28 Fev as 14h14
Como lidar com miados em excesso
Por Equipe Cão Cidadão
Já mostramos aqui no Blog do Dr. Pet alguns artigos falando sobre como lidar com latidos em excesso. Mas quando quando o problema são os miados? Muitas vezes, que seu gato não para de miar, você se sente manipulado e não vê saída se não satisfazer as vontades dele... E pior... para cada miado diferente do seu bichano, você sabe exatamente o que ele quer! Mas como será que ele ficou assim?
Por que os gatos miam?
Apesar de serem animais independentes, os bichanos também são muito comunicativos e o miado é uma das formas de comunicação deles com outros animais e com seu dono. Gatos idosos podem miar quando se sentem desorientados. Aqueles que fazem dietas miam com mais insistência para pedir alimento. Conforme a relação se estreita entre o felino e dono, eles passam a miar de forma diferente ou adotar uma postura para cada situação: chamar a atenção, comer, sair de casa, abrir uma porta, carinho ou até mal estar. Você aprende a identificar os miados e fica bem treinado em satisfazê-lo!
Necessidades básicas
Tenha uma regularidade no que diz respeito aos horários de alimentação do gato. Dê comida no horário e não quando ele pede.
Mantenha vários potes de água limpa e fresca todos os dias, mantenha as caixas sanitárias sempre limpas. Não espere seu gato reclamar para fazer isso!
Lembre que os gatos, também gostam de brincar, conviver e interagir com seus donos, e exigem tempo e atenção. Providencie para que o ambiente onde o bichano vive seja estimulante, com brinquedos, caixas de papelão, prateleiras e locais onde ele se sinta seguro, mesmo quando você está fora de casa ou recebe visitas.
Reforço e bronca
Conhecer os diferentes miados e as necessidades do seu gato é algo bom. Ruim é você ter que obedecê-lo quando ele exige!
Se você abre uma porta, ou enche um pote com ração, por que o felino está miando ele aprende que deve miar quando quer algo, por que você obedece! Apenas ignorar os miados faz inicialmente que os miados aumentem, e é provável que você não aguente isso por muito tempo. Aqui entra a bronquinha: borrife água no focinho do momento em que o gato começar a miar (evite que entre água nas orelhas pois pode causar otites). Não olhe muito menos fale com o bichano. Isso é muito importante, para que gato não receba atenção durante o comportamento e para que evitar que ele fique desconfiado ou com medo do dono.
Reforce outros comportamentos para chamar sua atenção que não os miados. Por exemplo, quando ele senta perto de você e te olha ou quando te toca levemente com a pata. Quando ele fizer isso mesmo que não possa atendê-lo, olhe, converse e faça carinho nele.
Quando puder brincar, pegar no colo e acariciá-lo, faça-o com o gato em silêncio. Nunca acaricie ou tente acalmá-lo se ele estiver miando. Estas atitudes são tão importantes quanto a bronca.
Miados noturnos
Alguns felinos adoram trocar o dia pela noite e querem brincar durante a madrugada! Outros gatos miam sem parar se forem colocados para fora do quarto. Nestas situações procure fazer uma seção de brincadeiras bem no início da noite. Estimule o bichano a correr e a se exercitar bastante, para ficar bem cansado e dormir com mais facilidade.
Outra dica, é deixar um aspirador de pó na posição ligado, para fora do quarto e apenas o fio para o lado de dentro com a porta fechada. Assim, quando o gato começar a miar você liga o aspirador na tomada. O aspirador é quem acaba dando a bronca sem que o felino veja o dono.
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Texto: Claudia Terzian adestradora e consultora de comportamento da equipe Cão Cidadão
Revisão e Edição: Alex Candido
25 Fev as 21h22
Podcast: Ansiedade de Separação
Por Equipe Cão Cidadão
Confira no Podcast de hoje, dicas da adestradora da Cão Cidadão Caroline Serrato sobre um problema que atinge muitos cães hoje em dia: a ansiedade de separação.
Sugestão de temas para os próximos Podcasts do Blog do Dr. Pet? Deixe aqui nos comentários do blog!
