Posts de março/2011

Por Equipe Cão Cidadão

No Consultório Pet desta semana, a adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão Claudia Terzian responde as dúvidas sobre comportamento enviadas pelos internautas que acessam o Blog do Dr. Pet. Confiram:

Dr. Pet, eu e meu marido adotamos duas gatas lindas e saudáveis ( mãe - aprox. 2 anos e filha - aprox 4 meses). Estamos testando algumas areias, até que decidimos testar a de sílica. Mesmo misturando ela com a areia que as gatas usavam, elas de vez em quando tendem a pegar uma pedra de sílica e ficar mordendo. Tenho medo que possam engolir e que lhes faça mal. Também notei que a sílica absorve mais o cheiro. O que posso fazer? Obrigada, Lakshmi

Lakshmi, alguns gatos tem o hábito de mastigar e até comer objetos estranhos, e isso deve ser impedido pois pode trazer sérias consequências ao animal. Preste atenção se elas não mastiguam outros materiais. Os preferidos são algodão, fios, tecidos sintéticos, plásticos, borrachas e papel. Faça um enriquecimento no ambiente, com brinquedos como bolinhas de ping pong, caixas de palelão, fitas, bichinhos recheados com catnip para que elas tenham outras distrações. Quando colocar o granulado de sílica novo na bandeja pode ser borrifado um pouco de um spray amargo (vendido em pet shops) sobre a camada mais superficial. Faça isso longe das gatas e deixe secar bem para que o cheiro não as intimide na hora de usar a areia. Não recomendo misturar diferentes tipos de substratos.

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Boa tarde! Existe algum profissional da equipe de vocês ou que vocês indicariam aqui no Rio de Janeiro? Eu tenho um Yorkshire de 2 anos e 10 meses que tem pavor de cães. Ele nunca brincou com um cachorro e tem um ataque de pânico toda vez que um chega perto. Hoje em dia, até quando eu falo "passear" ele sai de perto de mim. Conto com sua ajuda. Obrigada! Priscila

Priscila, o ideal era ter sociabilizado seu pequeno com outros cães antes dos três meses de idade, época em que a sociabilização ocorre com maior facilidade. Este é um dos fatores, mas não a única causa para o medo, podem haver outros fatores envolvidos e realmente acredito que um adestramento bem feito poderia ajudar muito. Os comandos limites e recompensas na hora correta podem fazer com que seu York se sinta mais seguro. Você poderia iniciar o contato trazendo filhotes com menos de seis meses de raças pequenas para sua casa onde ele se sente mais seguro. Deixe que ele se interesse sozinho pelo cão. Não force a interação. Ficar no mesmo ambiente sem fugir já é um grande passo. Será um processo lento e que envolve muita paciência. Sobre o profissional, você pode entrar com a nossa central e verificar a disponibilidade de um profissional: faleconosco@caocidadao.com.br. Nossa equipe também realiza consultas por telefone e skype. Boa sorte!

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Boa tarde!! Ganhei um vaso com planta do meu vizinho e resolvi colocar na minha porta para enfeitar!!! os cachorros não param de fazer xixi no vaso, o que devo fazer??? devo trocar a planta de vaso?? Esse vizinho tem cachorro, será que está com cheiro do cachorro dele??? Me falaram que pimenta do reino é bom, eu não tenho cachorro e a minha calçada e o meu vaso fica todo escorrido com xixi!!! SOCORRO!!! Aguardo uma resposta se possível, obrigada, Carla.

Carla, o primeiro passo é remover os odores que já estão no seu vaso, o ideal é usar removedores enzimáticos. Feito isso, você pode passar um produto pronto que iniba a marcação urinária dos cães. Ambos os produtos são vendidos em pert shops ou pela internet. Aplique estes produtos apenas no vaso e ao redor dele. Não use a pimenta.

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Bom dia! Dr.Pet, compramos um Ramster para meu filho há alguns meses, ele era mais dócil, agora ficou agressivo, nos momentos de colocar a sua ração e quando vamos higienizar a gaiola, ele morde. Gostaria de saber se este animalzinho transmite alguma doença através de suas fezes e urina ou de raiva ou outra doença pela mordida, há alguma dica para domar esta pequena criatura? há vacina para Ramster? Esperando sua pronta resposta, Ádima F. Lobo

Adima, os roedores, em geral, podem, sim, transmitir várias doenças ao ser humano. As principais doenças transmitidas por Hamsters são a Salmonelose e a Coriomeningite Linfocítica. Os hamsters vendidos comercialmente
normalmente são nascidos e criados em biotérios e não tem contato com animais doentes, desta forma o risco de transmissão destas doenças é baixíssimo. Como prevenção, os hamsters não devem ter contato com ratos
ou camundongos de rua, nem com jabutis, que podem ser reservatórios da salmonela. Outro cuidado é sempre lavar bem as mãos após manipular o bichinho ou a gaiola, que deve estar sempre limpa. Caso tenha dúvidas ou o seu hamster tenha tido contato com estes animais consulte um veterinário especializado. Não há vacinas específicas para hamsters. Quanto a agressividade, procure descobrir o que ele mais gosta de comer, ofereça essa guloseima apenas quando limpa a gaiola. Associe sempre a aproximação sua e de seu filho a coisas boas para ele, como um pedacinho de fruta por exemplo.

