Posts de novembro/2011

Por Equipe Cão Cidadão

caes roem moveis 1 1024x682 Cães que destróem os móveis: o que fazer?

Quem nunca foi “premiado” com móveis e objetos da casa transformados em brinquedos do peludo? Pés de mesas e cadeiras roídos, tapetes picados em mil pedacinhos, banquinhos transformados em verdadeiros “ossos recreativos”, sofás e almofadas que, de repente, são um amontoado de espuma!

Este tipo de comportamento costuma ser muito comum em filhotes, mas pode perdurar por toda a vida adulta, se o cão for bastante ativo ou até mesmo ansioso em demasia.

A boa notícia é que há meios de se prevenir e modificar este comportamento.

Qual o motivo?

Quando filhotes, os cães têm mais energia para atividades em geral. Além disso, com os dentes em fase de crescimento, costumam sentir desconforto na gengiva, o que gera a necessidade de roerem objetos para se aliviarem da dor.

Além disso, uma rotina com poucas atividades faz com que os cães busquem algo para fazer. Isso mesmo! Cães que não tem o que fazer certamente encontrarão uma alternativa para o entretenimento!

Neste mesmo sentido, cães ansiosos ou quando deparados com alguma situação específica (ao serem deixados sozinhos durante longos períodos, por exemplo), buscarão uma forma de aliviar a tensão.

Enriquecimento ambiental

A melhor alternativa para que o cão de estimação não fique tentado a destruir móveis da casa é enriquecer o ambiente onde eles ficam a maior parte do tempo.

Isto significa direcionar as atividades deles para algo diferente de roer os móveis e objetos da casa. E isto pode ser feito com ossos de couro, ossos recreativos, brinquedos que liberam comida, brinquedos feitos especialmente para serem roídos.

Os cães costumam ficar entretidos por bastante tempo quando nós, os humanos, lhes damos as alternativas corretas e atrativas para se distraírem.

É importante mostrar e incentivar o peludo a brincar com esses itens antes de deixá-los sozinhos, sem supervisão, durante estas atividades. Primeiramente, para estimulá-los a roer e valorizar o ato de brincar com esses itens. E em segundo lugar, para verificar se os brinquedos não se despedaçam em pedacinhos, que podem acabar sendo engolidos.

Atividades

Outra alternativa bastante útil é proporcionar ao cão atividades que lhe permitam gastar toda a energia acumulada. Cada cão, dependendo do porte, raça e temperamento, terá uma necessidade variável de gasto diário de energia.

De qualquer forma, é instintivo que procurem sempre algo para fazer. Seus ancestrais viviam em matilhas, sempre em movimento em busca de comida, água e abrigo, revezando-se na defesa do grupo e cuidados com os mais jovens.

Já os cães dos dias atuais muitas vezes vivem confinados em locais pequenos, com a comida fácil duas vezes aos dia e água à disposição. Uma vida sem grandes desafios ou atividades, o que pode gerar desvios comportamentais e levar à tal destruição de objetos.

Assim, quanto mais atividades o cão tiver, menos energia e disposição ele terá para querer destruir móveis e afins. Caminhadas vigorosas, brincadeiras com bolas e frisbees, idas a locais com outros cães, onde possam se comunicar, brincar e correr, são alternativas para entreter o cão e permitir que tenha um dia a dia ativo.

Prestando atenção nestes detalhes e seguindo as dicas acima, é certo que os móveis da casa deixarão de ser um atrativo, pois haverá coisas muito mais legais para se fazer!

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Por Equipe Cão Cidadão

Confiram agora as dúvidas de comportamento desta semana, respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.

Lembrando que nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!

Meu cachorro não pode ver passarinho, que late sem parar, o que posso fazer? WASHINGTON LUIZ GUMIEL

Washington, o instinto de caça do seu cão pode ser bem forte, de qualquer maneira existe um treino para garantir controle nesta situação, primeiramente esteja preparado para conseguir interromper os latidos do seu cão e para recompensá-lo quando estiver focado em você, e não nos pássaros, para isso esteja com petiscos a mão, e permita que o cão os ganhe,quando estiver olhando em sua direção, se ele focar no passarinho e começar a latir, você pode interromper este comportamento com um susto, sacudindo uma lata de moedas, por exemplo.