24 Fev as 14h15
Sociabilização Felina
Por Equipe Cão Cidadão
A sociabilização é um assunto em alta nos artigos sobre cães. No entanto, também é algo muito importante no desenvolvimento dos gatos. Embora não seja o único fator que determinará se o bichano será ou não mais amigável quando se tornar adulto, o procedimento contribui bastante para isso. Mesmo um filhote brincalhão e corajoso, pode se tornar medroso se não for bem sociabilizado com várias pessoas, com outros gatos e animais de outras espécies, por exemplo.
Período de sociabilização
Como vocês já leram aqui no blog, assim com os cães, existe um período mais propício para realizar a sociabilização, e no caso dos felinos se inicia na segunda de vida e se estende até apenas até a sétima semana. Durante esse período as relações sociais são formadas de forma mais fácil e rápida. As brincadeiras com outros animais também começam nesta época, antes do interesse por brincadeiras com objetos. Após este período a sociabilização pode continuar sendo feita e as relações sociais podem ser formadas, porém, cada vez de modo mais lento e envolvendo um trabalho muito maior de aproximação.
Outros fatores
Mas tenha em mente que, mesmo uma intensa sociabilização do filhote, não há uma garantia de que o comportamento do adulto será amistoso, pois isso pode variar muito devido a fatores genéticos, maternos, manipulação precoce e as próprias experiências do gato. A sociabilização é um dos fatores de um conjunto que contribui para que o gato se sinta confiante e mais amigável em suas relações sociais.
A reação da mãe na presença de estranhos, por exemplo, também influencia o comportamento dos gatinhos. Filhotes de mães subnutridas podem apresentar déficits no crescimento de algumas regiões cerebrais, atrasos no desenvolvimento, redução na capacidade de aprendizado, comportamento anti-social com outros gatos, medo excessivo e agressividade. E muitas dessas alterações não aparecem no filhote, mas quando o bichano já é adulto.
A separação precoce do filhote de sua mãe também acarreta problemas como medo de pessoas e outros animais, reativo a novos estímulos e dificuldade de aprendizado.
Já a manipulação precoce dos filhotes por várias pessoas melhora as relações sociais entre ambos e acelera o desenvolvimento físico e do sistema nervoso dos felinos. Os gatinhos pegos e levemente tocados todos os dias abrem os olhos mais rápido, exploram o ambiente mais cedo e têm menos medo de pessoas.
Os riscos
Entre duas e sete semanas, o gatinho passará pelo desmame, tomará vermífugo e vacinas. Diferente dos cães nem todas as principais viroses felinas são prevenidas pela vacinação e mesmo um gato vacinado corre risco de contraí-las.
O risco da sociabilização do filhote com outros gatos saudáveis e vermifugados que vivem apenas dentro de casa é pequeno. Muito menor do que a decisão de deixar o gato ter acesso a rua entrando em contato com outros bichanos.
O contato gradativo com animais de outras espécies, como cães e com pessoas não traz muitos riscos. Mas lembre-se da segurança para que ambos os bichos machuquem. Aqui no blog você encontra vídeos e outros artigos com dicas para fazer esta apresentação.
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Texto Claudia Terzian (adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão)
Revisão Alex Candido
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Dúvidas sobre o comportamento do seu pet? Deixe um recado aqui no blog! Toda semana, nossa equipe seleciona e responde as perguntas mais pedidas pelos internautas.
22 Fev as 10h34
Os benefícios da Sociabilização
Por Equipe Cão Cidadão
A sociabilização é um assunto muito importante, e sobre o qual as pessoas normalmente não têm conhecimento. Este procedimento consiste em apresentar ao cão coisas com as quais ele vai conviver durante toda sua vida. Cães que não são devidamente sociabilizados podem desenvolver comportamentos compulsivos, ansiedade, agressividade, dificuldade de aprendizado e reações inadequadas a novos estímulos.
Janela do aprendizado
E existe um período ideal para sociabilizar o filhote: ele começa aos 50 dias e idade e se estende apenas até o 85º dia. Nesse momento, cérebro do cãozinho já está devidamente desenvolvido para aprendizado, e é a melhor hora de apresentar ao cão cheiros diferentes, barulhos, outros animais e humanos, crianças, objetos da casa, ou seja, inúmeros fatores e situações que, se deixarmos para apresentar mais tarde, pode ser que o cão não reaja da mesma maneira e acabe por sentir medo ou desconfiança.