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Olá dr. Pet!
Estou com o seguinte desafio:
Minha cadela sempre fez suas necessidades no local correto (área de serviço). Só que por ela ser de grande porte, comprei aqueles tablados higiênicos de plástico para cobrir o chão todo da área de serviço, com intuito de acabar com as patas molhadas de xixi pela casa. A primeira coisa que fiz foi incentivá-la a subir no tablado dando petiscos e carinho. Até aqui, ok. Depois, coloquei fezes dela sobre o tablado para mostrar o que devia ser feito. Contudo, ela se empanturrou de ração e água, mas ficou o dia inteiro segurando a vontade de ir ao "banheiro", só indo lá cheirar de vez em quando. De noite percebi que ela ia fazer xixi na cozinha (logo na porta da área) e a impedi na hora. Fiquei sem saber o que fazer e com medo de ela tentar de novo fazer errado. Daí a isolei na área de serviço (sem brigar, sem parecer castigo) e coloquei uma cadeira perto para observar o comportamento dela e recompensar no exato momento que ela fizesse o certo. Porém, esse momento não veio! fiquei horas ali com cara de boba e ela, por sua vez, nem ligou, deitou no tablado (ao lado das fezes) e dormiu a maior parte do tempo. Por fim, cansei: acabei liberando-a e retirando o tablado da área para não correr o risco da minha cozinha estar toda suja quando eu acordasse. Agora o tablado tá lá, mas ela fica segurando a vontade e eu, na vigilância constante. Oh, e agora o que eu faço?? Camila.

Olá, Camila. Primeiro certifique- se que sua cadela realmente se sente á vontade em cima do tablado. Recompense, quando ela for até lá, faça com que ela ande, entre, saia, sente, etc. Depois para ajudar a diminuir sua espera, você pode fazer o que chamamos de “sopão”, que é uma mistura de um pouco de ração batida
com água. Em torno de 300ml para cada 10 kg de peso do cão. Por exemplo, uma cadela com cerca 20 kg recebe cerca de 600ml de sopão. Faça esse treino num final de semana em que você tenha tempo. O intuito é que dentro de poucas horas ela já esteja com a bexiga cheia, reduzindo o tempo que ela consegue reter a urina. Depois de receber o sopão coloque a cadela em um cômodo ou local onde ela realmente não faça xixi, como um quarto ou dentro de uma caixa de transporte. Leve-a até o tablado de hora em hora, até que ela urine ou defeque. Premie muito com petiscos e carinho e faça muita festa!!! Lembre que os resultados são gradativos para não se decepcionar com o cão. Erros vão acontecer, fique preparada para isso e tenha paciência. Caso a cadela não se adapte ao tablado não force. Já vi alguns acidentes como o cão prender a unha ou tentar fugir do tablado por ele ter saído do lugar. Outra saída é usar dois tapetes higiênicos juntos sem o tablado e premiar quando o cão usa o tapete.

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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!

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Por Equipe Cão Cidadão

novo cao 1024x683 Podcast: como escolher um novo cão?

Pensando em adquirir um novo amigo? Para ajudar você a esclarecer algumas dúvidas bem comuns, a adestradora da Cão Cidadão Caroline Serratto dá várias dicas úteis no podcast desta semana. Confira:

Clique aqui para ouvir!

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Para saber mais sobre os serviços de adestramento e consultas comportamentais da Cão Cidadão, acesse o site www.caocidadao.com.br.

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Por Equipe Cão Cidadão

latidos 1024x980 Latidos em excesso: o que pode causar e como agir?

Todo cão late, isto é fato. Latidos são sua forma de comunicação, que podem demonstrar que estão com dor, alertas, com medo...

Mas o problema surge quando os latidos são excessivos, ininterruptos. Os vizinhos reclamam, as pessoas da casa ficam irritadas. E os cães sofrem com tamanho estresse. Cães que latem sem parar certamente estão com algum problema, de origem fisiológica ou comportamental, que precisa ser analisado e tratado.

Verificar a causa

Antes de concluir que o motivo para tanto barulho é comportamental, importante consultar um veterinário de confiança, pois o cãozinho pode estar aflito em razão de dor excessiva ou desconforto relacionado com sua saúde.
Se descartadas todas as hipóteses de algum mal de saúde, passa-se a análise de alguma causa comportamental.
É muito importante verificar a origem do problema, para que possam ser feitos treinos para controlar os latidos em excesso. Isto porque, caso se pretenda simplesmente acabar com os latidos, muito provavelmente haverá uma transferência do comportamento. Por exemplo, se o cachorro late demais em razão de um alto grau de ansiedade, caso seja compelido a parar de latir, pode passar a apresentar comportamentos compulsivos, como lamber as patas sem parar.