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Oi Dr.Pet o meu gato faz xixi em cima do meu sofá,eu bato nele mais não adianta q continua fazendo.O que que eu faço pra ele parar de fazer xixi em cima do sofá,por favor me ajude. Ana Lucia

Ana Lucia, bate no seu pet, não fará ele entender onde é o local correto de fazer xixi. Primeiramente providencia de 2 a três caixas de areia,com diferentes substratos e espalhe pela casa, para assim tentar verificar uma preferência. Considere com o seu veterinário a possibilidade de castração, se seu gato estiver marcando território. Segue um link com mais dicas para esta situação: http://www.caocidadao.com.br/artigos_gatos.php?id=19

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Olá, tenho um gato de 1 ano de idade, e como os gatos odeiam ficar presos dentro de casa, ele sai e volta toda hora, bom, vou mudar para uma casa com cerca elétrica, e não sei como funciona, se tenho que deixar a cerca elétrica toda hora desligada, me ajude, Obrigado – Bruno

Bruno, seu gato pode se acidentar nesta cerca. Verifique com o fabricante como funciona o sistema e o quanto ela pode ser fatal para um gato, pois você devera considerar o risco que esta correndo.

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Olá Dr.Pet! Estou com uma grande dúvida. Viajaremos nesse fim de ano (ficaremos duas semanas fora), mas o nosso cãozinho não pode ir conosco, pois o destino é um tanto longe...Uma amiga minha (que tem uma cadelinha Poodle Toy de 10 anos) se ofereceu pra ficar o meu Poodle Toy (de um ano), pois ela não viajará. A questão é que eu encontrei um hotelzinho na cidade e afinal o que vale mais a pena: deixá-lo na casa da minha amiga ou em um hotel? Por favor, responda!!! Obrigada. Giulia

Giulia, as duas opções podem ser interessantes. Considere a situação na qual seu cão terá mais atenção e atividade. Leve em conta na sua decisão a proposta de recreação do hotel, versus a disponibilidade da sua amiga em dar atenção e atividades ao seu cão.

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Dr.pet tenho uma gata que fica roubando comida oque eu posso fazer para ela parar de roubar e entender que aquilo é errado pfv me ajude se possivel. Jardiel lucas da silva

Jardiel, para mostrar a sua gata que isso é errado, você pode armar uma armadilha para dar um pequeno susto, quando ela for mexer na comida. Por exemplo, amarre um barbante em uma lata com moedas, e sacuda exatamente neste momento, assim a sua gata vai começar a associar estas situações desagradáveis com mexer neste local, o que ira diminuir este comportamento. Durante este treinamento, não deixe sua gata sem supervisão, nas proximidades do que ela não pode mexer.

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Olá dr. Pet, conheci seu trabalho por uma prima que carrega seu livro na bolsa de tão fã. E eu acho bacana tudo que ela aprendeu com o livro. Mas o motivo do meu comentário é meu gato. Tenho um vira-lata adotado, ele é descendente de Maine Coon e é realmente muito grande. O fato que me preocupa é que ele adora comer fita crepe. Arranca das caixas e come. Se ouve a gente puxando corre e tenta pegar. Se a gente deixa um pedaçinho descuidado ele pega e come. Será que é algum disturbio? Ou ele é só meio maluco mesmo? Daniela

Daniela, sim, isto pode ser um distúrbio de alimentação ou uma compulsão, precisaria de maior investigação. De qualquer maneira não é um comportamento saudável. Tente estimulá-lo a interagir com brinquedos que não engula, e quando se interessar pela fita, de um pequeno susto nele, com uma lata de moedas, ou um jato dagua borrifado,por exemplo. Dependendo se o grau de interesse for muito alto, aconselho a orientação de um profissional.

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Oi Dr. Pet, tenho um gato SRD que adotei quando apareceu lá em casa, ele já apareceu grande, então não sei a idade. Quando ele quer sair de casa, mas não consegue ele faz coco em qualquer lugar, no quarto, banheiro, tapete, não sei mais o que fazer. Ele usa a caixinha de areia geralmente para xixi, se você não deixa ele sair pro quintal, vai e procura um lugar pra fazer o cocô, mas nunca na caixinha de areia. A minha outra gatinha, faz todas as necessidades na caixinha, direitinho....O que posso fazer com ele? Obrigada. Karen Araujo

Karen, lembre de manter sempre a caixa limpa, recolhendo os xixis e dejetos. Você pode verificar se existe uma preferência por outro substrato ou tipo/localização da caixa. Providencia outros modelos, (cobertos e abertos), varie o tipo de areia, e mude um pouco disposição das caixas dentro de casa, pode colocá-la nos locais onde ele está fazendo os cocos. Segue um link com mais dicas para a sua situação: http://www.caocidadao.com.br/artigos_gatos.php?id=321