Alguns especialistas em comportamento chamam esse período de “janela” de aprendizado”, pois dura apenas um mês e depois se fecha, impedindo que o cão viva as situações da mesma maneira. Após essa fase, o cérebro se modifica e prepara o animal para situações as quais não se familiarizou como uma forma de perigo, sendo que esses momentos poderiam ser vivenciados antes, se sociabilizados, como algo normal, como o som de um aspirador ou de um liquidificador, por exemplo.
No entanto, não podemos deixar de levar em conta que nessa época o cão ainda não tomou todas as vacinas... Logo, temos que colocar na balança o quanto é adequado expor o cão sem que o coloquemos em risco. Por exemplo, podemos levar o cão para dar uma volta de carro, o que já é suficiente o apresentará a sons de motos, caminhões e cheiros diversos da rua sem que o coloquemos em risco. Apresentá-lo a outros animais, só se eles estiverem vacinados e com saúde. Uma volta com o cachorro no shopping, com ele em seu colo, pode ser ótimo para encontrar pessoas diferentes, sem colocá-lo em perigo de contrair doenças. É preciso lembrar que ao considerar estas exposições estamos assumindo um risco e devemos sempre procurar orientações de um profissional para tomar determinadas atitudes.
É também muito importante que durante a sociabilização que os estímulos não causem sensações desagradáveis ao animal. Por exemplo: se vamos apresentar um gato ao filhote, é necessário que o bichano também já tenha sido sociabilizado e que aja de maneira que não assuste o cão. Se ocorrer uma experiência assustadora, como unhadas ou perseguição, o cão pode acabar se traumatizando, o que é o contrário do que queremos.
E cães adultos?
A sociabilização de cães adultos é um pouco diferente... Na verdade, ela pode ser considerada mais como uma dessenssibilização, já que o animal já possui traumas e manias que desenvolveu por não ter sido apresentado à determinada situação no período correto. Nestes casos, é preciso um pouco mais de paciência e, se possível, contar com a ajuda de um especialista em comportamento animal para auxiliar no processo.
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Texto: Daniel Svevo (consultor de comportamento da Equipe Cão Cidadão)
Revisão e Edição: Alex Candido
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Se você tem alguma dúvida sobre o seu pet, deixe seu comentário aqui no blog, que a nossa equipe responde no Consultório Pet!
17 Fev as 11h40
Como apresentar cão e gato
Por Equipe Cão Cidadão
Você é do tipo que sonha em ter em sua casa uma dupla como o Garfield e Oddie, que apesar das rixas, bem lá no fundo se adoram? E na hora de trazer o novato para casa, qual o jeito certo de apresentá-los?
Sociabilização
Quando eles são apresentados ainda filhotes, é sempre mais fácil e menos arriscado. Se ambos tiverem sido bem sociabilizados melhor ainda. Alguns gatos, têm um temperamento arredio ou medroso e embora possam tolerar outros cães e gatos em seu território, nunca se tornarão grandes amigos, enquanto outros são muito amistosos, brincam e chegam a dormir junto com o cão.
O novato na casa
Lembre-se que além de fazer a integração entre cão e gato, o animal que acaba de chegar a sua casa ainda tem que se adaptar ao novo lar. Portanto, não tenha pressa!!! O importante é progredir de forma consistente. Se o bichano for o novato, o melhor e mantê-lo fechado em um dos cômodos da casa até que ele esteja bem adaptado, antes de iniciar a aproximação. Neste período aproveite para colocar o cobertor do gato na caminha do cão e vice-versa, assim eles já vão se conhecendo pelo cheiro!
Apresentação propriamente dita
O ideal é começar com o gato em uma caixa de transporte e o cão em uma guia. O treino consiste em fazer com que o cão não manifeste seu instinto de caçar o gato e este controle seu ímpeto sair correndo em fuga.
Quando os dois estiverem bem a vontade comece a soltar o gato.
