10 novembro 2010
O estranho disfarce de requeijão
Publicado por: Vinícius DônolaSaudoso do cremoso requeijão do Brasil, Fernando Savioli, repórter cinematográfico do escritório da Record em Nova York, foi ao mercado da esquina de casa, em Nova Jersey, e comprou, por três dólares, o produto da foto abaixo:

Ao abrir o vidro com supostos duzentos e quarenta gramas de requeijão, Fernando percebeu que havia algo diferente na consistência. Não era pastoso, como os similares do Brasil.
- Quem sabe, passou da validade.
Cheirou. Nada de anomral.
Foi, então, verificar as informações da tampa.

“Da roça”. O nome nos reporta a produto fresco, genuinamente brasileiro, não?
Fresco, talvez.
Mas brasileiro, não, como constatou, retirando uma tampa falsa.

Sob as informações escritas em português e inglês, Fernando encontrou a verdadeira identidade do produto que acabara de comprar. Pasmem, escrita em árabe.

O cream cheese foi originalmente produzido numa “roça” do Egito. Ganhou, entretanto, nova roupagem, para atender aos consumidores da comunidade brasileira em Newark, cidade vizinha a Nova York.

- O gosto até que é bom, disse Savioli, ainda se sentindo vítima de propaganda enganosa.
Indignado com a “tática de venda”, documentou a descoberta passo a passo, tal qual faria um perito.
- Se eu voltaria a comprar o cream cheese? Pelo sabor, sim. Pela propaganda, jamais.
Portanto, não estranhe se esbarrar com um queijo egípcio disfarçado de requeijão brasileiro. A máscara dele não demorará a cair.
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