8 Dez as 14h29
Pasquale, o papagaio que não cansa de bicar!
Por Equipe Cão Cidadão
O Pasquale é um lindo Papagaio do Congo que convive há três meses com o dono, Rochester Salatino, e várias outras pessoas. A intenção do dono é que o Pasquale se torne mais dócil e de fácil manejo, acostumado com pessoas, inclusive crianças pequenas.
Mas não é esta a realidade que Rochester vem enfrentando, já que o papagaio sempre acaba dando doloridas bicadas em todos que tentam chegar perto dele...
O motivo das bicadas
A explicação para o comportamento do Pasquale é simples, como bem salientou o Dr. Pet quando de seu primeiro encontro com Rochester: aves em geral são bastante sensíveis, e especificamente os papagaios usam o bico para “testar” a firmeza do local onde vão pisar. Ora, se a mão ou dedo de uma pessoa que tenta pegá-lo mostra-se instável, ele bica ainda mais forte e o comportamento vai sendo cada vez mais reforçado!
Técnica do terromoto e uso da luva
E a técnica para conter este comportamento é bastante simples: basta mostrar à ave que o local onde ela está pisando é ainda mais instável que o dedo da pessoa! E como fazer isso? Inicialmente, utilizando um poleiro onde a ave estará inicialmente, que deve ser girado rapidamente cada vez que o papagaio hesitar ou tentar bicar as pessoas. Assim, concluirá que o dedo da pessoa é uma superfície segura, onde se sentirá bem.
Mas uma questão foi muito bem notada, após alguns treinos, inclusive com crianças: se a pessoa fica com medo de ser bicada e tira a mão ao ser tocada com o bico, de nada adiantará o treinamento, pois Pasquale continuará achando que conseguir “afastar o perigo” com o bico.
Por este motivo, Dr. Pet também sugeriu a utilização de uma luva de material grosso (também pode ser uma luva de falcoaria), para manuseio do Pasquale, já que tal utensílio dá mais segurança àqueles que manuseiam o papagaio.
Teste Final
Após uma semana de treinos bem divertidos com Pasquale, o Dr. Pet voltou para verificar como a linda ave estava se comportando.
E qual não foi sua surpresa ao constatar que Rochester estava conseguindo até fazer carinhos na cabeça de Pasquale, sem qualquer sinal de receio por parte deste! Além disso, pegá-lo estava, realmente, muito mais fácil, pois o papagaio não mais se mostrava tão receoso diante das mãos que o manuseavam.
E várias crianças foram convocadas para interagir com Pasquale, que se mostrou muito receptivo, até porque acabava ganhando apetitosos petiscos de seus novos amigos! E o melhor: não mostrou-se inseguro em nenhum momento, não tentando bicar qualquer das crianças!
A nota do Dr. Pet para o desempenho do Pasquale não poderia ser outra: um gratificante 10!!
Resumão
Papagaios devem ser manuseados com bastante cuidado, pois são sensíveis e podem tornar-se medrosos. Bicam tudo antes de pisar, para verificar se a superfície é firme. Assim, acabam bicando as mãos das pessoas.
Para evitar bicadas doloridas, indica-se a utilização da “técnica do terremoto”, onde o local onde a ave está é balançado, para que ela seja encorajada a ir para o outro local.
Luvas grossas ajudam o treino, pois permitem que as pessoas sintam-se mais seguras, ao saber que não serão machucadas graças a esta proteção.
Nunca é demais lembrar que animais silvestres, exóticos ou selvagens só podem ser adquiridos com a devida autorização do IBAMA e devem ser mantidos e tratados com o zelo e cuidados adequados à espécie.
Enquanto isso: nos bastidores....
Durante as gravações deste episódio, várias pessoas, especialmente no início do treinamento – inclusive o próprio Dr. Pet – acabaram tomando algumas bicadas do desconfiado Pasquale!
A Estopinha, dedicada ajudante do Dr. Pet, não resistiu à tentação e, ao ser solicitada a levar um poleiro para o “pai” utilizar, acabou desviando do caminho para ir brincar com vários “amigos caninos” que a observavam atrás de uma cerca!
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Texto: Cassia R. C. dos Santos
Fotos: Denise Falck
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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3 Dez as 17h41
Como ensinar o cão a fazer xixi no lugar correto?
Por Equipe Cão Cidadão
Seu novo cãozinho chegou em casa e depois de alguns minutos lá está ele.... fazendo xixi no tapete! Muitos donos acham que esfregar o focinho do cachorro no xixi é a melhor forma de resolver a situação. Esqueça! Isso não funciona, e ainda pode trazer problemas futuros. Ele não aprende desta forma! E além de tudo, você pode estar dando ao cão exatamente o que ele quer: a sua atenção!
O treino deve começar cedo, logo quando o filhote chegar em sua casa. Não é difícil, mas requer calma e paciência. Para isso temos que colocar uma rotina, levar o cão várias vezes ao local apropriado, assim que ele acordar, depois de comer, antes de dormir. Temos que estimular que ele use o lugar correto.
O local onde ele deve fazer suas necessidades deve ser um lugar de fácil acesso, e longe da caminha e das vasilhas de água e ração. Forre a área apropriada com bastante jornal e, com o tempo, vá reduzindo o espaço. Uma outra opção, aceita e aprovadas por muitas pessoas, é o uso de tapetes higiênicos – encontrados em petshops. Eles absorvem melhor a urina e tem um cheirinho que estimula os filhotes fazerem as necessidades ali.