Somente quando o gato não for mais novidade e com o cão totalmente calmo que será permitida a aproximação do cão.
Pense sempre na segurança e não tolere nenhuma manifestação de agressividade (latir, rosnar, avançar ou morder), por parte do cão. O gato, ao contrário só será punido se realmente atacar. Iremos ignorar seus rosnados e sibilos. Cuidado ao punir o gato, por exemplo, com uma borrifada de água, para que ele não saia correndo com o cão atrás dele! Se tiver que punir o gato faça isso inicialmente com o cão preso a guia.
A adaptação pode ser bem rápida ou até levar meses. Não force nenhuma situação. Um susto ou ataque pode ferir os animais e tornar muito mais lenta a aproximação.
Sempre que este treino for feito é importante que ambos gostem da aproximação. Reserve este momento para dar atenção, carinho e os petiscos que eles mais gostam. Está é a hora certa para encher de mimo os seus pequenos!
Por último, quando os dois já estiverem bem confiantes um com o outro, treine a passagem de ambos por portas e locais estreitos, para evitar que se ataquem nesta situação. Use petiscos para atraí-los, primeiro um passando de cada vez e depois com os dois passando juntos.
O que você não deve fazer!
Cuidado com o excesso de broncas e não fale o nome dos animais ao dar bronca. Se associarem a presença do outro a levar uma bronca, eles vão odiar a aproximação do outro!
Não pare o carinho no cão quando gato se aproxima (e vice versa). Ao contrário, faça mais carinho e aumente a atenção no animal que já estava com você, quando o outro se aproximar!
15 Fev as 17h30
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
Confiram as dúvidas selecionadas nesta semana, respondidas pela consultora de comportamento da Cão Cidadão Priscila Felberg.
olá Dr. Pet e equipe, Sou Estudante de Med. Vet. e voluntária do CCZ - Fernandópolis-SP,Vim através dessa msg lhe contar sobre um sério probleminha c/ um cão que recentemente foi levado p/ lá.
É da Raça Akita, como chegou ontem não sei direito sua origem, mas apresenta um serio problema de comportamento, é agressivo, ninguém consegue se aproximar de seu canil, funcionários já não respeitam mto os animais normais, imagine um cão problema, tenho mta pena, pois ele se encontra saudável, pelagem bonita, mas como todos os cães que permanecem por mto tempo lá, acabam ficando debilitado e morre, esse corre o risco tb do Veterinário optar pela eutanásia, como já aconteceu em outros casos de cães agressivos. Vou tentar me aproximar dele,mas não tenho base nenhuma.
Ah hj ele se chama Hachi(baseado no filme pra sempre ao seu lado ).
Minha esperança é poder contar c/ ajuda de vcs,o mais rápido possível ,antes que percamos um animal, que provavelmente não ficou agressivo atoa, deve ter ser humano maldoso envolvido nisso.
Ficarei mto feliz se puderem ajudá-lo.
Agradeço Pela Atenção, Pamela
Pamela, agressividade é um distúrbio muito sério e requer uma grande experiência para trabalhar com cães que apresentam esse problema. Infelizmente, ainda vivenciamos hoje em dia situações como esta descrita por você. Nós, da Cão Cidadão, fazemos um trabalho voluntário no CCZ aqui de São Paulo para ajudar os animais a serem adotados mais rapidamente. Para poder auxiliar o Hachi, existe a necessidade de estar presente ou de pelo menos possuir mais informações para poder diagnosticar com o máximo de precisão que tipo de agressividade ele apresenta e, só então, poder passar um tratamento. Lembre-se: sempre que para interagir com um animal agressivo sempre pense na segurança e tenha o máximo de cuidado possível. Respeite os seus limites e o dele. Leia os artigos a seguir, que contém dicas que poderão ser úteis: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=128 e http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=118.
Boa sorte!
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Olá Dr. Alexandre Rossi e Priscila,
Tenho um gatinho muito amado por mim e por meu marido, o gato fará 5 anos.
Ele fica muito sozinho, brinca até com grilo e sem matar o inseto!!!
