11 Nov as 19h08
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
Confiram agora as dúvidas de comportamento desta semana, respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.
Lembrando que nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!
Bom dia Dr. Pet.
Tenho quatro cachorros,vira-lata com pastor alemão.
O mais velho tem 13 anos a fêmea castrada tem 3 e os dois filhotes machos 1 ano.
O Grande problema está sendo passear com eles.Saímos com dois de cada vez, os dois que vão saem puxando pela ansiedade e os que ficam fazem o maior escândalo. Choram , latem e acaba incomodando muito. Por isso evitamos sair com eles, mais sabemos que eles precisam e pedem. O que eu faço? Poderia me ajudar? Já tentamos distrair os que ficam com ossinhos...mais nada adiantou.
Grata pela atenção.
Ana Paula Lemos
Ana, o melhor é sair com um de cada vez. Para diminuir a ansiedade tente acostumar os cães a ficarem separados dentro de casa, daí uma situação de passeio deve ser menos estressante. Com relação as saídas para rua, vá com um de cada vez, assim terá mais condições de fazer os treinos que deixo aqui disponível neste link: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=96, boa sorte.
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Bom dia Dr Pet!
Gostaria de um auxilio,tenho um cao da raça Dascshund, ele nao gosta de ficar sozinho, eu saio pela manha para trabalhar e so retorno a noite, ao me ver sair ele chora, late desesperado, por horas ate se acalmar qdo alguem aparece, gostaria de saber como lidar com essa situaçao, isso tem causado muito estresse principalmente pra ele. Ja pensei em dar ele pra alguem que possa fazer companhia a ele em maior tempo, mas nao sei se seria o ideal, o que posso fazer ?
Neiva
Neiva, o cão é um animal muito social e é normal que não gosta de ficar sozinho. Para isso devemos criar uma certa independência ainda quando estamos em casa, ele pode estar sofrendo de ansiedade de separação, e os treinos, dependendo do grau, podem ser complexos, deixo um link com dicas para você colocar em pratica: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=85
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Bom dia!!! Estou enfrentando um problema muito grande com o meu cachorro.Estou casada a 7 meses e ganhei de presente de casamento um Fila Brasileiro que coloquei o nome de Duque,pois seu pai era Barão.É onde começa meus problemas.Eu amo cachorro,mas meu marido não tem paciência.O Duque é um filhote muito carente adora estar perto das pessoas da casa,só que eu não eduquei como deveria,então ele sobe nas pessoas, mexe em tudo que não deve, destrói as minhas plantas,e...muitas outras coisas.Nos estamos colocando grama em casa e ele vai ter que ficar 1 mês preso no canil até a grama pegar, e eu não concordo pois estou percebendo que ele está tornando um cão agressivo.Meu marido e a família me obriga a bater nele para que me obedecer,mas não concordo com esse tipo de comportamento.Moro no interior de Goiás,a cidade chama Cidade de Goiás, que é Patrimônio da Humanidade,porém não consigo nenhum adestrador para me ajudar,,em Goiânia não tenho referencias para mandar ele.Tenho medo que machuquem.Agradeço a sua atenção para resolver este problema e indiretamente estará resolvendo os problemas das minhas brigas com o meu marido.Grata.
Cristiane Machado
Cristiane, nossa metodologia ensina a melhorar o relacionamento e educar o cão através da valorização de atitudes positivas. Você pode conseguir uma liderança sem violência, deixo aqui um artigo que pode lhe dar argumentos para lidar com esta situação http://www.caocidadao.com.br/dicas_adestramento.php. Este outro link discute a questão da violência na educação, espero ter ajudado: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=313.
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Olá DR.Pet. preciso viajar para as festas de fim de ano e vou de onibus umas duas horas de viagem..o que preciso levar para meu caozinho? fiz um passeio de carro com ele e ele odiou vou tentar colocar ele dentro dessas caixas de transporte. Mas como FAZER ELE SE ACOSTUMAR?to com medo de ele nao poder entrar no onibus. ele vai ter 6 meses até lá é um beagle.
vanisse
Vanisse, o treino da caixa de transporte ou da “casinha” é excelente nessas situações, pose e consiste em criar um ambiente em que o cão deve se sentir super seguro, mas para isso carece de um treino gradual, onde aos poucos, mostramos que a casinha e um local protegido , onde ele não tem o que se preocupar. Segue um link detalhando os procedimentos que deve fazer: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=309
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Tenho uma cadelinha de 1 ano e 10 meses, mestiça de pudlle com shih-tzu, ela é muito carinhosa, super amiga de qualquer pessoa, mas quando está fazendo algo errado tipo comendo algo q não pode e vou tomar ela fica muito agressiva, chegando a avançar, ontem ela chegou a atacar de fato a uma amiga, foi de leve mas mordeu. Fico extremamente triste não sei como lidar, acabei dando umas palmadinhas e estou sem contato com ela, gostaria de saber como lidar melhor com isso, será que ela compreende que não quero aproximação pelo erro que ela cometeu? Preciso de orientação por favor!
