Daniel Castro

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Daniel Castro é jornalista desde 1988. Durante 18 anos, trabalhou no Grupo Folha. Em 1996, passou a fazer reportagens sobre televisão.

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9 de fevereiro de 2011 - 18:19

Equipe de novela do SBT é suspeita de vazar cenas na web

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Cena de Amor e Revolução publicada no YouTube

A investigação em curso no SBT para tentar descobrir quem está publicando cenas da novela Amor e Revolução já descobriu que o material pode ter sido furtado devido a uma falha de segurança que deveria ter sido evitada.

Os técnicos da área de tecnologia do SBT descobriram em uma ilha de edição não-linear uma porta USB habilitada, aberta. Ou seja, qualquer pessoa com acesso às ilhas poderia conectar um pendrive no terminal e copiar material no servidor usado pela novela.

A descoberta levou os "investigadores" a vasculhar imagens gravadas por câmeras do circuito interno de segurança. Mas nenhuma pessoa estranha foi vista entrando nas ilhas de edição no final de semana passado.

Isso colocou os profissionais que trabalham na novela como suspeitos do furto. Mas, como essa não é a única hipótese, ninguém foi questionado sobre o vazamento das imagens.

A outra hipótese é a de que um hacker tenha invadido os computadores do SBT e copiado o material.

Há ainda a suspeita de que o material tenha vazado intencionalmente pelo SBT. A emissora nega categoricamente.

O encontro de uma porta de USB aberta foi considerada uma falha grave de segurança do SBT. Foi dessa maneira que um trecho de entrevista do jogador Ronaldo ao apresentador Silvio Santos vazou na internet no ano passado, antes de ir ao ar na TV. Na époica, a emissora baixou uma norma em que apenas profissionais previamente autorizados poderiam copiar material em pendrives.

As cenas de Amor e Revolução estão sendo publicadas em uma conta aberta recentemente no site de vídeos YouTube.

São cenas dos dez primeiros capítulos da produção, em que policiais torturam militantes de esquerda no final dos anos 1960, durante a ditadura militar. O material vazado não passou por tratamento de áudio. Uma delas, com violência sexual, poderá nem ir ao ar.

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