Achamos assim que poderíamos dar uma companhia para ele: ganhamos um York Shire miniatura, o bichinho é bem bobo, coisa mais querida... porém, o gato detestou... faz um barulho muito esquisito e mostra os dentes... não pode ver o cachorrinho.
Estou com medo do meu gato ficar deprimido...
Estou com medo de não dar atenção para o cachorrinho...
Já estamos falando em doar o cachorrinho mas, já nos apegamos!
Enfim, o cachorro fica trancado numa peça enquanto o gato anda com medo pela casa!
O que fazer?
Devemos insistir?
Ainda nem consegui ensinar o cachorro a fazer suas necessidades no local correto pois o tadinho fica muito sozinho!!!
Será que meu gato vai se acostumar com o cachorro?
Tudo é muito recente, foi ontem que o cachorro chegou... mas, estou com medo de fazer bobagem e acabar judiando o cachorro ou o gatinho: tão amado e companheiro de tantos anos!
Por favor me ajude!!!
O gato é castrado... penso em castrar o cachorro!
Qualquer informação que precise eu lhe passo... só preciso saber o que devo fazer?
Abraços, Renata Pereira
Renata, a idéia de castrar o cachorrinho é muito boa! Quanto à sociabilização dos dois, você precisa ter muita paciência e serenidade, pois se passar nervosismo ou insegurança para eles a situação pode piorar. O que você deve fazer é associar a presença do cão a segurança e a algo agradável. Então, para obter segurança, você pode usar uma coleira com guia no cão e uma caixa de transporte para o gato. Petiscos e brinquedos sempre são agradáveis. Aproveite quando os dois estiverem no mesmo ambiente para recompensá-los com guloseimas especificas para cada um, pela simples presença do outro. Carinho também é uma boa opção, mas cuidado: só se eles estiverem calmos! Conforme eles apresentarem melhora e forem se acalmando, você pode relaxar bem devagar a segurança: soltar um pouco a guia, abrir a porta da caixa de transporte e aí por adiante. Outra dica que também pode te ajudar é usar feromônio sintético para gatos, isso costuma acalmá-los muito. Leia os artigos para mais algumas dicas: http://www.caocidadao.com.br/artigos_gatos.php?id=45 e http://www.caocidadao.com.br/artigos_gatos.php?id=33, e boa sorte!
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Olá, Dr. Pet, tudo bem?
Estou precisando urgentemente de sua ajuda. Crio duas cadelas, uma poodle d 5 anos e uma beagle de 3 anos. A minha poodle é o que a gente pode chamar de cão exemplar. Ela não faz xixi no apartamento(temos que passear com ela p aliviá-la), não late exageradamente, obedece a maioria dos nossos comandos, etc. Já a minha beagle obedece poucos comandos aqui em casa. O grande prob é que minha beagle resolveu, desde alguns dias, pular no sofá e ficar se esfregando nele. Minha mãe está muito chateada com a situação porque nos compramos um sofá em dezembro do ano passado, ele é todo em couro e as unhas dela estão arranhando todo o sofá. Como eu posso fazê-la abandonar essa prática? Já assisti a alguns de seus programas e vi que em muitos deles você utilizava de um sistema de vigilância (câmeras) para observar o comportamento do cão, mas eu simplesmente não tenho como instalar esse sistema na minha casa, então será que existe outra maneira?
att
Tiago VilelaPS: A beagle faz isso quando não há ninguém na sala, seja porque estamos no quarto, seja porque saímos de casa.
Tiago, você precisa dedicar um período do dia para treinar sua beagle. Precisa ensiná-la os comandos básicos para então começar a exigir comandos mais avançados. Além disso, uma parte do treino deve constar os limites: você precisa ensiná-la o que ela pode e o que ela não pode. Existe a necessidade de ser consistente na regra imposta ao cão, pois se um dia ele pode e no outro não, ele sempre irá testar para saber que dia ele está!!! Portanto, determine o que as duas podem e o que elas não podem e siga a risca sua própria regra. Tenha paciência e valorize os acertos dela, pois é dessa maneira que manterá um bom comportamento. Leia os artigos que contêm dicas que poderão te ajudar mais: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=121 e
http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=122. Boa sorte!