Rose Oliveira
Rose, sua cadela está apresentando uma agressividade por posse, e enfrentar ela só fará aumentar. Na situação dela pegar algo que não pode, devemos primeiramente entender que perdemos o melhor momento de agir, o ideal seria dar uma bronca na tentativa, antes do cão e estar em posso, daí ela ira aprender a não interagir com determinados objetos. Agora, para sua cadela começar a confiar em você, quando ela estiver na posse de um brinquedinho, você deve se aproximar dela, dando e jogando petisco, para assim entender que sua aproximação só acrescenta coisas, e que ela não deve ficar desconfiada.
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Olá Dr Pet, tenho um cachorrinho vira lata de 8 meses, moramos num lugar com terreno bem extenso,descobri que o meu cachorrinho tedy está caçando passaros mesmo tenho ração para comer. o que esta acontecendo com ele? o que posso fazer? um abraço. cesar Soares
Cesar, o instinto de caça não está totalmente relacionado ao fato de ele estar sendo alimentado corretamente. Este instinto é comum e normal em muitos cães. Você pode direcionar essa vontade para uma brincadeira de bolinha, assim ele pode dar vazão a esta necessidade e ainda interagir com você, seu dono.
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Boa tarde Dr Pet!!Comprei uma filhote de Golden Retriever, que está com 2 meses de idade, ela é muito levada e ativa.Temos uma outra cadela com quase 10 anos, da raça rottweiler, que ficou cega depois de desenvolver uma doença auto-imune.Ela é muito dócil e amável com todos aqui em casa; ela nunca mordeu nem avançou em nenhum outro animal ou pessoa.Nós tinhamos uma labradora que tinha a mesma idade dela mas que infelizmente foi atropelada e faleceu ha cerca de 1mês, as duas eram muito apegadas.O meu grande problema agora é socializar a golgen com a rottweiler;tentei colocar a filhote perto dela p que ela pudesse cheirá-la, mas a rottweiler rosnou p ela.Tentei outras vezes mas ela cheira um pouco ,vira a cara e se afasta da filhotinha.Por equanto a filhote está dentro da minha casa, mas daqui a três meses vou ter que colocá-la no quintal junto com a outra. O meu medo é da rottweiler,que é enorme e muito forte, machuque a golden.O que eu posso fazer para conseguir a socialização das duas e torná-las amigas.
Aguardo ansiosa por sua resposta.
Desde já agradeço muito a sua atenção.
Maria Eurydice
Maria, nesse momento é importante garantir que a sua filhote não perturbe sua rottweiler idosa, pois isso pode gerar um acidente. A partir daí, você deve fazer associações positivas com as cadelas, ou seja, quando elas estão juntas ganham atenção, carinho e petiscos,e quando separadas perdem essas regalias. De qualquer maneira evite deixá-las sem supervisão ate perceber que existe uma relação definida entre as duas, e enquanto a sua filhota não ganhar noções sociais, devemos garantir seu controle. Segue um link com dicas para apresentar um cão para o outro: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=89
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Olá Drº Pet, eu gostaria de esclarecer uma dúvida: Tenho uma filha de 5 anos que tem verdadeiro pavor de cachorro, e à pouco mais de 1 mês ganhei uma cachorrinha de porte pequeno, vira-lata, o que achei ótimo pensando em fazer a socialização entre as duas. Mas não consegui até então. O Srº pode mi passar alguma instrução correta sobre como fazer a minha filha perder o medo de cachorro.
Renata
Renata, primeiramente, sua filha deve confiar que você está no controle da situação, ou seja, coloque seu cão em uma guia, e respeite o tempo que sua filha leva para ganhar confiança, e para encostar ou interagir com o cão. Acredito que um psicólogo possa dar mais dicas de como lidar com esta situação de maneira mais adequada. Com relação ao cão, comece educando para que não morda ou pule, e interaja com a boca apenas com os brinquedos, segue um link com dicas: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=102
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Olá, Dr. Pet, eu adotei uma vira lata a mais ou menos 4 meses e moro em um apartamento. Gostaria muito q ela fizesse suas necessidades na rua, porém ela passeia todos os dias pela manhã e no final da tarde, mas só faz as suas necessidades quando chega em casa. Como posso mudar isso?
Obrigada.