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Olá! Parabéns pelo belo trabalho. Gostaria muito que vocês me ajudassem, me orientando no que devo fazer porque sinceramente já estou quase a ponto de desistir da minha cadela e entregá-la ao Centro de Zoonoses da minha cidade. O caso é o seguinte: Tenho 23 anos e nunca tive nenhum animal de estimação, até que uma pessoa me ofereceu um filhote que sua cadela havia dado cria há um mês. Milady é uma mistura de vira-lata com labrador, mas não tenho certeza, acredito que seja labrador pelo temperamento e aparência. Ela vai fazer três meses de idade e dois que está comigo. Mas está se tornando insuportável: Morde as pessoas (Principlamente a mim!), estou com as mãos, braços, pernas e pés cheios de marcas de arranhões. Eu mando ela parar, falo não, brigo, bato, já tentei de tudo e não adianta, ela não para de morder. Quanto mais eu digo não e a empurro, mais ela vem pra cima de mim pra morder. As pessoas da casa estão com medo de se aproximar. Ela é muito desobediente, hiperativa, morde tudo. Estou muito chateada e triste pois sempre tive vontade de ter um cachorro, e agora que tenho pela primeira vez na vida, o que era pra ser uma alegria está virando um problema. Não quero deixá-la no Zoonoses, quero ficar com ela, mas pelo jeito que as coisas estão ficará impossível conviver com ela. Por favor, peço encarecidamente que me dê uma orientação, pois quero muito ficar com ela, só penso em desistir realmente em último caso. Desde já agradeço. Vanessa Carvalho

Vanessa, realmente os filhotes podem nos dar muito trabalho, e realmente possuem estes comportamentos de morder, destruir e testar nossa liderança. Com um pouco de informação você vai aprender a lidar de maneira eficiente para conseguir lhe educar e ensinar o que pode ou não pode. Com relação as mordicas, experimente direcioná-las para brinquedos, ou seja esteja com eles sempre a mão, e mostre que optar pelo brinquedo gera uma grande brincadeira, porem se ela optar por morder o seu corpo ou mão, você pode dar um pequeno susto, como por exemplo sacudir uma lata com moedas, afim de tornar este comportamento associado com algo desagradável. Segue um link com mais dicas para lidar com este problema: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=102

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Prezado Dr. Pet
Temos duas gatas de sete meses, irmãs, já castradas. Acordamos nos dias úteis às 6h pra sair pro trabalho, nesses dias elas não incomodam nada. Porém, nos finais de semana e feriados, sempre poucos minutos após as 6h elas arranham a porta e miam para entrar no quarto para brincar, e nos poucos dias que temos pra acordar mais tarde temos que acordar às 6h também. Como podemos fazer pra que elas nos deixem dormir nos feriados e finais de semana? Não é comida nem água, sempre deixamos os potes cheios antes de dormir.
Desde já, muito Obrigado
Flavio Ferraz

Flavio, suas gatas estão demandando atenção dos donos nos horários que estão acostumadas. Primeiramente, no dia a dia, tente não recompensar os mesmos comportamentos que incomodam, ou seja, não atenda a vontade delas nos termos delas, providencie comida e atenção, quando elas estiverem calmas. No final de semana, quando começarem chamar atenção, utilize algo desagradável para inibir o comportamento, como pro exemplo uma borrifada de água, ou um susto com uma lata de moedas.

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Meu cão todo se morde,se lambe,até se automutilar,temos muita pena,já não sei o q ue fazer pois já recorrí há vários veterinários e o sangue está sempre bom. O que fazer? geniffer

Geniffer, seu cão pode estar sofrendo de um distúrbio do comportamento chamado: Dermatite psicogênica, e esta ocorrência significa que ele não está em condição ideal, com relação as sua necessidades comportamentais ou sob estresse. Este é um comportamento compulsivo e deve ser tratado por um profissional comportamental, junto a um veterinário, por favor, visto a gravidade da situação, busque ajuda o quanto antes. Segue um link com mais explicações de dicas para se lidar com o quadro: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=84

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Olá DR.Pet, sou Giselle tenho 14 anos não sei mais o que fazer com meu cachorro para ser sincera estou escrevendo e chorando, porque minha mãe quer da ele, o nome dele é Dudu ele tem 1 aninho, e é mestiço Poodle com Maltes, e agora depois de já adulto resolveu subir no sofá e urinar, todos os dias é a mesma coisa,apesar de eu e meu pai sairmos com ele 4 quatro vezes ao dia (Duas vez cada um) ele não para de teimar, e só faz o xixi no sofá quando todos estão em outro cômodo, e quando começamos a reclamar com ele, ele faz aquela cara de cachorro que sabe que aprontou. Sendo que ele não faz xixi em casa, somente no sofá. Ele ainda não cruzou, será que é por isso? Por favor, preciso de uma resposta, Obrigada ASS: Giselle Costa

Giselle, o fato de ele cruzar não modifica isso. Porem a castração pode ajudar a resolver os problemas de marcação, converse com seu veterinário. Com relação a treinos, você deve primeiramente começar a recompensá-lo por se aliviar no local correto, premiando ele com petiscos. Quando ele tiver certeza que existe um local adequado, você pode começar a trabalhar para que ele associe o fato de fazer xixi no sofá com algo desagradável, como por exemplo, um susto de uma lata com moedas chacoalhando. Segue um link com orientações e dicas para filhotes, mas que funciona para esta situação: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=66

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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!

