que ele continue. Se ele vai ser mais feliz em outro lugar, vou torcer para que ele vá. Seria legal continuar trabalhando com ele porque eu gosto da forma que ele trabalha. Gosto, taticamente, de como ele bota o time em campo. Seria legal continuar, mas torço pela felicidade dele.”

Sobre os 30 anos de idade

“O que muda é a facilidade para ler o jogo. Ver o jogo de uma outra forma. Quando é jovem, a gente sai correndo para tudo que é lado, quer a bola todo o tempo. Com o passar dos anos, conforme vai criando a jogada, você já sabe mais ou menos o que vai acontecer, o momento de se movimentar, para onde correr. Os anos vão dando esse tipo de experiência.”

 Sobre viver na Itália depois de morar na Espanha durante cinco anos

“É um país muito legal. A cidade, em si. As outras cidades, não conheço muito, porque a gente vai, conhece o aeroporto, o hotel, o estádio e volta. Mas Milão, agora, eu já conheço bem. É completamente diferente da Espanha. Barcelona era cidade de praia, um outro ritmo. Aqui já é aquela correria, tipo São Paulo. Um lado parecia mais o Rio, o outro parece mais São Paulo. Mas é um país super legal. O pessoal me trata super bem, e isso facilita muito o meu dia-a-dia. Estou feliz aqui.”

Sobre a seleção brasileira:

“Ainda continua sendo um objetivo, um sonho. Eu tive a felicidade de conquistar muita coisa dentro da seleção brasileira, desde pequeno, nas categorias de base. São muitos anos dentro da seleção e continua sendo a mesma motivação de pequeno. Chega época de Copa do Mundo, aquela vontade de participar, de conquistar mais uma Copa do Mundo.”

“Para dizer a verdade, eu nem penso muito [sobre a convocação para a Copa, na terça-feira]. Eu penso em fazer o meu melhor, acabar bem a temporada, jogar o melhor que eu posso para demonstrar que estou num bom momento, que estou bem para ajudar a seleção brasileira. Meu objetivo é claro: fazer o meu melhor nos jogos que tem, nas oportunidades que eu tenho para demonstrar que estou bem. E, depois, deixar acontecer.”

“Estou em perfeitas condições, estou pronto [se a Copa começasse amanhã], bem fisicamente, num momento muito bom também. Então, diria que estou pronto.”

“[A Copa de 2006] foi complicada porque era uma expectativa muito grande. Antes da Copa, todo mundo dizia: ‘ah, o Brasil já é o campeão’. Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Adriano… Vem todo mundo, todos num momento muito bom. Então, criou essa expectativa. E isso motivava todo mundo que jogava contra a gente. Todos os jogos eram uma guerra. E, devido a toda essa expectativa, a decepção foi muito grande. Mas acho que não tinha muito o que mudar. A nossa conduta era normal, de uma preparação para uma Copa do Mundo. Dentro da concentração, era a mesma coisa de 2002. O que deu errado foi mesmo o jogo em que fomos eliminados, a gente não conseguiu apresentar um excelente futebol.”

“A gente quer entrar e, se puder, resolver o jogo em cinco minutos. Porque a alegria da gente é essa, quando o time faz o gol e ganha aquela tranquilidade para fazer tudo o que gosta, driblar, inventar, fugir um pouco daquela tensão de ter de fazer o gol. Então, se a gente pudesse entrar em todos os jogos e fazer um gol em cinco minutos, seria a maior alegria, principalmente para nós, atacantes, que gostamos de driblar. Tudo isso vem com mais facilidade quando o resultado está a favor.”

“Estou com a cabeça voltada em fazer o meu melhor nos jogos que faltam aqui. E, depois, ver o que acontece, deixar acontecer naturalmente. Também, se ficar pensando só nisso [a convocação para a Copa], esquece de jogar aqui, e não dá certo. Primeiro tem de jogar aqui para, depois, se for para a seleção, jogar lá.”

Sobre Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano e dono do Milan

“É uma pessoa excelente, um amigão, um paizão. Sempre liga, preocupado, se está tudo bem, se está faltando alguma coisa. Sempre que ele tem a possibilidade de ir a algum jogo, vai ao vestiário. E, comigo, sempre teve esse relacionamento, essa preocupação comigo, o que faz eu me sentir muito bem aqui.”

Sobre o futuro:

“Dá para ‘empurrar’ mais uns dez anos, tranquilo (risos). Mas não sei o que vai acontecer futuramente. Estou bem. Não estou pensando em muita coisa agora. Tem esse outro ano de contrato. Mas o futebol é aquela coisa, a gente nunca sabe o que vai acontecer.”

“Não parei ainda para pensar no que vou fazer depois de jogar bola. Imagino minha vida no Brasil, em Porto Alegre. A carreira é curta, é a nossa realidade e não dá para fugir. Não vou jogar a vida toda. E a gente para a carreira muito novo, com muita vida para seguir. Às vezes, paro para pensar, ‘e depois, vou fazer o quê? Vou ficar em casa fazendo o quê?’. Todo mundo começa a pensar um pouquinho. Eu já pensei mil coisas, depois acho que é muito cedo. Deixa levar um pouco mais.”

 mauro ronaldo2 Mais Ronaldinho Gaúcho

mauro ronaldo1 Mais Ronaldinho Gaúcho
fabiooliveira ronaldo Mais Ronaldinho Gaúcho

Veja mais:

+ Opine: Dunga vai levar Ronaldinho para a Copa?
+ Mais sobre a Copa no especial do
R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

tags-icon Tags: , , , ,
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A