23 junho 2010
Tecnologia personalizada
Publicado por: Mauro TagliaferriEntre televisões, celulares, computadores, câmeras, etc, existem 200 bilhões de telas, telinhas e telões espalhados pelo mundo. São, mais ou menos, trinta por habitante do planeta. E, em breve, janelas, vitrines e parabrisas também vão se transformar em telas.
Criar conteúdo para tanto espaço é o difícil desafio de profissionais de comunicação e publicidade, como os 8.000 que frequentam o Festival de Cannes deste ano.
Para Hugo Rodrigues, vice-presidente de criação da Publicis Brasil, “o hardware, a máquina, está se renovando mais rápido que as ideias, do que o próprio ser humano”.
Hoje, o mercado tem mais perguntas que respostas, mas existem algumas certezas. Primeira: haverá cada vez mais interatividade, inclusive na televisão, que tende a convergir com a internet. Você vai participar, interferir, escolher a informação que deseja receber.
Isso significa que o conteúdo será personalizado, assim como as propagandas, segundo o vice-presidente do maior site de buscas da internet, o Google, Henrique de Castro: “No futuro, cada um de nós, cada aparelho, vai ter uma publicidade diferente. E essa publicidade vai ter a possibilidade de recolher a reação do consumidor”.
E, se o consumidor vai reagir, então que seja com alegria. Uma máquina instalada no saguão do festival fez o maior sucesso. Com uma câmera, ela detecta o sorriso das pessoas. E quem sorri na frente dela ganha um sorvete. Tudo automático.

Feliz, o consumidor se envolve com o produto e o indica para os amigos, especialmente por meio das redes sociais na internet, como disse hoje o criador da maior delas, Mark Zuckerberg. Para ele, as comunidades virtuais serão um ponto de contato e intercâmbio de informações entre as empresas e os consumidores.
O mundo das telas também será online, digital e em terceira dimensão. Segundo o produtor do filme Avatar, Jon Landau, “o 3D será o futuro da propaganda e de todas as telas. Hoje, está no cinema, mas vamos tê-lo nos nossos computadores e celulares”. Para ele, imagens em 3D são mais naturais para os olhos e ajudam a reter melhor as informações de um futuro que não tardará a chegar.
Um abraço,
Mauro Tagliaferri
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