Blog do Daniel Castro

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Daniel Castro é jornalista desde 1988. Durante 18 anos, trabalhou no Grupo Folha. Em 1996, passou a fazer reportagens sobre televisão.

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13 de janeiro de 2010 - 11:27

Crítica: Na décima edição, Big Brother ainda mantém frescor

bbb1301b Crítica: Na décima edição, Big Brother ainda mantém frescor

Participantes de BBB 10 na primeira prova do programa (Foto: Reprodução)

Há oito anos no ar, em sua décima edição, Big Brother Brasil tinha tudo para se tornar um programa chato, repetitivo, mais do mesmo. Poderia nem existir mais. Mas não. A estreia de BBB 10, ontem, revelou um reality show ainda empolgante, capaz de prender a atenção dos telespectadores de 30% dos domicílios da Grande São Paulo e de virar um dos assuntos mais comentados do momento (o que é tão importante quanto ter audiência).

BBB mantém essa vitalidade porque seus diretores e produtores não se acomodam, não se limitam a reproduzir um formato pronto. Estão sempre introduzindo novas regras, sem, entretanto, deformar o jogo. Não se vexam em interferir no cotidiano dos confinados, quase sempre para criar intrigas entre eles. Porque é isso o que telespectador, sádico, quer ver, além de algum romance que raramente resiste ao término do programa.

Esta edição de BBB apresenta-se bem-sucedida, principalmente, na escalação do elenco. Pela primeira vez, há três homossexuais assumidos. Dois deles, os homens, são divertidíssimos. A mulher, uma jornalista, não é do tipo que engole desaforo. Passou a última noite berrando "Eu quero meu chip".

A diversidade de tipos (não só de orientação sexual) ficou bem nítida já no primeiro programa, via intervenção da produção. Os participantes foram divididos em tribos. Estão lá os belos e sarados de sempre, além dos coloridos, dos cabeças (time do qual faz parte uma doutora em linguística quase tão sem-noção quanto a ex-bbb Fani, que declarou sobreviver como "celebridade instantânea") e dos ligados.

É alvissaneiro para um reality show ter briga logo nos primeiros dias. E BBB 10 teve discussão já no primeiro dia. A edição foi feliz até em seu erro mais visível. Ao vivo, rodaram a vinheta de abertura de BBB 9 até por volta da metade, quando, num piscar do olho que caracteriza o programa, entrou a vinheta certa, a de BBB 10. A troca de vinhetas foi tão bem feita que parte do público ficou em dúvida se tinha sido mesmo um erro ou uma "pista", principalmente porque, logo depois, ex-bbbs entrariam no confinamento, em busca das duas últimas vagas.

A falha ocorreu porque, justamente para evitar erros, Big Brother Brasil, ao vivo, vai ao ar com duas cópias de cada arquivo (videoteipe, vinheta, tudo o que é pré-gravado e editado). Cada cópia fica em um servidor. Na hora de rodar, um arquivo entra no ar um pouco antes do que o outro, para que, caso o primeiro trave ou apresente qualquer outro problema técnico, o segundo o substitua, numa operação muitas vezes imperceptível para o telespectador. Ontem, um servidor tinha equivocadamente a vinheta de BBB 9 e outro, a de BBB 10. A de BBB 9 entrou antes.

Atualização (14/1, 10h30): na verdade, a troca da vinheta de BBB 9 para a de BBB 10 não acontece numa "piscada" do olho que caracteriza Big Brother Brasil. Ela ocorre um pouco antes. Logo após aparecer a imagem de Flávio, do nono BBB, entra a de Cláudia, do atual. Mas o corte é tão bem feito que até parece que o erro foi proposital.

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