12 Abr as 13h21
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
No Consultório Pet desta semana, a adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão Priscila Felberg responde as dúvidas sobre comportamento enviadas pelos internautas que acessam o Blog do Dr. Pet. Confiram:
Olá, falei com o Dr. Pet no twitter, porque preciso de uma ajuda!! Tenho uma pitbull de 1 mês, e ela é extremamente agressiva. Não sei como acalmá-la, e se isso significa que no futuro ela ficará violenta. Por favor, preciso da sua ajuda, sobre essa questão! Agradeço... Dayane Libório
Dayane, você precisa adestrá-la e manter sempre uma liderança muito firme com sua cachorra. Apesar de ser filhote e tudo que ela está fazendo agora não machucar, quando ela crescer, por ser um cão de porte grande, essa atitude agressiva pode ser muito perigosa e mais difícil de controlar. Portanto, esse é o momento de iniciar sua educação, pois se ela se sentir recompensada em seus ataques aprenderá que essa atitude vale a pena e consequentemente intensificará essa forma de ser. Mantenha nela uma coleira no pescoço com identificação o tempo todo e sempre tenha uma guia por perto, assim você poderá controlá-la e acalmá-la. Faça caminhadas regulares, para que ela queime bastante energia. Também dedique meia hora do seu dia para ensiná-la comandos básicos: senta, deita, fica junto e vem. Além disso, faça exercícios de limite: não permita que ela pegue petiscos do chão, que pule em pessoas, que passe pela porta sem ser convidada, que morda a mão para brincar e que suba nos móveis. Em contra partida, TODA vez que ela estiver calma, no lugar dela, e entender o que você esta pedindo, recompense-a: com carinho, com petisco, com atenção. Visto que o que irá realmente convencê-la a se tornar uma cachorra comportada é saber que ela está agradando a líder e sendo recompensada por isso. Leia o artigo a seguir: O que pode tornar seu cão agressivo - http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=128. Boa sorte!
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Olá Dr. Pet,
Meu nome é Kaynara, tenho uma shih tzu de 1 ano e 2 meses e na minha casa ela quase sempre faz xixi no lugar certo, porém, para tal fato tirei todos os tapetes da minha casa, quando vou à casa do meu namorado com ela, ela insiste em fazer xixi em cima dos tapetes... Agora que minhas aulas começaram ela também tem feito muito xixi em cima do meu sofá, parece que desaprendeu tudo, que andou para trás?
O que fazer??
Att. Kaynara Koerich.
Kaynara, você terá que iniciar a educação dela praticamente do estágio inicial. Primeiro determine que tipo de banheiro você irá colocar para ela: jornal ou tapete higiênico. Depois defina exatamente o local e certifique-se que quando ela ficar sozinha você consiga deixá-la no ambiente com cama, água, comida e toda segurança necessária. Ela não poderá ficar livre pela casa, portanto nesse local deve ser instalado um portão de cachorro. Feito isso, certifique-se que toda vez que ela acertar o banheiro seja recompensada com petisco e com a sua aprovação. Aproveite o momento e fale as palavras: COCÔ E XIXI. A intenção é, a longo prazo, transformá-las em comandos, para que quando você vá visitar o seu namorado faça o banheirinho dela na casa dele e apresente o local a sua cachorra dizendo: cocô e xixi aqui! Mas preste atenção: esse processo demora certo tempo, precisa ter paciência e fazer este treino com frequência. Para mais dicas, leia também o artigo: Necessidade no lugar certo – http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=120 Boa sorte!
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Dr. Pet, tenho um filhote de beagle que fará 3 meses esta semana, eu já percebi que ela é muito desobediente, por isto estou pensando em adestrá-la. Quais as dicas que você me daria para achar um bom adestrador? E que tipo de adestramento é legal para um beagle? Outra coisa é que agora é quer morder eu, minha mãe e meu pai. Até fazendo carinho ela quer morder. E ela morde para machucar. Já tentei o esguicho de água, mas não deu certo. O que eu posso fazer??
