
Imagem promocional (e meramente ilustrativa) de televisor em 3D
Em comunicado à imprensa em conjunto com a TV Globo, distribuído no início desta noite, a Net, maior operadora de TV paga do país, anunciou que pretende até o final deste ano oferecer conteúdo em 3D a seus de assinantes (são 3,7 milhões no total).
A operadora informou que irá investir R$ 200 milhões em 2010 em serviços de TV digital, alta definição e 3D.
Nestes domingo e segunda-feira, a Net irá gerar para o Rio de Janeiro o sinal em 3D do Carnaval carioca, captado pela Globo. As imagens, no canal 750, em tese estarão disponíveis para boa parte dos assinantes do Rio, mas poucas pessoas poderão captá-lo, porque são necessários o receptor de HD da Net, televisor de 3D e óculos especiais. A Globo instalará receptores de 3D em camarote no sambódromo e a Net, no hotel Fasano, em Ipanema.
Já existe um televisor supostamente pronto para 3D (3D ready) no mercado brasileiro, da Samsung. Mas sem conteúdo em 3D e óculos especiais ele é apenas um aparelho comum. Novas gerações de televisores 3D devem chegar ao mercado até o final de 2010.
O 3D é a aposta de executivos da TV Globo para recuperar o telespectador perdido para as novas mídias. Tanto que a emissora, pensando em transmitir em 3D até a Copa de 2014, já faz testes com a nova tecnologia desde o ano passado. Para a indústria de DVD, o 3D digital, assim como no cinema, se anuncia como uma ferramenta capaz de driblar a pirataria e o download. Os bons resultados de bilheteria de Avatar têm animado ainda mais os entusiastas do 3D.
Transmissões de Carnaval em 3D permitem novas sensações para o telespectador. Em uma das imagens captadas pela Globo em 2009, uma serpente de um carro cenográfico parece avançar sobre o espectador.
A captação de imagens em 3D é feita com duas câmeras, paralelas, como se fossem dois olhos.
"Talvez a maior mudança de paradigma seja o fato de que gravar 3D não é a mesma coisa que gravar 2D com duas câmeras. Não é precisamente o número de câmeras que diferencia os dois métodos, e sim todo o trabalho feito antes, na fase de planejamento dos takes, durante as gravações onde deve-se levar em conta novas variáveis técnicas de produção, como eixo z, paralaxe, correção de distorções etc, e o processo de pós-produção, que enriquece muito a forma como você 'assiste' ao que foi gravado, podendo-se fazer alterações na profundidade da cena, ajudando o espectador a perceber o melhor da imagem, por meio de um conceito de 'janela', definindo quais elementos da cena estarão pra 'fora' e quais estarão para 'dentro' da tela", explica José Dias, diretor de novas mídias da Globo no release distribuído à imprensa.
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