Maria Cecília
Maria, sua cadela deve se sentir insegura para fazer suas necessidades na rua, tente levá-la para um local mais tranquilo, com cheiro de outros cães, como uma praça vazia por exemplo. Você deve começar a recompensar as necessidades que ela faz em casa com petiscos, para assim entender que esta é uma atitude legal, e com isso criar ate um comando – “faz xixi”. Na rua tente se aproveitar disso, e dê o mesmo comando, outra é levar seu tapetinho ou jornal na rua, assim ela pode fazer uma associação melhor do que deve fazer.
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Minha cachorrinha,uma podle, teve vários donos e agora por ultimo está conosco.Porém sofre varios problemas difícieis de suportar.Quando está com um que lhe dá carinho não aceita a aproximação de outra pessoa,chega até a rosnar com os dentes à vista, como se fosse morder.Quando sozinha uiva muito alto e de longa duração. Quando sozinha só comigo não existe cachorrinha melhor.
Confiante em sua capacidade e destreza aguardo conselho com muita gratidão.
Ana Luiza de Souza Alchimim
Ana, pelo que entendi sua Poodle está defendendo a pessoa que esta com ela, reagindo com agressividade a quem se aproxima. Para modificar esta situação devemos mostrar liderança, no sentido de passar ao cão, confiança de que temos o controle da situação e que a aproximação de pessoas deve ser algo apreciado e interessante. Peça para que as pessoas cheguem perto com petiscos, se sua poodle demonstrar agressividade, de um pequeno susto com uma barulho (como uma latinha com moedas, ou uma borrifada de água no rosto), para mostrar que este não é um comportamento legal. Com isso, ela deve entender que você controla o que acontece e que pessoas se aproximando sempre trazem coisas boas!
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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog! Bom feriado a todos!
10 Nov as 17h10
Espaço do Filhote: sociabilizando o filhote com outros cães
Por Equipe Cão Cidadão
Semana passada, falamos aqui no Espaço do Filhote sobre a sociabilização do filhote com objetos, cheiros, barulhos e pessoas... Mas uma apresentação muito importante também deve ser realizada: a sociabilização do filhote com outros cães.
No caso desses encontros, é necessário uma dose extra de paciência e manter a segurança acima de tudo, com um controle dos animais. É claro, que você precisa levar em consideração todas as vacinas necessárias do seu filhote, para poder sair com segurança sem ter a preocupação de contrair uma doença.
Se você já tiver um cachorro em sua casa, e vai trazer um filhote, comece a preparar a chegada do novo cachorro com antecedência. Preparar um cômodo com caminha, os potes de água e ração, etc... Uma maneira muito eficaz em fazer isso é para garantir que cada animal tenha seu próprio espaço. Não tenha pressa alguma. Alguns filhotes levam sustos quando outro cão se aproxima, mesmo que intenção seja para brincar. No começo você pode esfregar um pano no seu filhote, “para pegar seu cheiro”, e dar para o outro cão cheirar e vice-versa. Os cães se identificam uns aos outros, principalmente através do olfato. Conhecer o cheiro com antecedência facilita o primeiro encontro.
Para evitar situações de medo e desconforto é melhor ter controle do cão mais velho, principalmente se ele for agitado, até que o filhote chegue perto dele por conta própria e o investigue perdendo o medo. Uma forma segura é colocar os dois cachorros na guia (você pode ver artigos de como escolher a guia certa para seu animal aqui no próprio blog!). O importante é dar atenção para os dois cachorros. Recompense com petiscos, fale com eles, elogie o bom comportamento. Só deixe os dois interagirem livremente quando perceber que nenhum sinal de risco. Você pode aumentar gradualmente o período do treino a cada dia.
Neste período, você também pode começar um trabalho do sociabilização com sons, objetos, pessoas, e lugares diferentes, quanto mais exposições a novas experiências seu filhote tiver, serão mais resistentes a novas situações, faça tudo isso com muita calma e quando seu filhote já tiver tomado todas as vacinas e já poder “pisar” na rua, é hora de conhecer outros cães.
Nesta etapa, você vai gastar um certo tempo levando seu filhote para o parque, para socializar com outros cães de todos tamanhos e idade e manter a forma certa de se comportar perto de outros cães. Faça de forma gradual, tome cuidado com situações para não assustá-lo, brinque com seu cachorro, se aproxime aos poucos, não se esqueça da recompensa, biscoitos, brinquedos, algo que o cachorro goste muito! Pergunte aos donos de outros cães se o animal deles é sociáveis antes dos cães se encontrarem! Um trauma nessa fase pode causar traumas no animal e desencadear problemas de comportamento como medo excessivo e agressividade por medo.
No Espaço do Filhote da próxima semana, confira mais dicas legais para cuidar do seu filhote! Até lá!
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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Dúvidas sobre seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
9 Nov as 13h29
Cães têm depressão?