Muito Obrigado!!
Desde já agradeço!!
Bruno Bucci
Bruno, sugiro entrar em contato com a central da Cão Cidadão: (11) 3571.8138. Temos muitos profissionais que trabalham em praticamente todas as regiões de SP e algumas outras localidades. Se por acaso não conseguirmos alguém para te ajudar e precisar contratar um adestrador que não seja da nossa equipe, preste atenção se ele usa recompensas com o cachorro, o reforço positivo; se ele se propõe a adestrar com você presente e se ele ensina a você e a seus pais como lidar com o cão no dia a dia. Afinal, o mais importante é a convivência dos donos com o cão! Nós utilizamos o método do adestramento inteligente. Quanto à mordedura da mão, ela machuca porque os dentes são bem afiados e é a única maneira que os filhotes conhecem para interagir com os outros da espécie dele. Como não temos pelo e nossa pele é muito sensível, nos sentimos incomodados com as mordidas! O fato é que eles gostam de sentir nossa mão na boca e a sensação é tão agradável que a bronca de spray acaba não funcionando bem. Por isso, procure trocar a mordida pelo beijinho na mão, permita que ela lamba sua mão. Com 3 meses, o filhote ainda está trocando os dentes, leia esse artigo bem bacana: Filhote, a melhor idade para treinar - http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=340. Boa sorte!
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Boa noite! Dr. Pet,gostaria de saber o que eu faço para meus cachorros pararem de comer pano. Qualquer pano que eu coloco, até mesmo a coberta deles, eles comem e depois ficam vomitando mto. Agradeço, Taires
Taires, os cães têm uma necessidade natural de destruição. Se você quer que eles parem de destruir os panos, precisa proporcionar para eles objetos próprios para destruição. Chamamos isso de enriquecimento ambiental! Um animal com várias atividades se livra do estresse, se diverte e, como consequência, se torna mais saudável! Visite um pet shop perto de você, hoje em dia as empresas do ramo já se especializaram em produzir brinquedos, ossos, cordas, bolas e etc., para entreter nossos amigos.
Leia também este artigo a seguir: Cão mais feliz com enriquecimento ambiental e comportamental - http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=322. Boa sorte!
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Dr Pet, preciso de ajuda. Adotei um SRD que tem em torno de 1 ano e meio. Ele é maravilhoso, carinhoso, brincalhão... Já ensinei varias coisas para ele, mas tem duas que não consegui evoluir. Quando saio para passear é um stress! Ele fica hiper excitado, corre, late, se enrola na coleira, me puxa, quase se esgana de tanto que puxa... resultado é um passeio super desagradável. Já comprei uma gentle leader, mas ainda não consegui fazer ele se adaptar... ele é mto selvagem! Outro problema é com visitas, ele estranha todo mundo, mas se for homem, ele odeia! Late, ameaça morder, persegue... O que eu faço? Obrigada! Ana Paula
Ana Paula, pense em relação ao passeio da seguinte maneira: o bom passeio é aquele que preza a qualidade e não a quantidade! Portanto, é mais válido você andar uma quadra com ele bem controlado, do que dez sem controle algum. Lembre-se: o passeio começa dentro de casa, na hora de por a coleira. Ele tem que estar calmo e concentrado, se demorar trinta minutos para conseguir que ele fique assim, e você só pode andar quarenta minutos, então a caminhada será de dez minutos! O importante é ir conquistando essa calma e esse controle antes de sair, para depois ir aumentando as distâncias e os estímulos. Associe sempre a situação a algo bom, utilizando petiscos no passeio quando ele se comportar. Também utilize os petiscos para sociabilizar o cão com as pessoas dentro e for a de casa. Quando for receber alguém, coloque-o na guia, pense na segurança do seu visitante e no limite que você como líder tem que colocar para seu cão. O artigo a seguir traz dicas muito bacanas sobre este tema: Como conduzir o cão sem ser levado por ele – http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=96. Boa sorte!