Ele é recompensado por latir?

A pergunta pode parecer sem sentido, pois ninguém recompensaria um cão que late sem parar. Mas, sem querer, é o que muitos acabam fazendo! O cão que percebe que, ao latir, recebe algum tipo de atenção, passará a latir ainda mais quando quiser algo!

Há pessoas que acham engraçado quando o cão se dirige para o armário onde são guardados seus brinquedos e late para pedi-los: o dono vai lá, abre a porta e começa a brincar com o cão! O que ele aprendeu? Que basta latir para conseguir brincar com o dono!

Outra situação: latidos para todo e qualquer ser que se movimente e passe em frente ao portão da casa, onde o cachorro costuma ficar! Para o cão, a mensagem é outra: são intrusos, barulhentos, que devem ser espantados... Ele late e... as pessoas se vão! Mas, na verdade, estão apenas de passagem! Ele aprendeu que latir afasta os “invasores”!

O que fazer?

As situações acima são exemplos clássicos de cães que são recompensados por latir. O segredo é recompensá-los, justamente, quando NÃO latirem! Para cães com acesso a portões com visão para a rua, o ideal seria limitar esse acesso, para que o comportamento passe a não ocorrer mais.

Broncas despersonalizadas também costumam funcionar. Um jatinho de água, de surpresa e sem que o cão perceba de onde veio a broca, geralmente tem efeito imediato para interromper a “latição”! Importante: cães com ansiedade de separação, que latem quando o dono não está, não devem ser punidos, pois ficarão com medo ainda maior nesta situação e o problema pode piorar muito!

Mas é muito importante que o cão seja recompensado com atenção, petiscos, afagos justamente quando não estiver latindo! Assim, passará a entender que a melhor forma de obter atenção é mantendo o silêncio!
Praticar exercícios físicos com o cão também o ajuda a manter-se ocupado e gastar toda a energia canalizada que, volta e meia, pode acabar sendo liberada com latidos em excesso.

De qualquer forma, para casos extremos, é importante contratar um adestrador especializado em comportamento canino, que auxiliará os donos a lidar com esta situação.

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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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Por Equipe Cão Cidadão

sem broncas 1024x680 Broncas: usar ou não usar?

A metodologia Adestramento Inteligente é baseada na utilização de reforço positivo para ensinar comandos e moldar certos comportamentos. Assim, através de uma recompensa, que pode ser petisco, carinho, elogios ou brincadeiras, aumentamos a frequência de determinada ação do animal, já que ele irá ganhar algo cada vez que fizer aquilo que é esperado.

Para reduzir alguns comportamentos, muitas vezes lançamos mão de repreensões ou broncas. A intenção desta utilização é causar um susto ou leve desconforto, durante o comportamento indesejado, para que o animal associe um comportamento prejudicial a algo que o incomode.

Por exemplo: se o cão late sempre que a campainha toca, assim que ele der o primeiro latido, usamos um spray com água e borrifamos no seu focinho. Sempre que ele repetir a ação, repetimos a bronca, até que o cão associe o comportamento errado a punição, e diminua a frequência do latido nesta situação. A punição nunca deve ferir o animal, ou deixá-lo com muito medo, e por isso é preciso ter muita cautela ao utilizá-la e, de preferência, usar somente após consultar um profissional da área para adequar o tipo de bronca de acordo com o perfil do bicho e a situação. Alguns cães, por exemplo, adoram água! Com eles, a bronca do spray não funciona. Outros já são bem sensíveis a barulhos. Com eles é importante saber a maneira certa de agir, pois uma bronca pode acabar gerando algum trauma e piorando a situação.

E lembre-se: a violência jamais deve ser utilizada, pois além de ineficaz, pode ferir o animal, e ele pode passar a imitar o comportamento, tornando-se agressivo quando contrariado, ou quando se sentir acuado.

Recompensar o certo pode ser a melhor solução

Mas, em muitos casos, apesar de a bronca ser a saída mais rápida, ela não é a única solução para a evitar os comportamentos indevidos dos animais. Existem alguns exercícios que podem diminuir a utilização de broncas, podendo ter até mesmo melhores resultados. Ainda tomando como exemplo o cão que late ao ouvir a campainha, podemos avaliar a causa do comportamento para tratá-la. Ainda é possível fazer associações positivas quando o cão se comporta bem na situação. Neste mesmo exemplo: assim que tocar a campainha, já peça para o cão sentar dando um comando. Se ele obedecer dê a ele um petisco bem gostoso. E sempre que ele não latir nesta situação, elogie e dê carinho. Dessa forma, você estará valorizando o comportamento correto, e o animal vai preferir repetir a ação que gerou recompensa.

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Texto: Caroline Serratto (adestradora da Equipe Cão Cidadão)
Revisão e Edição: Alex Candido

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Por Equipe Cão Cidadão

No Podcast desta semana a adestradora da Cão Cidadão Caroline Serrato explica algumas diferenças entre o comportamento de cães e gatos.

cao gato 1024x768 Podcast: Diferenças entre cão e gato

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