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Por Equipe Cão Cidadão

agressividade 988x1024  Como lidar com um cão potencialmente agressivo?

A agressividade apresentada por cães é um assunto polêmico que, muitas vezes, gera discussões acaloradas e embasadas em pontos de vista errados, já que são poucas as pessoas que realmente entendem e sabem lidar com este comportamento.

E aqui não estamos falando apenas de agressividade apresentada por cães das raças tidas como “perigosas”. Evidentemente que um ataque de cães grande e que apresentam instinto aguçado de guarda ganham muita visibilidade, em razão da gravidade de muitas destas ocorrências.

Mas é muito, muito comum ouvirmos, no dia a dia de trabalho, inúmeros relatos de ataques de cães menores, tidos como dóceis animais de “colo”, mas que não deixam de apresentar este tipo de comportamento.

Agressividade é normal?

A agressividade é um comportamento que pode ser apresentado por qualquer cão, sendo considerado normal e instintivo em determinadas situações, como ataque a potenciais predadores, defesa de comida e território ou, ainda, proteção da ninhada.

Em relação aos cães de companhia que vivem em nossas casas, é importante saber identificar situações de agressividade, observando-se os sinais corporais do cão. Este cuidado, por si só, será muito útil para que se possa agir antes de qualquer ataque.

Controle e limites

Diante de qualquer sinal de agressividade, como, por exemplo, olhar fixo, orelhas para frente, pelos eriçados, rosnados, dentes à mostra, deve-se tomar a atitude correta visando interromper este comportamento. Jogar um estalinho no chão e falar um sonoro NÃO pode já ser suficiente para interromper qualquer ação posterior.

É muito importante destacar que não estamos aqui falando em agir com violência contra o cão em casos de agressividade. Violência gera violência e isto não é diferente quando se trata de nosso relacionamento com os peludos.

Por este motivo, inclusive, é muito importante não agir da mesma forma que o cão, utilizando suas expressões corporais, como pregam muitos comportamentalistas. Isto por que, diante de uma reação parecida, como rosnados e puxões na pele do pescoço, o cão pode demonstrar maior agressividade ainda e, assim, um ataque pode ter consequências desastrosas!

Reforço positivo

É importante também que o cão associe a aproximação de pessoas e animais a coisas positivas, como petiscos, brinquedos e carinho.

Com um treinamento realizado corretamente, perceberá que não precisa ser reativo a aproximações, já que as consequências são positivas.

Avaliar o perigo

De qualquer forma, para lidar com um cão potencialmente agressivo, o ideal é procurar ajuda de um profissional especializado em comportamento animal, que utilize o reforço positivo como técnica.

O trabalho a ser desenvolvido pelo especialista certamente auxiliará a família a conviver de forma mais harmônica com o cão, que é o grande objetivo de todos os que desejam tem um pet como companhia.

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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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Dúvidas sobre seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog.

Para saber mais sobre os serviços de adestramento e consultas comportamentais da Cão Cidadão, acesse o site www.caocidadao.com.br.

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Por Alexandre Rossi

cao chegada bebe Como os cachorros são criados e educados no Brasil?

Oi, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje eu tenho um recado muito especial!

A minha equipe da Cão Cidadão está realizando uma pesquisa muito importante, e eu gostaria de contar com a ajuda de vocês para conhecermos um pouco mais sobre a criação e educação dos cães no nosso país.

Vocês podem participar contando para gente um pouco sobre a vida dos cães de vocês. Basta clicar no link abaixo e responder o questionário, que leva só 1 ou 2 minutinhos para ser preenchido.

Pesquisa: como os cães são criados e educados no Brasil?

Valeu pela ajuda de todos! =)

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Por Equipe Cão Cidadão

Confiram agora as dúvidas de comportamento desta semana, respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.

Lembrando que nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!

Bom dia Dr. Pet.
Tenho quatro cachorrosvira-lata com pastor alemão.
O mais velho tem 13 anos, a fêmea castrada tem três e os dois filhotes machos um ano. O grande problema está sendo passear com eles. Saímos com dois de cada vez, os dois que vão saem puxando pela ansiedade e os que ficam fazem o maior escândalo. Choram, latem e acabam incomodando muito. Por isso evitamos sair com eles, mais sabemos que eles precisam e pedem. O que eu faço? Poderia me ajudar? Já tentamos distrair os que ficam com ossinhos... Mas nada adiantou. Grata pela atenção.
Ana Paula Lemos

Ana, o melhor é sair com um de cada vez. Para diminuir a ansiedade tente acostumar os cães a ficarem separados dentro de casa, daí uma situação de passeio deve ser menos estressante. Com relação às saídas para rua, vá com um de cada vez, assim terá mais condições de fazer os treinos que deixo aqui disponíveis neste link: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=96, boa sorte.