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Dr. Pet, adotei uma cadela de 4 anos na zoonose. Me apaixonei por ela assim que a ví. Só que ela não late pra ninguém, todos pra ela são amigos e eu queria que ela cuidasse de casa pelo menos durante a noite. O que eu faço? É possível que ela aprenda com 4 anos de idade? Aguardo resposta...E agradeço desde já. Claudia.
Claudia, ela pode aprender a latir sim sob comando. Para isso existe a necessidade de aulas de adestramento básico primeiro, para depois entrar com o comando latir que é do nível intermediário. Entre em contato com a nossa central (11) 3571.8138 e se informe sobre adestradores na sua região. Boa sorte e parabéns pela adoção!
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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!
8 Abr as 15h22
Vídeo: Como acostumar o cão para a chegada do bebê?
Por Equipe Cão Cidadão
No vídeo desta semana, a adestradora e consultora de comportamento da Cão Cidadão Tatiane Ichitani dá dicas às futuras mamães de como preparar seu cães para a chegada do novo membro da família.
Se você ficou com alguma dúvida sobre o vídeo, ou tem alguma pergunta sobre o comportamento do seu pet, escreva pra gente nos comentários do blog!
7 Abr as 19h22
Gatos: como conseguem voltar para casa depois de sumir?
Por Equipe Cão Cidadão
Por que os gatos gostam tanto de dar suas “escapadinhas”? Como será conseguem retornar para um antigo endereço sem nunca terem feito aquele caminho? Por que ficam desaparecidos por um longo período e depois reaparecem do nada? Para entender estas questões, é preciso compreender como funciona a vida social, a importância do território e as capacidades sensoriais felinas.
O território
Os bichanos são animais fissurados em conhecer e controlar seu território. Este se subdivide em várias áreas. A casa corresponde a área de alimentação, lazer e descanso. É uma pequena parte do território onde ele se sente seguro. Apenas os moradores da casa permanecem e transitam nela. Fora da casa existe uma área de circulação maior, em que estão os parceiros sexuais, a caça e na qual são tolerados um número maior de gatos e outros animais. Os passeios acontecem principalmente ao anoitecer ou de madrugada, e costumam ser bem mais longos do que seus donos imaginam. Alguns bichanos chegam a se afastar até dois quilômetros de suas casas!
Durante estes passeios acontecem os barulhentos encontros entre os gatos que moram naquela região. Quando uma ou mais fêmeas deste território entram no cio os machos das proximidades são atraídos e podem não retornar para casa por alguns dias.
Memória visual e olfativa
Os gatos enxergam o mundo com cores e de forma diferente, mas têm boa memória para reconhecer praças árvores ou prédios e se orientar por eles. A memória visual trabalha em conjunto com a olfativa. Uma confirma a outra.
A capacidade olfativa dos gatos é incrivelmente superior a humana, perde apenas para os cães! Plantas, casas, lojas, ruas e regiões possuem cheiros específicos, que ajudam a reconhecer os locais. Eles podem se localizar também pelo odores deixados pelos animais que circulam pela região. Os bichanos que costumam percorrer grandes distâncias estão bem familiarizados com esses cheiros. Aqueles que praticamente nunca saem de casa recebem uma parte desses odores, que são trazidos pelo vento.
Uma vez reconhecida a pista olfativa, ainda é preciso descobrir em que direção caminhar, e os gatos podem ir e vir buscando mais cheiros, até acertar. A direção do vento é outro fator importante tanto para guiar o felino, quanto para trazer os odores que podem estar bem distantes. Da mesma forma, pequenas mudanças do vento podem fazer com que ele se perca novamente.