Quando o cachorro fizer o xixi no lugar certo, fale com ele: "Xixi, muito bem!!! Xixi! Isso, xixi!!!" E logo que o cão terminar de fazer as necessidades, dê a ele um delicioso petisco, para que ele associe que, cada vez que usa o lugar certo para fazer xixi, ele recebe uma recompensa. Neste exato momento, o animal também estará recebendo sua atenção e ficará feliz com isso. Faça este procedimento várias vezes.
Importante: não esqueça que, o cão pode errar, então não fique bravo! E lembre-se que, se você usar violência para repreender seu cachorro, você pode ocasionar sérios problemas, como por exemplo, o cão ter medo de fazer suas necessidades na sua frente. Se isso acontecer, ele vai fazer em lugares escondidos e longe de você...
Outra coisa que pode acontecer, é o cachorro passar a errar de propósito, porque sabe que assim ele consegue a sua atenção. Por isso, cuidado com as suas reações!
Evite também limpar o xixi na frente do cão. E, durante a limpeza, use um neutralizador de ambientes. Este é um produto especial para eliminar o cheiro de urina – e pode ser encontrado em petshops.
RESUMO DAS DICAS:
• Definir o local correto e não deixar o pote de alimento, caminha ou brinquedos nesta área.
• Seguir uma rotina e deixar claro o que é certo.
• No começo, colocar vários locais como "banheiros" para o cão e ir reduzindo aos poucos.
• Recompensar quando ele acertar o local.
• Não dar bronca e não limpar o xixi na frente dele.
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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2 Dez as 21h04
Podcast do Dr. Pet: Vantagens de educar os cães
Por Alexandre Rossi
Uma boa edução traz inúmeros benefícios, não só para quem convive com os cães, mas também para o próprio animal. Neste podcast eu falo um pouco sobre as vantagens de adestrar e socializar os cães e problemas que isso pode evitar tanto para os donos, quanto para os bichos.
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2 Dez as 09h49
O caso da Sarah
Por Equipe Cão Cidadão
Certamente você já conheceu alguém que se comporta de forma esquisita. Mas manias estranhas, muitas vezes maluquinhas, não são exclusividade somente dos seres humanos. Sarah, uma SRD de quatro anos, é um exemplo de que no mundo animal também existe muitas maluquices, como vocês puderam ver no último caso do Dr. Pet.
Tomar banho, ser enxugada e escovada e até mesmo receber alguns afagos podem ser o motivo para Sarah atacar a si mesma!
A qualquer tentativa de manipulação, a cachorra reage mordendo o rabo e as patas, machucando-se muitas vezes. Situação que deixava sua dona Raquel bastante preocupada e frustrada também.
“Sou veterinária e não consigo tocar e muito menos examinar minha própria cachorra”, lamenta a proprietária. “A Sarah fez alguns exames que comprovaram que ela tem um pequeno problema neurológico. Mas não quero usar apenas medicamentos no tratamento dela. Na verdade queria reduzir ao máximo o uso de remédios, porque sei que isso diminui o tempo de vida da minha cachorra. Já tentei muitas coisas, mas sem resultados. Por isso procurei a ajuda do Dr. Pet”, explica Raquel.
E será que ele vai conseguir ajudar Raquel e Sarah?
Primeiro desafio
Antes de começar sua consulta, Dr. Pet explica a Raquel que a terapia comportamental não deveria substituir o uso de remédios, mas sim funcionar como uma aliada no tratamento.
Como primeira tarefa para conter esses ataques repentinos de Sarah, Dr. Pet ensinou Raquel a dessensibilizar o toque. Como?
Com ajuda de um suporte que podia ser regulado em vários níveis de altura, Raquel alimentava Sarah levantando a cadelinha. O objetivo desse exercício é recompensar Sarah toda vez que ela permitisse ser tocada. Ou seja, sempre que levantada, a cachorra encontrava um gostoso petisco em cima do suporte que era colocado cada vez mais alto.
A primeira parte do treino teve resultados muito bons, mas Sarah às vezes ainda implicava com as tentativas de tocá-la. Para reforçar o controle de Raquel sobre a cachorra, Dr. Pet ensina como dar algumas broncas para conter qualquer sinal de agressividade.
Para isso foram usadas a guia e uma lata bem barulhenta. Todas as vezes que Sarah dava sinais, mesmo que pequenos como uma simples rosnadinha, de que iria se atacar ao ser manipulada, Raquel puxava sua guia ou mesmo chacoalhava uma lata com moedas ou parafusos, por exemplo. Ambas situações causam incômodo e, principalmente a lata, um susto que inibem um comportamento errado dos cães. No caso da Sarah, a agressividade.
É hora do banho!
Depois de muito tempo Raquel enfim conseguiu dar um bom banho em Sarah. Com ajuda do Dr. Pet, a veterinária conseguiu lavar, esfregar, enxugar e até usar o secador na cachorrinha! Sem nenhum ataque repentino, Sarah se mostrou super comportada e ficou muito limpinha e perfumada.
Banho, exames, carinho. Agora Raquel está feliz da vida por poder tocar e manipular sua cachorrinha à vontade.
Com esta história aprendemos como a terapia comportamental pode ajudar muito, mesmo em casos que exigem o uso de medicamentos.
Aprendemos também como foi importante a persistência da dona de Sarah em procurar outras alternativas para seu tratamento, sem nenhum preconceito com novas possibilidades para garantir muita qualidade de vida para sua companheira.
De olhos nos bastidores
Não foi só o Dr. Pet que ajudou no banho da Sarah, não. Estopinha também entrou em cena carregando os acessórios da prova final.
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Texto: Tarsis Ramão
Fotos: Denise Falck
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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