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Bom dia Dr. Pet!
Gostaria de um auxilio, tenho um cão da raça Dascshund, ele não gosta de ficar sozinho, eu saio pela manhã para trabalhar e só retorno à noite. Ao me ver sair ele chora, late desesperado por horas até se acalmar quando alguém aparece. Gostaria de saber como lidar com essa situação, isso tem causado muito estresse principalmente pra ele. Já pensei em dar ele pra alguém que possa fazer companhia a ele em maior tempo, mas não sei se seria o ideal. O que posso fazer ?
Neiva

Neiva, o cão é um animal muito social e é normal que não goste de ficar sozinho. Para isso devemos criar certa independência ainda quando estamos em casa, ele pode estar sofrendo de ansiedade de separação, e os treinos, dependendo do grau, podem ser complexos. Deixo um link com dicas para você colocar em prática: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=85

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Bom dia! Estou enfrentando um problema muito grande com o meu cachorro. Estou casada há sete meses e ganhei de presente de casamento um Fila Brasileiro que coloquei o nome de Duque, pois seu pai era Barão. É onde começam meus problemas. Eu amo cachorro, mas meu marido não tem paciência. O Duque é um filhote muito carente, adora estar perto das pessoas da casa, só que eu não eduquei como deveria, então ele sobe nas pessoas, mexe em tudo que não deve, destrói as minhas plantas emuitas outras coisas. Nós estamos colocando grama em casa e ele vai ter que ficar um mês preso no canil até a grama pegar e eu não concordo, pois estou percebendo que ele está se tornando um cão agressivo. Meu marido e a família me obrigam a bater nele para que me obedeça, mas não concordo com esse tipo de comportamento. Moro no interior de Goiás, a cidade chama Cidade de Goiás, que é Patrimônio da Humanidade, porém não consigo nenhum adestrador para me ajudar,  Em Goiânia não tenho referências para mandar ele. Tenho medo que o machuquem. Agradeço a sua atenção para resolver este problema e, indiretamente, estará resolvendo os problemas das minhas brigas com o meu marido. Grata.
Cristiane Machado

Cristiane, nossa metodologia ensina a melhorar o relacionamento e educar o cão através da valorização de atitudes positivas. Você pode conseguir uma liderança sem violência, deixo aqui um artigo que pode lhe dar argumentos para lidar com esta situação http://www.caocidadao.com.br/dicas_adestramento.php. Este outro link discute a questão da violência na educação. Espero ter ajudado: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=313.

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Olá Dr.Pet. Preciso viajar para as festas de fim de ano e vou de ônibus, umas duas horas de viagem. O que preciso levar para meu cãozinho? Fiz um passeio de carro com ele e ele odiou, vou tentar colocar ele dentro dessas caixas de transporte. Mas como FAZER ELE SE ACOSTUMAR? Tô com medo de ele não poder entrar no ônibus. Ele vai ter seis meses até lá e é um Beagle.
Vanisse

Vanisse, o treino da caixa de transporte ou da “casinha” é excelente nessas situações, pois  consiste em criar um ambiente em que o cão deve se sentir super seguro, mas para isso carece de um treino gradual, onde aos poucos, mostramos que a casinha é um local protegido, onde ele não tem o que se preocupar. Segue um link detalhando os procedimentos que deve fazer: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=309

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Tenho uma cadelinha de um ano e 10 meses, mestiça de Poodle com Shih-Tzu. Ela é muito carinhosa, superamiga de qualquer pessoa, mas quando está fazendo algo errado tipo comendo algo que não pode e vou tomar ela fica muito agressiva, chegando a avançar. Ontem ela chegou a atacar de fato a uma amiga, foi de leve, mas mordeu. Fico extremamente triste, não sei como lidar e acabei dando umas palmadinhas,  estou sem contato com ela. Gostaria de saber como lidar melhor com isso, será que ela compreende que não quero aproximação pelo erro que ela cometeu? Preciso de orientação, por favor!
Rose Oliveira

Rose, sua cadela está apresentando uma agressividade por posse, e enfrentá-la só fará aumentar. Na situação dela pegar algo que não pode, devemos primeiramente entender que perdemos o melhor momento de agir. O ideal seria dar uma bronca na tentativa, antes do cão e estar em posse, daí ela irá aprender a não interagir com determinados objetos. Agora, para sua cadela começar a confiar em você, quando ela estiver na posse de um brinquedinho, você deve se aproximar dela, dando e jogando petisco, para assim entender que sua aproximação só acrescenta coisas, e que ela não deve ficar desconfiada.