Por Equipe Cão Cidadão
Nos humanos, a depressão pode se manifestar de formas diferentes. Os sintomas mais comuns são tristeza, perda de prazer nas atividades do cotidiano, fadiga, mudanças no apetite, entre outros. Essa doença pode ser gerada por uma perda, devido a disputas interpessoais, mudanças na vida ou rotina, etc. E quando é diagnosticada, é logo tratada com antidepressivos e sessões de terapia.
Mas, será que existe depressão canina? Como ela se manifesta? E como tratar?
Os cães têm emoções e, assim como os humanos, podem ter depressão.
Durante muito tempo ignorou-se que o cão podia sofrer de depressão. Qualquer diminuição voluntária de atividade era atribuída ao envelhecimento, ou outro tipo de doença, uma vez que a dor provoca desconforto físico, afetando seu humor e seu estado emocional. Hoje sabemos que há outras causas que podem levar o cão a este quadro. Uma delas pode ser de origem genética.
Mas a causa mais comum da depressão canina pode estar ligada a dois fatores: estresse e ansiedade de separação. O estresse ocorre quando o animal é exposto a situações desagradáveis, seja de forma crônica ou traumática, como um choque emocional, mudança drástica na rotina ou de casa. Um animal atropelado, por exemplo, pode apresentar depressão não só pela dor física, mas também devido ao estresse gerado nessas situações.
Já os cães com ansiedade de separação, podem exibir sinais de grande agitação, como latidos excessivos, cumprimento exagerado quando o dono volta para casa, fazer suas necessidades por toda casa quando estiver só, ou então, exibir os sintomas da depressão. Isto ocorre, pois cães são sociáveis e gostam muito da companhia de outras pessoas, de fazer longos passeios, e interagir com outros animais. Durante toda a sua vida formam vínculos com outros seres. Quando um cão possui, por exemplo, uma relação muito próxima com um membro da família, ele pode ficar ansioso quando subitamente perde o acesso a esta pessoa. Situações como alteração no esquema de trabalho, novo bebê na família, confinamento, ou viagem após um longo período juntos tentem a desencadear a depressão no cão.
Como principais sintomas temos a falta de interesse pelas atividades rotineiras, como comer, beber, passear e brincar, dificuldades em executar funções biológicas, falta de apetite e busca por cantos da casa para se isolar. Um cão depressivo se torna um ser apático, inativo, que não se interessa por nada que o rodeia, manifestando um estado de angústia permanente.
Uma das formas de se tratar a depressão canina é proporcionar ao cão motivação, através de atenção e carinho, dessensibilização e habituação gradual do animal a separação do proprietário e mudanças em geral, enriquecer o ambiente do animal com brinquedos e distrações, e através de exercícios diários. A depressão canina pode ainda ser tratada através de antidepressivos, prescritos por um profissional. O tratamento também pode ser feito através do uso de remédios homeopáticos e Florais de Bach.
Por isso, é imprescindível a qualquer sinal diferente no cão, consultar um médico veterinário de sua confiança para um diagnóstico do caso.
É importante lembrar que uma depressão muitas vezes pode ser evitada quando proporcionamos ao cão, desde cedo, atividades saudáveis e frequentes, e adotando posturas coerentes ao seu bem estar.
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Texto: Isabel Habrich (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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7 Nov as 12h30
Ataques de Cães
Por Alexandre Rossi
Quando acontecem ataques de cães contra pessoas, uma antiga discussão sempre vem à tona: afinal, quem são os responsáveis pelo acidente?
Existem muitas questões que cercam este assunto: são animais que sofreram maus tratos e passaram a atacar? São raças agressivas? São cachorros que não foram educados corretamente?
Buscar por um culpado, sem antes fazer uma análise detalhada do problema, pode gerar soluções preconceituosas. Tais soluções, como a tentativa de proibir certas raças, por exemplo, costumam ser resultado da falta de conhecimento. Todos se acalmam, mas o problema não é resolvido de forma eficiente e correta.
Nos casos dos acidentes com cães, a questão é grave e complexa, pois muitas vezes o ataque pode ser fatal. No entanto, a maioria dos projetos de lei pensados para dar uma satisfação à população não levam em consideração fatores comportamentais importantes. Focar no extermínio de raças como uma solução simples para os ataques de cães é uma decisão totalmente equivocada!
Primeiramente, os proprietários precisam ser responsabilizados e educados. Muitas atitudes dos cães são reflexos do comportamento de seu dono e da criação que o animal recebe em casa.
Grande parte dos casos de ataques envolvendo cachorros ocorre após imprudências dos proprietários. Um dos exemplos mais comuns é o do cão que sai para a rua quando o portão é aberto para alguém sair com o carro. Dependendo da circunstância, um pedestre poderá ser atacado.