Gatos com múltiplos donos
E vocês sabiam que gatos de vida livre podem ter mais de um dono?! Pois é! Podem tomar o café da manhã em uma casa a almoçar em outra! O outro dono pode resolver não deixá-lo mais passear e somente quando conseguir fugir ele aparecerá novamente. Se ele estiver em outra casa e um bichano da redondeza decidir expulsá-lo da área da sua casa, ele pode permanecer na outra casa por algum tempo, até que possa voltar.
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Texto Claudia Terzian (adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão)
Revisão Alex Candido
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Dúvidas sobre o comportamento do seu pet? Deixe um recado aqui no blog! Toda semana, nossa equipe seleciona e responde as perguntas mais pedidas pelos internautas.
6 Abr as 21h28
Podcast: Compulsão
Por Equipe Cão Cidadão
No podcast desta semana, a consultora de comportamento da Cão Cidadão Léa Yuri dá dicas de como lidar com problemas relacionados à compulsão por lambedura.
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4 Abr as 13h30
A importância da casinha de cachorro
Por Equipe Cão Cidadão
A maioria dos donos de cães tem consciência de que o cão deve ter uma casa. Mas, muitas vezes, as pessoas não se dão conta de que a necessidade de um peludo em ter seu “cantinho” envolve mais do que ter um verdadeiro “lar”, como na concepção humana.
Eles realmente gostam?
Cachorros são animais de toca, ou seja, quase sempre vão procurar uma “caverninha” para se abrigar do frio, chuva, ou quando estiverem com medo ou sentindo dor.
Basta observar um cão que não tenha uma casa específica para ele: quando se deparar com situações como as narradas acima, procurará abrigo embaixo de algum móvel, como um sofá ou mesa.
É reconfortante para o cachorro, mesmo que não fique em sua casinha grande parte do tempo, saber que tem um abrigo disponível para situações específicas, ou quando simplesmente quiser ficar sozinho roendo um osso gostoso sem ser incomodado...
Como acostumá-los?
Mesmo cães que não tenham o hábito de usar casinhas, eles podem ser acostumados a usá-las e achar isso muito legal!
Primeiramente, o ideal é verificar qual o tamanho ideal de casa para cada cachorro. Muitas pessoas acreditam que uma casa bem grande é melhor para o peludo, o que não é verdade! Quanto mais estreita melhor, pois assim se sentem mais protegidos. O tamanho ideal de uma casinha mede-se assim: o animal deve conseguir ficar de pé sobre as quatro patas e dar uma volta sobre o próprio corpo.
Definido o tamanho, valem algumas dicas para deixar o cantinho bem aconchegante. Cães gostam de se deitar em lugares macios e fofos, pois têm grande sensibilidade com texturas. Assim, colocar panos macios na casinha permitirá que o local fique bastante convidativo.
Além disso, se o dono deixa seu cheiro nestes panos, o local ficará ainda mais interessante. Para tanto, basta esfregar as mãos nos paninhos para deixá-los impregnados com o cheiro daqueles que os cães adoram: você!
Onde deixar a casinha?
Para cachorros que ficam nas áreas externas, o ideal é que a casinha fique próxima do local por onde as pessoas da casa entram e saem rotineiramente. Isso é importante pois, como animais sociais, os cães preferem sempre estar perto da família humana, ou tê-los à vista.
É importante também deixar a casinha ao abrigo da chuva e ventos (colocar um suporte embaixo evita que fiquem úmidas), bem como protegidas do sol forte.
Para cães que ficam dentro dos lares, ainda assim a casinha é importante, pois será seu cantinho confortável. O ideal é deixá-la em locais onde podem estar protegidos, mas perto dos donos.
Caixas de transporte
Uma boa dica para donos de cães é transformar a caixa de transporte na casa rotineira do cão. Para isso, basta deixá-la sem a porta no dia a dia e seguir todas as dicas acima.
Desta forma, quando for necessário viajar com o amigo e utilizar a caixa de transporte, a experiência não será traumatizante como poderia ocorrer caso o cão não fosse habituado com este acessório, pois ele já adora a caixa de transporte, e a considera a sua casa.