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Olá Dr. Pet. Tenho um cachorrinho vira lata de oito meses, moramos num lugar com terreno bem extenso e descobri que o meu cachorrinho Tedy está caçando pássaros mesmo tendo ração para comer. O que esta acontecendo com ele? O que posso fazer? Um abraço, Cesar Soares

Cesar, o instinto de caça não está totalmente relacionado ao fato de ele estar sendo alimentado corretamente. Esse instinto é comum e normal em muitos cães. Você pode direcionar essa vontade para uma brincadeira de bolinha, assim ele pode dar vazão a esta necessidade e ainda interagir com você, seu dono.

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Boa tarde Dr. Pet! Comprei uma filhote de Golden Retriever que está com dois meses de idade, e ela é muito levada e ativa. Temos uma outra cadela com quase 10 anos, da raça Rottweiler, que ficou cega depois de desenvolver uma doença autoimune. Ela é muito dócil e amável com todos aqui em casa; ela nunca mordeu nem avançou em nenhum outro animal ou pessoa. Nós tínhamos uma Labradora que tinha a mesma idade dela, mas que infelizmente foi atropelada e faleceu há cerca de um mês, as duas eram muito apegadas. O meu grande problema agora é socializar a Golden com a Rottweiler; tentei colocar a filhote perto dela para que ela pudesse cheirá-la, mas a Rottweiler rosnou para ela.Tentei outras vezes mas ela cheira um pouco, vira a cara e se afasta da filhotinha. Por enquanto a filhote está dentro da minha casa, mas daqui a três meses vou ter que colocá-la no quintal junto com a outra. O meu medo é da Rottweiler, que é enorme e muito forte, machuque a Golden. O que eu posso fazer para conseguir a socialização das duas e torná-las amigas?
Aguardo ansiosa por sua resposta.
Desde já agradeço muito a sua atenção.
Maria Eurydice

Maria, nesse momento é importante garantir que a sua filhote não perturbe sua Rottweiler idosa, pois isso pode gerar um acidente. A partir daí, você deve fazer associações positivas com as cadelas, ou seja, quando elas estão juntas ganham atenção, carinho e petiscos, e quando separadas perdem essas regalias. De qualquer maneira evite deixá-las sem supervisão até perceber que existe uma relação definida entre as duas, e enquanto a sua filhote não ganhar noções sociais, devemos garantir seu controle. Segue um link com dicas para apresentar um cão para o outro: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=89

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Olá Dr. Pet, eu gostaria de esclarecer uma dúvida: tenho uma filha de cinco anos que tem verdadeiro pavor de cachorro, e há pouco mais de um mês ganhei uma cachorrinha de porte pequeno, vira-lata, o que achei ótimo, pensando em fazer a socialização entre as duas. Mas não consegui até então. O senhor  poderia me passar alguma instrução correta sobre como fazer a minha filha perder o medo de cachorro?
Renata

Renata, primeiramente, sua filha deve confiar que você está no controle da situação, ou seja, coloque seu cão em uma guia e respeite o tempo que sua filha leva para ganhar confiança, ou para encostar e interagir com o cão. Acredito que um psicólogo possa dar mais dicas de como lidar com essa situação de maneira mais adequada. Com relação ao cão, comece educando para que não morda ou pule, e interaja com a boca apenas com os brinquedos.  Segue um link com dicas: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=102

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Olá, Dr. Pet.  Eu adotei uma vira-lata há mais ou menos quatro meses e moro em um apartamento. Gostaria muito que ela fizesse suas necessidades na rua, porém ela passeia todos os dias pela manhã e no final da tarde, mas só faz as suas necessidades quando chega em casa. Como posso mudar isso?
Obrigada.
Maria Cecília

Maria, sua cadela deve se sentir insegura para fazer suas necessidades na rua, tente levá-la para um local mais tranquilo, com cheiro de outros cães, como uma praça vazia por exemplo. Você deve começar a recompensar as necessidades que ela faz em casa com petiscos, para assim entender que esta é uma atitude legal, e com isso criar até um comando – “faz xixi”. Na rua tente se aproveitar disso, e dê o mesmo comando.  Outra solução é levar seu tapetinho ou jornal à rua, assim ela pode fazer uma associação melhor do que deve fazer.