Toda pessoa que adquire um cão de porte médio ou grande precisa estar apta para criar. É algo que exige muita responsabilidade e disposição para educar corretamente o cão.
Quando digo cães grandes e médios, não significa que os pequenos não possam ser agressivos e atacar. É que no caso dos cachorros maiores, qualquer situação de ataque pode ser mais difícil de ser controlada.
E esqueça o mito de pit bulls superagressivos e labradores sempre bonzinhos. Nenhuma raça canina está livre de ter entre seus exemplares alguns agressivos. A variação de comportamento é muito grande em cada raça de cão, sendo que existem indivíduos extremamente mansos e dóceis em raças consideradas agressivas, como rottweilers, e exemplares extremamente agressivos em raças consideradas comumente mais tranquilas, como goldens e shih-tzus. Levando isso em consideração, aquela ideia que algumas pessoas têm, de eliminar uma raça específica, vai por água abaixo.
Para evitar que o animal venha a desenvolver alguns tipos de agressividade, fazer uma sociabilização, preferencialmente do cão ainda filhote, e treinar a liderança do dono são duas ferramentas fundamentais. Aqui no blog, a minha equipe já escreveu vários artigos com dicas bem bacanas sobre estes dois treinos. No site da Cão Cidadão você também pode encontrar dois artigos que eu fiz sobre este tema: O que pode tornar o seu cão agressivo http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=128 e Lidando com o cão potencialmente perigoso http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=98.
Importante: notando qualquer sinal de agressividade em seu cachorro, procure um adestrador ou especialista em comportamento animal. A agressividade é um problema sério e que pode colocar em risco a segurança do dono, do animal e de terceiros. Por isso, conte sempre com a ajuda de um profissional. Grande parte dos problemas podem ser resolvidos com bastante treino e dedicação.
E lembre-se: ande sempre com coleira e guia, para ter controle do animal durante alguma emergência.
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Texto: Alexandre Rossi
5 Nov as 13h01
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
Confiram agora as dúvidas de comportamento desta semana, respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.
Lembrando que nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!
Há cerca de um mês comprei uma cadela Boxer que está atualmente com 4 meses, acontece que tínhamos um cão SRD com 2 anos e 8 meses e com a chegada dela a situação ficou insuportável, ele quer a todo custo cruzar com ela, ela não está no cio, mas ele fica tentando por todos de todo jeito, pela cabeça, pernas, costas, está muito feio,além de ser muito nojento, pois a cadela fica toda babada, tivemos que prendê-los, um de cada lado do quintal,mas, tanto ela quanto ele choram muito e estão incomodando a todos, por isso peço sua ajuda urgentemente. Desde já agradeço a atenção, na certeza de ser respondida em breve me despeço!!!
alice lucena
Alice, você deve assumir uma postura de líder nesta situação e mostrar que este tipo de comportamento não será tolerado. Porém, existem outras interações que são superaceitáveis e agradáveis, com uma brincadeira sem esta excitação. Isto pode ser reforçado com a sua participação e atenção nestes momentos. Nas situações que tiver que interromper seu cão, tente fazer isso borrifando água nele, por exemplo, assim este tipo de atitude será relacionada com algo desagradável.
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Dr.Pet,
Quero adquirir um filhote de bulldog francês para morar dentro de um apartamento mas ele ficará várias horas do dia sozinho pois eu e meu marido trabalhamos o dia todo. É possível de ter um cachorro nessas condições? Trabalhamos de manhã até a noite. O que podemos fazer?
Obrigada,
Camila Marques
Camila, os cães são animais muito sociais, e parte de suas necessidades estão no quesito companhia e interação. Não recomendo que adquira um cão que irá passar o dia inteiro sem companhia. Sugiro que procure animais mais independentes, como gatos.
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Olá Dr. Pet! Há cerca de 3 meses adotei uma gatinha linda, de aproximadamente 5 anos de idade. Ela é uma doçura, mas vem me tirando o sono. Acontece que de um mês pra cá ela passa boa parte da madrugada correndo atrás do próprio rabo e dando pequenas mordidnhas. Já verifiquei e hão há nenhum machucado. Acontece que como ela dorme na minha cama essa agitação dela me desperta e ninguém mais dorme! á tentei colocá-la em ouro cômodo da casa, mas é ainda pior, pois ela começa a chorar e arranhar a porta do quarto. O que eu devo fazer para que ela pare com essa função das madrugadas? Desde já agradeço.
Denise
Denise, sua cadela pode estar exibindo este comportamento para chamar sua atenção, e isto pode até evoluir para um comportamento compulsivo. Minha recomendação inicial é que tente interromper esta atitude com algo desagradável, que não seja relacionado com uma “atenção” sua, pois, muitas vezes, achamos que estamos dando uma bronquinha, mas acabamos reforçando o comportamento. Tente dar um susto chacolhando uma lata de moedas ou borrife um spray d’água nela. Caso isto não resolva, procure uma avaliação de um profissional para ir mais a fundo no diagnostico do comportamento.
