23 agosto 2011
Nova York tremeu
Publicado por: Vinícius DônolaAlguns poucos minutos depois 14h, horário da costa leste americana - 15h em Brasília, sentimos o prédio balançar, na vigésima terceira rua, em Manhattan. As persianas da janela no escritório da Record iam de um lado para outro, suavemente. Não ventava, logo, tratava-se de algo fora do comum. O mancebo, onde penduramos nossas roupas, balançou ainda mais.
Na hora, pegamos os telefones com câmera, a chave do apartamento, a câmera profissional com a qual gravamos reportagens e tomamos a direção do corredor. Vizinhos estavam assustados.
Os elevadores pararam de andar em andar. Outros inquilinos saíam para a rua. Alguns, nem bola davam. Outros estavam verdadeiramente assustados. Numa cidade abalada pelo maior ataque terrorista da história, tudo que é diferente à rotina atemoriza mais do que o normal.
Cinco minutos depois, voltamos ao escritório no décimo andar. O prédio não balançava, mas o cérebro, sim. Dava-me a impressão de que o terremoto continua a mexer com o edifício, então imóvel como uma pedra.
Passou. Foi rápido e inesquecível. Todos estão bem, obrigado.
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