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Minha cachorrinha, uma Poodle, teve vários donos e agora por último está conosco. Porém sofre de vários problemas difíceis de suportar. Quando está com um que lhe dá carinho não aceita a aproximação de outra pessoa, chega até a rosnar com os dentes à vista, como se fosse morder. Quando sozinha, uiva muito alto e com longa duração. Mas quando sozinha, só comigo, não existe cachorrinha melhor.
Confiante em sua capacidade e destreza aguardo conselho com muita gratidão.
Ana Luiza de Souza Alchimim

Ana, pelo que entendi sua Poodle está defendendo a pessoa que está com ela, reagindo com agressividade a quem se aproxima. Para modificar essa situação devemos mostrar liderança, no sentido de passar ao cão confiança de que temos o controle da situação e que a aproximação de pessoas deve ser algo apreciado e interessante. Peça para que as pessoas cheguem perto com petiscos: se sua Poodle demonstrar agressividade, dê um pequeno susto com um barulho (como uma latinha com moedas ou uma borrifada de água no rosto), para mostrar que este não é um comportamento legal. Com isso, ela deve entender que você controla o que acontece e que pessoas se aproximando sempre trazem coisas boas!

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Por Equipe Cão Cidadão

drpet ensina 682x1024 Espaço do Filhote: ensinando comandos básicos

foto: Waldarez da Silva Telhe

Chegamos hoje no último capítulo do Espaço do Filhote. Passamos nas últimas semanas pelos principais assuntos relacionados aos primeiros dias do filhote em casa, num guia sobre as principais dúvidas para os donos de primeira viagem. Ensinamos como escolher um filhote, como preparar a casa, como evitar o choro, necessidades, como evitar mordidas, preparando para passeios, veterinário, banho, como acostumar com carro e como fazer a sociabilização. Agora chegou uma hora bem divertida: ensinar comandos! Isso mesmo! Muitas pessoas têm certo preconceito, achando que os comando são apenas truques e que ensiná-los é dispensável. Na verdade o adestramento é uma importante ferramenta para melhorar a comunicação entre dono e cachorro. Além de permitir o dono desenvolver uma boa liderança, fundamenta para evitar alguns tipos de problemas comportamentais.

O adestramento deve começar assim que seu filhote chega em casa. Como falamos anteriormente, você deve usar a recompensa para reforçar o bom comportamento. Não tenha presa, e também não se frustre se estiver tento dificuldades. Lembre-se que não adianta nada gritar ou bater no animal, as primeiras lições devem ser divertidas e prazerosas para ambas as partes.

Aí vão algumas dicas para ensinar alguns comandos básicos de obediência:

Senta

Coloque a mão acima do focinho do cão segurando um petisco, e faça o movimento em direção a traseira do animal, nesta hora o cão terá que olhar para cima, para poder continuar vendo o petisco, o cão dará alguns passinhos para trás e ele acabará sentando para ficar em melhor posição. Assim que ele sentar, dê a recompensa. Repita o exercícios várias vezes e, ao poucos, se distancie do cão, de forma gradual, um passo de cada vez. Faça o mesmo movimento, sempre com uma recompensa. O mais importante é que você consiga fazer em que ele fique na posição do comando “senta” quando for entregar a recompensa, caso ele levante, não dê o petisco e faça mais uma vez.

Dá a pata

Parece muito complicado, mas não, o cão já tem esse comportamento de maneira instintiva. Isso porque, quando mamava, o filhote colocava as patinhas na tetinha da mãe, para então conseguir sugar o leite com mais facilidade. Desta forma segurando um petisco de frente com o focinho do cachorro já na posição do SENTA, deixe ele lamber, cheirar, mas não entregue a guloseima. Segure firmemente até que o filhote coloque a pata para poder “abrir” sua mão. Nesta hora entregue o petisco a ele. Se o cãozinho tiver muita dificuldade, segure o petisco e incline um pouco sua mão para o lado direito ou esquerdo, (bem devagar). Repita o exercício algumas vezes, e lembre de entregar a recompensa na hora certa.

Fica

Este comando exige muita paciência e tempo, já que os cães gostam de ficar próximo de nós, mas também não é difícil. Coloque seu animal ma posição SENTA e fique de frente para o filhote, com a mão espalmada, “sinal de pare” fale para ele “FICA” e entregue a recompensa. Mais uma vez, fale “FICA”, espere dois segundos e recompense. De forma gradual, vá aumentando os segundos do FICA, você pode mudar também seu posicionamento, falar “FICA”, dar um passo para trás e voltar e entregar a ele o petisco. Dois passos, três passos, e assim por diante... O importante não é brigar com seu animal caso ele saia da posição. Muitos cães ficam muito ansiosos para correr em direção do dono. Ignore o erro, não recompense, volte e comece de novo.