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Boa tarde Dr. Pet. Tenho uma poodle de 11 anos e nunca fui de passear muito com ela na rua, até que um ano atrás eu resolvi mudar isso e comecei a passear com ela todos os dias. Ela é super obediente, me obedece em tudo, mas quando estamos na rua ela não pode ver outro cachorro que começa a latir e a querer ir pra cima do cachorro, independente do tamanho dele. Às vezes o cachorro não está nem ai pra ela mas ela late do mesmo jeito e só para quando o cachorro se distancia. No momento em que ela vê outro cachorro ela me ignora, para completamente de me ouvir. Já tentei varias formas de fazer com que ela não lata, como tentar acalmá-la e fazer com que preste atenção em mim antes dela ver o cachorro, jogar jato d’água pra que ela preste atenção em mim, incentivar dando petiscos quando ela fica calma e não late. Enfim, tentei algumas técnicas e por enquanto sem sucesso. Gostaria de sua ajuda, pois queria que o passeio fosse uma forma dela relaxar e curtir e não um motivo para se estressar. Obrigado.
Ivo
Ivo, aparentemente, você está agindo de maneira correta usando petiscos e tentando interromper a atenção dela quando vê outros cães. Porém, identifico uma questão importante: quando o estimulo é muito alto, fica mais difícil conseguirmos recompensar ou interromper comportamentos. Então, na sua situação, para ter sucesso com estas técnicas, você deve controlar a aproximação de outros cães e identificar as distâncias que eles deverão estar para você conseguir o sucesso desejado. A partir daí, iniciar um trabalho gradual de aproximação, sempre garantindo o sucesso.
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Dr. Pet,
Adotei 3 cachorros de rua: a mãe (Carlota) e dois filhotes (Bonifácio e Domitila). A cachorra deu cria no meio de uma praça pública e acabou sendo levada para um canil público. Estou tentando educá-los, mas vejo que com a mãe, apesar de ser super dócil, será mais dificil. Talvez pelo fato de ter sido moradora de rua ela fique desesperada quando vê comida e acaba nem deixando os filhotes comerem. Como devo fazer? Outra coisa: minha casa tem um grande espaço para os cães, mas eu gostaria de limitar o espaço das suas necessidades. Como faço? Além disso, minha intenção é castrá-los, principalmente porque tenho um casal. Qual a idade recomendada? Não sei qual a idade da mãe, mas tambem gostaria de castrá-la, o senhor recomenda?
Obrigada e parabéns.
Patricia
Patricia, para trabalhar a educação da mãe, você deve iniciar os treinos em locais com poucos estímulos, onde ela possa se concentrar em você, e assim começar a troca da obediência com os petiscos. A ansiedade pode dificultar o treinamento, mas isto tente a melhorar com o decorrer dos trinos, no sentido de desenvolver a concentração do cão. Se sentir muitas dificuldades contrate algumas aulas de um profissional para uma melhor orientação neste início. Para direcionar as necessidades a um local adequado, você deve levar os cães de tempos em tempos para este locar e recompensar com petiscos quando se aliviarem. Em momentos que não estiver supervisionado, eles devem ficar em um local “neutro”, onde será preparado para eles permanecerem. Deixo um link com mais dicas para este ensinamento: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=119
Em relação à castração, somos a favor pelos diversos benefícios. Porém, é importante você tirar estas dúvidas com um veterinário de sua confiança.
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tenho dois coellhos uma femea e um macho o macho esta arrancando o pelo da femea oque fasso?????
Grato, João
João, verifique se seus coelhos estão em ambientes adequados e se possuem objetos para serem roídos. Também peço que os leve a um veterinário para analisar a possibilidade de algum problema clínico envolvido. Se as opções forem descartadas, tente interromper o comportamento com um susto ou um spray d’água.
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Oi Dr. Pet. Tudo bem? Me ajuda pelo amor de Deus! Estou passando uma dificuldade, e não sei mais o que fazer. Tenho uma gatinha vira lata de 3 anos e decidi adotar outra que está com +- 3 meses pois costumamos viajar e eu não acho justo deixar a mais velha sozinha, só que a gata mais velha nem chega perto da mais nova, só fica de longe mostrando os dentes e rosnando. Até em mim está avançando, nem me deixa mais fazer carinho nela. Estou deixando ela mais tempo trancada dentro do meu quarto, pois estou com muito medo de ela matar a mais nova. E ela não para de rosnar enquanto me levanto com o chinelo na mão. Ela nunca teve um conportamento nem parecido com esse. Percebo que ela está muito extressada, quero saber o que devo fazer pois não quero me desfazer da gata mais nova por causa de um ciume. Só quero que elas convivam bem. Vou ficar doida! E estou com medo desse estress prejudicar a saúde dela. Obrigada. E até mais.