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Boa Tarde Dr. Pet, o meu caso é um pouco curioso, pra falar a verdade nunca ouvi falar de uma situação como essa mas com certeza o Dr já deve ter ouvido por isso tenho esperança de que possa me ajudar. Tenho uma cadelinha vira lata porte médio de 2 anos chamada Lady. Durante 1 ano e meio ela tinha uma casinha que comprei de um tamanho médio também, ela adorava a casinha, dormia de tarde e de noite lá, se escondia de mim quando eu dava bronca... rs. Mas há uns 6 meses atrás mais ou menos meu marido quis aproveitar uma promoção e comprou uma outra casinha pra ela de madeira mesmo, mas enorme, creio que é pra cachorro de porte grande, em vez de casinha virou casona agora...rs. Ela se adaptou super rápido, no primeiro dia que a casa chegou ela já entrou dentro, já dormiu a noite e não largou mais. Até achei que ela ia estranhar, mas fiquei feliz por ela ter gostado =). Porém, estávamos tendo alguma dificuldade com essa casa, pois como não temos um local coberto grande na nossa casa, tínhamos que ficar transportado ela toda vez que chovia pra uma área de serviço aqui de casa e como ela é muito pesada eu não conseguia sozinha, precisava sempre da ajuda de alguém pra tirar e por na área de serviço, o que estava causando algum transtorno. Resolvemos então voltar a casinha anterior, que é mais leve e fácil de manusear. Como tinha "escondido" a casinha menor peguei ela de volta, mas a surpresa vem agora. A Lady não quer saber mais da casinha anterior, mesmo escondendo a casa grande, o mais engraçado é que ela simplesmente não entra mais, a impressão que dá é que ela está com muito medo da casinha menor. Deixei passar algumas noites, mas ela não dorme dentro da casinha mais, nem chega a entrar, só cheira e sai de perto. Até algumas noites que tive que prender ela no pé da casinha ela não entra, tenta alcançar o mais longe que a corrente vai e dorme no chão frio mesmo. Estou muito triste e preocupada, porque ela amava essa casinha!!! Tem um brinquedinho que ela gosta muito de brincar, joguei ele no fundo da casinha mas faz dias que tá lá, ela não arrisca pegar. Hoje resolvi fazer algo diferente, misturei um pouco de caldinho de carne cozida que fiz de almoço na ração dela e coloquei o potinho no fundo da casinha, a princípio ela não queria entrar não, sentia o cheiro da comida, olhava pra mim com cara de dó mas não entrava. Depois de muita insistência e mimos e depois de fazer um rastro com a ração até o fundo da casinha, ela entrou metade do corpo só, alcançou a tigelinha e comeu tudo, mas depois de terminar já saiu de perto da casinha, eu dei muitos "muito bem e parabéns" pra ela...rsrs. Mas mesmo assim Dr. Pet não sei o que fazer, já faz 1 mês que estou nessa luta e ela está sem local pra dormir. O Dr acha que eu devo colocar de volta a casona ou há alguma maneira da Lady acostumar novamente com a primeira casinha dela?
Obrigada =), Dâmaris
Dâmaris, sei que gostaria muito que ela se acostumasse com a primeira casinha, mas ela já deu mostras o suficiente que ama a casa grande! Então, porque não chegar ao meio termo?
Você já pensou em colocar rodinhas na casa grande para poder transportá-la até a área quando necessário? Você pode colocar inclusive uma alça como carrinho de supermercado que lhe ajudará a empurrar! Eu sugiro tentar alguma adaptação possível, ou até mesmo comprar uma terceira casinha. Alguma coisa pode ter acontecido com a casa pequena: algum cheiro, algum animal que passou quando a casa estava guardada, o material que não agrada mais, enfim, o fato é que ela está há um tempo sem casa e você já usou técnicas variadas para convencê-la sem sucesso... Pense nessas alternativas! Leia também este artigo: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=309 e boa sorte!
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Dr.Pet,
Boa tarde,moro atualmente em apto. e tenho uma cachorra SDR,que está com 5 anos e estava acostumada a fazer suas necessidades no quintal.
