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22 outubro 2010

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O rei das impossibilidades

Publicado por: Vinícius Dônola

Em 1975, um cidadão que nadava em dinheiro e surfava em boas ideias sugeriu o mais improvável dos investimentos: comprar o passe de Pelé. O visionário atendia pelo nome de Steve Ross, megamilionário do grupo Time Warner, à época, dono do desconhecido New York Cosmos. Antes de operar o milagre da transferência, Ross foi alvo da crítica dos céticos: - Ele é um tesouro do Brasil. Pelé jamais virá para os Estados Unidos.

O ex-dono do Cosmos não está vivo para recontar a história. Faleceu, genial e imprevisível, alguns anos depois de vender o time para um antigo colaborador, Peppe Pinton, ou Peppito, como Pelé o costuma chamar.

O italiano da Calábria chegou à América em meados dos anos 70. Suas mãos eram demasiadamente grandes e desproporcionais ao braço, fato que o condenou a jogar como goleiro. Aos fins de semana, Peppe faturava uns trocados na liga amadora de futebol. Virou gerente do Cosmos, dono e, mais tarde, viu a equipe cair no ostracismo, sem a grana que a bancava nos bons tempos de Steve Ross.

Peppe vive hoje numa cidade pequena do interior do estado de Nova York, onde, à beira de um gramado, recebeu o Esporte Fantástico.

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Por uma quantia que prefere não revelar, o Peppito de Pelé vendeu a marca Cosmos para investidores ingleses, que anunciaram em agosto passado a volta do time à Liga Profissional. O Rei, então, foi empossado presidente honorário da equipe na qual pendurou a chuteira.

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Se vivo estivesse, Steve Ross teria o prazer de celebrar o aniversário do melhor dos melhores, neste sábado, 23. O que diriam os céticos ao passar pela Times Square?

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