Milena Coelho da Silva
Milena, é muito comum este tipo de situação acontecer, e é preciso fazer uma adaptação para que suas gatas passem a gostar ou tolerar a presença da outra. Para isso, você deve agir da seguinte forma: iInicialmente, quando não estiver supervisionado deixe-as separadas mesmo. Quando puder treinar siga estas orientações: passe uma toalha em uma das gatas e depois impregne a outra com o cheiro dela, repita isso para que elas sintam o cheiro dela própria na outra gata, isso dará uma sensação de que elas já se conhecem, pois estão sentindo seu próprio cheiro na outra gata, assim como elas marcam as pessoas e objetos da casa. Na apresentação, deixe-as em grande distância, e dê um alimento bem gostoso, próprio para gatos. Assim iremos começar a mostrar que a presença da outra gata é legal. Vamos diminuir esta distância, gradualmente, sempre usando como termômetro o apetite, ou seja, enquanto estiverem comento aparentemente está tudo bem. Caso uma das gatas parta em direção a outro, você pode borrifar um spray d’água a fim de interromper este comportamento. Seguindo isso você irá perceber que existe uma tolerância grande entre elas, e que os ataques irão diminuir até se extinguir.
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Olá, Dr. Alexandre! Tenho uma cadela Labrador, que, como todos da raça, é alegre, bagunceira, agitada, desajeitada, carinhosa e muito amorosa. Um amor de cachorrinha! Porém, temos grandes problemas também! Um deles é o escândalo que ela apronta para passear! Ela demonstra de forma veemente que quer passear, pula em nós, late muito alto e sem parar, principalmente quando calço o meu tênis de caminhada, mesmo sem o ver.De alguma forma ela fareja lá do quintal, ou escuta o barulho, de forma que, se eu tentar sair para uma caminhada sem ela, ninguém aguenta o escândalo! Por favor, Dr, ajude-nos! Obrigada desde já!
Ana
Ana, é muito comum os cães ficarem ansiosos antes de passear e, normalmente, recompensamos este comportamento com o próprio passeio. Para diminuir e controlar isso, faça o seguinte: primeiramente, mostre que nem sempre que calça o seu tênis, pega as caves ou coleira você vai passear. Faça isso algumas vezes por dia e não saia com ela. Assim ela começará a reagir com menos ansiedade quando tiver estas dicas que anteriormente significava o passeio. Outra recomendação é você ensine o comando de “fica” para ela e, quando estiver fazendo corretamente, comece a utilizá-lo nas situações do pré-passeio, antes de colocar a coleira. Isto deve mostrar pra ela que se quiser passear devera se controlar para que aconteça. Boa sorte!
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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!
4 Nov as 12h03
Espaço do Filhote: sociabilizando o cão com sons, objetos, pessoas e lugares diferentes
Por Equipe Cão Cidadão
A sociabilização é uma etapa muito importante que prepara o filhote para se relacionar com seu grupo e conseguir viver na sociedade. O período mais intenso é de seu nascimento até os três meses de idade. Nesta fase, o filhote está mais aberto a viver as novas experiência, sem receios e traumas.
Sociabilizar o filhote estimula os cincos sentidos: a exposição a barulhos diversos para a dessensibilização da audição, (ouvir, captar sons); a visão, (ver, observar contornos e formas); o olfato (identificar cheiros diversos); o paladar (sentir gostos diferentes) e o tato, (sentir os objetos, calor e frio), neste caso sentir o piso frio, mais quente, o gramado, o asfalto...
O treino deve envolver tantos objetos, situações e pessoas dos mais diferentes possíveis. Apresente seu novo filhote a uma grande variedade de indivíduos, incluindo idosos, crianças, homens, mulheres, pessoas de etnias diversas, pessoas com boné, com óculos, de barba, cadeirantes, pessoas que utilizam bengalas, pessoas usando patins, skate, etc... Quanto mais diversificado, menor a chance do cão se assustar ou ficar desconfiado e até agressivo (por medo) com algum específico de indivíduo.
É importante associar esta apresentação a coisas prazerosas, como carinhos e petiscos. O processo é bastante simples, mas requer tempo, pois deve ser feito gradativamente. Você deve preparar o filhote para lidar com novas experiências e desafios que inevitavelmente surgem ao longo da vida, de forma adequada e de forma gradual, sempre recompensando o bom comportamento. Comece aos poucos, com locais mais tranquilos. Depois leve seu cachorro para centro comerciais, parques e locais com muitas pessoas e muitas atividades.