Hoje, mesmo incentivando-a a fazer xixi na lavanderia ela só quer fazer na rua. Muito raramente ela faz no apto.
O problema é que trabalho e só estou levando-a duas vezes ao dia.
Isso é prejudicial ao animal ? Qual seria a solução ?
Agradeço antecipadamente e aguardo resposta.
Atenciosamente, Laura
Laura, o ideal seria ela fazer xixi e cocô sempre que tivesse vontade. Por isso, se você conseguir com que ela aprenda a usar o banheiro dentro de casa será melhor para ela e para você, que ficará mais tranquila em um dia de chuva ou de transito pesado. Monte um banheiro para ela em casa, e durante o fim de semana aproveite o calor e ofereça bastante água, água de coco, sorvete de cachorro e não leve para rua. Quando ela se aliviar no banheiro faça muita festa, recompense com petisco e só aí, então, saia para dar um passeio. Dessa maneira você dissocia o passeio na rua, do uso do banheiro. Este artigo a seguir tem dicas quem também podem te ajudar: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=127. Boa sorte!
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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!
11 Fev as 13h37
Dicas para passear com o cão sem ser arrastado
Por Equipe Cão Cidadão
Todos sabemos o quanto os passeios são importantes para o cão. Neles, o cachorro gasta energia, se alivia, cheira e sociabiliza com outros companheiros da mesma espécie.
Mas, por outro lado, quem nunca passou pela experiência de tentar fazer um passeio calmo e tranquilo com seu cãozinho e de repente, ser praticamente derrubado no chão quando o peludo vê algo interessante um pouco mais à frente e sai logo puxando?
Esta é uma situação bastante comum, que pode acontecer tanto com cachorros grandes quanto com os pequenos. Mas há solução e, com treinos e disciplina, é possível tornar o passeio agradável para as pessoas e, principalmente, para os cães!
O passeio começa em casa
Antes de sair com o cão, é muito importante que todo o ritual que antecede este momento seja feito de forma calma e tranquila: pegar e colocar a guia, passar pela porta, chegar à rua. Muitos gostam da imensa excitação de seu amigo só de ver a guia ser manipulada! Mas isso não faz bem ao cão, que entra em um estágio de ansiedade que tende a se estender para o passeio na rua...
Por isso, tudo deve ser feito devagar, em tom de voz baixo e calmo. Se o cão se agitar, é importante parar tudo, largar a guia e só retomar as providências para sair quando ele estiver bem tranquilo.
No início, este treino pode parecer impossível, especialmente para cachorros já muito adaptados a tamanha “bagunça” na hora da saída para o passeio. Mas com tempo e insistência no treino, a tendência é que o cão comece a perceber que a recompensa por se portar de forma calma será, justamente, sair para um bom passeio!
Na rua
Antes de mais nada, importante lembrar que nunca se deve caminhar com o cão sem guia. Isto pode causar graves acidentes.
Para evitar um passeio com puxões o tempo todo, uma boa técnica a ser utilizada é a do “ziguezague”: quando o cachorro começar a puxar na direção em que deseja, o dono deve frustrá-lo, virando-se rapidamente para o lado contrário. Com isso, o cão começará a notar que o passeio fica muito sem graça e irá prestar mais atenção no dono, para saber que direção deve tomar. Todas as vezes que o cachorro prestar atenção no condutor, deve ser bastante elogiado, para que perceba que este é o segredo para uma caminhada bem legal!
A recompensa nestes momentos é fundamental: muitos elogios, um petisco gostoso toda vez que o cão estiver prestando atenção no dono e andando ao seu lado.
Guia de cabeça
A chamada “guia de cabeça”, também chamada de "gentle leader", funciona como um “cabrestinho” e permite ao dono virar a cabeça do cão para o outro lado quando este estiver puxando muito. Não é necessário o uso de força e seu uso costuma ser muito bom, quando o cão se acostuma com ela, o que deve ocorrer de forma gradual e sempre associada a coisas boas.
Com paciência e consistência nos treinos, o passeio, tão importante para qualquer cão, acaba se tornando um momento de prazerosa interação entre cachorro e dono!
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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