Vem

Este comando é bem fácil! Diga “VEM” e mostre a recompensa. Quando o filhote estiver próximo, dê a ele o petisco. Repita o exercício em diversas situações. O mais importante é você não usar este comando para dar bronca no cachorro, quando ele faz coisa errada. Pois quando você der o comando ele vai preferir se esconder de você. Se você já tem esse costume, procure outra palavra como “AQUI” , “JUNTO” ou o nome do cão. Melhor avisar todos que moram na sua casa também, para não confundir seu animal. Mostre ao seu filhote que, se ele atender o seu pedido, ele será recompensado e ganhará atenção, carinhos e petiscos.

Comece todos os treinos em lugares neutros, e ao poucos vá diversificando os locais... Comece em casa, depois tente em cômodos diferentes, no quintal. Quando o cãozinho já estiver respondendo bem aos comando, passe a fazer os treinos e locais com bastante estímulos, como no parque. Mas lembre-se: mesmo treinando o animal, sempre que estiver na rua deixe o cão com coleira e na guia para evitar acidentes.

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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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Por Equipe Cão Cidadão

cao compulsao 1024x615 O que é compulsão canina?

Hoje em dia, fazemos tudo para tornar a vida de nosso cãozinho a melhor possível. E, algumas vezes, notamos comportamentos “estranhos” no nosso animal de estimação, como: correr atrás do rabo, latir excessivamente, lamber o pelo, caminhar de um lado para outro no quintal, andar em círculo, entre outros. Aí, surgem várias perguntas: por que o cãozinho está tendo esse comportamento? Será que é normal? Como devo proceder?

Esses comportamentos podem fazer parte do repertório do cão. Porém, se aparecerem de forma repetitiva e sem finalidade, pode ser caracterizado como um comportamento compulsivo. O problema acontece por um desequilíbrio de moléculas químicas cerebrais.

O comportamento compulsivo está relacionado, na maioria das vezes, com estresse, ansiedade ou frustração de acordo com o ambiente em que o cachorro vive e as pessoas com quem convive. Por exemplo: você está acostumado a ficar o dia inteiro com seu cãozinho e certo dia precisa viajar ou deixá-lo sozinho por muito tempo. Essa situação é estressante e frustrante, porque o cão não está acostumado a ficar tanto tempo sozinho, sem nenhum tipo de interação; também fica ansioso por esperar a chegada do dono a qualquer momento.

Essa condição pode levar a um comportamento repetitivo e sem finalidade, que serve como válvula de escape no momento, como lamber a pata. É um comportamento “estranho” que, se prolongado, tornar-se uma compulsão que pode ser agravada. Por isso, é muito importante acostumarmos nosso cão às mais diversas situações, por exemplo ficar sozinho por um período, aos barulhos, à presença de outros animais, pessoas... Tudo para prevenir o estresse nessas situações. Temos que ter muito cuidado para não reforçar tal comportamento repetitivo, como acariciar e falar com o animal, mesmo que dando bronca, chamá-lo com um brinquedo. O correto é ignorá-lo, fazer algum barulho que o incomode ou se afastar.

Alguns cães tem uma pré-disposição genética para desenvolver esse distúrbio. Um cachorro que tenha sofrido uma lesão na pata, lambe o ferimento naturalmente como uma forma de aliviar a dor e trazer bem estar, assim como pode lamber outros locais fora a ferida original em busca de sensação de alivio.

Então, como vimos a compulsão pode ser iniciada por um fator estressante de uma doença, ou pode ser causa inicial de uma segunda doença, por exemplo lambedura devido ao tédio.

Outra consideração importante, é saber como perceber e cuidar do problema compulsivo. Às vezes, observamos nosso cãozinho se lambendo e achamos que é um problema emocional ou devido à alguma ferida na pele, mas devemos tomar cuidado com essa avaliação. A abordagem correta para enfrentarmos distúrbios compulsivos é cercá-los por todos os lados, logo que se perceba o mais leve sinal. Não devemos apenas dar importância para os sinais visíveis. Se o animal está se lambendo, leve-o em um veterinário especializado em problema de pele, mas também consulte um clínico para avaliar a possibilidade de compulsão.

Um tratamento completo para compulsão inclui medicação para corrigir diretamente o problema de desequilíbrio químico dos neurotransmissores; modificação do comportamento a fim de redirecioná-lo para outro menos lesivo, como por exemplo direcionar o lambida na pata para uma almofada; enriquecimento ambiental utilizando garrafas pet e caixinhas com comida dentro ou esconder petiscos pela casa; exercícios físicos e passeios; terapias complementares e dieta suplementar.

Com todas essas informações, fique mais atento com o comportamento do seu pet, para prevenir ou ajudar na melhora, caso ocorra um problema compulsivo.

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Texto: Rodrigo Caldarelli (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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