Apresentar o cachorro a objetos também é superimportante! Caixas, cadeiras, bolsas, a caixa de transporte onde ele terá que ser transportado, vassouras, baldes e rodo, além de todos os objetos que ele irá conviver em casa. Os aparelhos que fazem ruídos altos, como liquidificador, batedeira e aspirador de pó também devem ser dessensibilizados... De forma gradual, ligue os aparelhos, sem assustar o cachorro. Enquanto o aparelho estiver ligado dê petiscos e brinquedos, e converse com seu animal. Você pode também levar seu filhote para dar uma volta de carro, quando o cão já tiver acostumado com o veículo – como já ensinamos aqui no Espaço do Filhote. Pare o carro e deixe ele ver o mundo passar através da janela para o cãozinho conhecer.
Incentive seu filhote a explorar e investigar o ambiente, apresente também novos sons e barulhos, fale com baixa, fale com uma voz grossa, ligar a televisão, um radio, etc... se seu animal mostrar algum sinal de medo, como por exemplo: você mora do lado de um estádio de futebol e seu cachorro mostrou sinal de medo, procure "gravar" o barulho dos fogos, e dos torcedores, e bem baixinho coloque para seu animal ouvir, brinque com ele, recompense, lembrando que devemos elogiar o animal pelo bom comportamento.
A sociabilização de um filhote de cachorro é um ingrediente essencial na construção do “vinculo” que você vai compartilhar com seu animal pra sempre. O tempo que você "gasta" hoje, com esse processo, será muito bem recompensado, pois uma sociabilização adequada pode ajudar e muito na prevenção de problemas comportamentais indesejados como latidos em excesso, mastigação de objetos, ansiedade de separação e agressividade.
No Espaço do Filhote da próxima semana, confira mais dicas para sociabilizar seu cãozinho com outros cães e animais! Não perca!
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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1 Nov as 17h28
Aproveitando os passeios com seu cão
Por Equipe Cão Cidadão
Além de fazer caminhadas regulares, levar seu cãozinho a parques e praças é uma ótima ideia e uma grande oportunidade para oferecer atividade física, brincadeiras e sociabilização com outros animais e pessoas. Porém, alguns detalhes devem ser observados para que o passeio com seu peludo seja tranquilo e divertido.
Antes de qualquer coisa, pense na segurança e faça seu passeio levando o pet com coleira e guia, fazendo com que o cão ande ao seu lado e obedeça a alguns comandos, recompensando com petiscos o bom comportamento. Evite ao máximo soltar seu cão da guia, especialmente em locais abertos. Porém, se você realmente quiser soltá-lo, dê preferência a lugares cercados e próprios para cachorros – os chamados “cachorródromos”. Mas lembre-se, ao soltar um cão da guia, o dono sempre assume algum risco de acidentes, pois por mais educado que o pet seja, não conseguimos controlar todos os estímulos do ambiente, como um trovão que cause um susto, um ratinho correndo como uma presa ou mesmo a chegada de um cão agressivo. Por isso, por via das dúvidas, use sempre coleira e guia.
Sociabilize seu cão para que não haja problemas com outros animais – acostume-o com os mais diversos tipos de cães, gatos, pessoas e objetos; permaneça com ele, usando coleira e guia, para apresentar esses estímulos, até que o pet não apresente sinais de agressividade ou medo. Sempre recompense o bom comportamento, para que o cão associe outros cães e pessoas a coisas positivas.
Durante a brincadeira, observe a postura do seu cão e dos outros, tomando cuidado com possíveis sinais de agressividade, tanto de um como do outro. Brincadeiras podem até ser brutas, como rolar no chão, dar alguns latidos e até umas mordidas leves, mas rosnados, pêlos da nuca eriçados e comportamento de monta podem indicar o início de algum atrito. Portanto, fique esperto e esteja preparado para interromper a interação, se for necessário.
Evite passeios e exercícios em horários muito quentes, dando preferência para logo pela manhã ou no fim da tarde, e mesmo assim, leve sempre uma garrafinha d’água e chame regularmente seu cão para se refrescar durante a brincadeira. Tome cuidado especial com cães de focinho curto, como boxers, bulldogs ingleses e franceses, pugs e shih-tzus, pois eles têm mais dificuldade de se resfriar do que cães com focinhos mais alongados.
Aproveite o passeio e faça também alguns comandos ao ar livre com seu amigo, como vem, senta, deita, dá a pata, entre outros. Apesar de parques e praças serem locais cheios de cores, cheiros, sons e estímulos diferentes, o maior estímulo e foco do seu cão deve ser sempre você.
Levando em conta essas dicas, com certeza você e seu cão farão um ótimo programa e aproveitarão muito o tempo juntos, com segurança e muita diversão!
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Texto: Juliana Yuri (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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