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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3 Abr as 20h49
Hoje em Dia: Dr. Pet resolve mais um caso
Por Alexandre Rossi
E aí, pessoal? Como passaram o final de semana?
Pra quem não conseguiu assistir o caso do quadro Dr. Pet dessa semana, no Hoje em Dia, aí vai o vídeo:
1 Abr as 12h55
Ter um ou mais cães: vantagens e desvantagens
Por Equipe Cão Cidadão
Os cães são animais sociais que detestam ficar sozinhos. Um segundo cão com certeza ajuda a amenizar a solidão. Em contrapartida, podem ocorrer brigas e o trabalho e os gastos também aumentam. Então o que é melhor: ter um ou mais cães?
Fase de adaptação e brigas
Durante o primeiro mês em que chega o novato, o cão que está há mais tempo na casa percebe que perdeu espaço e atenção. Principalmente no início é comum que ocorram brigas e disputas, o que nem sempre inviabiliza a permanência do segundo cão. Aos poucos os cachorros vão se conhecendo e tendo mais confiança para interagir e brincar.
É normal que cães que morem juntos se estranhem de vez em quando, mas às vezes as brigas passam dos limites e podem causar machucados graves. Quanto mais cães, maior a chance de ocorrer uma briga séria.
Para prevenir este problema é fundamental ter um bom controle sobre os cães e escolher corretamente os indivíduos que formarão o grupo. Normalmente, cães com temperamentos, sexos e tamanhos diferentes costumam se entender melhor. Então, irmãos de uma mesma ninhada nem sempre serão bons companheiros quando adultos.
Alguns cachorros não toleram outros, principalmente quando não foram sociabilizados quando filhotes. Em alguns casos mais graves é necessário separar definitivamente os cães.
Se o veterano já for velhinho, o cãozinho mais jovem pode incomodá-lo com as brincadeiras.
Destruição, limpeza e gastos
Com mais de um cachorro em casa, é provável que a bagunça aumente ao invés de diminuir. Sozinho, o cão é menos ativo e portanto, menos bagunceiro. Em contrapartida, em dois eles ficam mais ativos, mais bagunceiros, porém, mais felizes.
Alguns cães sofrem de um distúrbio conhecido como “ansiedade de separação”. Estes cães ficam desesperados ou deprimidos quando seus companheiros humanos estão longe, podem se tornar destrutivos ou latir e chorar em excesso. Nestes casos, adotar um segundo cachorro, não resolve o problema! É preciso tratá-lo com ajuda de um especialista em comportamento. Porém, a presença do novo cão pode vir a auxiliar no tratamento.
Os cuidados com higiene e limpeza do ambiente aumentam. Os gastos com ração, veterinários, brinquedos, banhos e outros também ficam mais altos. Muitas pessoas pensam que é legal ter vários cães não acabam levando isso em consideração, e depois acabam abandonando os animais por não terem condições de criá-los. Por isso, leve em consideração o orçamento que você pode disponibilizar para isso, sem prejudicar nem a sua situação financeira nem o bem estar do animal.
Educação
Quando o cão está em nossa família há alguns anos, tendemos a esquecer o trabalho que tivemos para educá-lo. Ele conhece nossa rotina e já está bem adaptado a ela. Quando o novo cachorro chega, é necessário investir tempo e paciência para que ele aprenda as mesmas coisas. Normalmente, somos mais rígidos com o primeiro cão, e esperamos que o “novato” aprenda sozinho, o que o outro cachorro já sabe, o que nem sempre funciona. Por tanto, não descuide dos treinos!
Em resumo: ter mais de um cão em casa é uma ótima opção, desde que o dono tenha condições de arcar com os gastos, esteja disposto a ensinar tudo ao novo cãozinho e seja um bom líder da matilha que terá em casa.
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Texto Claudia Terzian (adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão)
Revisão Alex Candido
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