22 Fev as 10h34
Os benefícios da Sociabilização
Por Equipe Cão Cidadão
A sociabilização é um assunto muito importante, e sobre o qual as pessoas normalmente não têm conhecimento. Este procedimento consiste em apresentar ao cão coisas com as quais ele vai conviver durante toda sua vida. Cães que não são devidamente sociabilizados podem desenvolver comportamentos compulsivos, ansiedade, agressividade, dificuldade de aprendizado e reações inadequadas a novos estímulos.
Janela do aprendizado
E existe um período ideal para sociabilizar o filhote: ele começa aos 50 dias e idade e se estende apenas até o 85º dia. Nesse momento, cérebro do cãozinho já está devidamente desenvolvido para aprendizado, e é a melhor hora de apresentar ao cão cheiros diferentes, barulhos, outros animais e humanos, crianças, objetos da casa, ou seja, inúmeros fatores e situações que, se deixarmos para apresentar mais tarde, pode ser que o cão não reaja da mesma maneira e acabe por sentir medo ou desconfiança.
Alguns especialistas em comportamento chamam esse período de “janela” de aprendizado”, pois dura apenas um mês e depois se fecha, impedindo que o cão viva as situações da mesma maneira. Após essa fase, o cérebro se modifica e prepara o animal para situações as quais não se familiarizou como uma forma de perigo, sendo que esses momentos poderiam ser vivenciados antes, se sociabilizados, como algo normal, como o som de um aspirador ou de um liquidificador, por exemplo.
No entanto, não podemos deixar de levar em conta que nessa época o cão ainda não tomou todas as vacinas... Logo, temos que colocar na balança o quanto é adequado expor o cão sem que o coloquemos em risco. Por exemplo, podemos levar o cão para dar uma volta de carro, o que já é suficiente o apresentará a sons de motos, caminhões e cheiros diversos da rua sem que o coloquemos em risco. Apresentá-lo a outros animais, só se eles estiverem vacinados e com saúde. Uma volta com o cachorro no shopping, com ele em seu colo, pode ser ótimo para encontrar pessoas diferentes, sem colocá-lo em perigo de contrair doenças. É preciso lembrar que ao considerar estas exposições estamos assumindo um risco e devemos sempre procurar orientações de um profissional para tomar determinadas atitudes.
É também muito importante que durante a sociabilização que os estímulos não causem sensações desagradáveis ao animal. Por exemplo: se vamos apresentar um gato ao filhote, é necessário que o bichano também já tenha sido sociabilizado e que aja de maneira que não assuste o cão. Se ocorrer uma experiência assustadora, como unhadas ou perseguição, o cão pode acabar se traumatizando, o que é o contrário do que queremos.
E cães adultos?
A sociabilização de cães adultos é um pouco diferente... Na verdade, ela pode ser considerada mais como uma dessenssibilização, já que o animal já possui traumas e manias que desenvolveu por não ter sido apresentado à determinada situação no período correto. Nestes casos, é preciso um pouco mais de paciência e, se possível, contar com a ajuda de um especialista em comportamento animal para auxiliar no processo.
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Texto: Daniel Svevo (consultor de comportamento da Equipe Cão Cidadão)
Revisão e Edição: Alex Candido
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29 Jan as 13h20
Dicas para montar o banheirinho do seu gato
Por Equipe Cão Cidadão
Conforme falamos na semana passada, aí vão algumas dicas para montar o banheiro do seu gatinho em casa.
Como os gatos têm o hábito de enterrar seus excrementos, a melhor opção de banheiro para eles são as caixas higiênicas com substrato. Existem diversas opções no mercado: caixas fechadas, abertas, com areia, pedrinhas ou outros tipos de substratos... O ideal é testar vários tipos e observar qual o bichano prefere.
É importante também testar lugares diferentes para colocar a caixa de areia, lembrando que o melhor é deixá-la em um local seguro e tranquilo, por exemplo, longe de portas ou de passagem de pessoas. Imagine que desagradável levar um susto, com uma porta batendo, enquanto faz um xixizinho...
O banheirinho também deve ser colocado longe das vasilhas de água e ração, e do local onde o bichano dorme. E se tiver cães em casa, procure colocar as caixas do felino em lugares mais altos, onde o cachorro não consiga xeretar.
Caixas? Sim! A recomendação é oferecer uma caixa higiênica a mais que o número de gatos que vivem na casa. Por exemplo: um gato deve ter duas caixinhas, dois felinos devem ter três caixinhas, assim por diante... Desse modo, sempre haverá um banheirinho por perto, e o gato mais dominante não inibirá os demais a utilizarem o local. Isso porque, quando há mais de um bichano vivendo juntos, um pode começar a controlar o território do outro. Por isso, é recomendável também colocar cada caixinha em locais distantes. Assim, o felino mais tímido sempre poderá se aliviar tranquilamente sem o gato mandão por perto.
No entanto, há aqueles bichanos mais teimosos que determinam o local de preferência. Se esse for o caso, comece colocando a caixinha de areia ali no lugar onde ele escolheu e vá, aos poucos, deslocando-a para um local mais adequado.
E lembre-se que as caixas higiênicas devem ser limpas com frequência, pois alguns gatos simplesmente não usam caixas sujas!
Montar o banheiro do gato parece até um jogo de estratégia, mas dessa forma garantimos que nossos bichanos se sintam confortáveis para fazer suas necessidades, e fiquem saudáveis e aliviados.
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Texto: Alida Gerger (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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15 Jan as 20h10
O cão e a chegada do bebê
O cão tem um papel fundamental nos lares atuais. É muito comum as pessoas considerarem seus cachorros como membros da família, ou mesmo como filhos. Mas a chegada de um bebê humano modifica totalmente a rotina da casa, e muitas vezes o tempo e atenção dedicada ao cão diminui drasticamente. Isso é normal, pois uma criança pequena exige muitos cuidados, mas é fundamental que o animal não associe a presença do novo morador da casa com a perda de carinho e espaço.
Para tanto, é necessário preparamos o cão antes de o bebê chegar, pois mudanças bruscas podem ser traumáticas. Estes treinos podem ser iniciados pelo menos algumas semanas antes da data prevista para a vinda da criança. Faça o seguinte:
• Diminua, gradualmente, a atenção que antes era dispensada ao cachorro. Acostume-o a pequenas frustrações, pois ele não terá mais todo tempo disponível. Assim, tente ignorar algumas vezes em que o cão vier pedir carinho. Dessa forma, ele já estará preparado para quando essas recusas realmente acontecerem, no caso em que a pessoa estiver com o nenê no colo, por exemplo. Além disso, ele não irá associar a perda de atenção e carinho com a chegada do bebê;
• Muitos cães possuem livre acesso a todos os cômodos da casa. Porém, com a chegada do bebê, muitos donos optam por não deixar o cachorro ter acesso ao quarto do bebê. Então, devemos acostumar o animal a ter este limite algum tempo antes da chegada da criança. Dessa forma, ele não irá associar a vinda do novo morador com a perda repentina de espaço.
Após a chegada da criança, é muito importante dar continuidade ao treino. Como evitamos associações negativas, este é o momento de criarmos associações positivas. Isto é, o cão deve associar o bebê com coisas legais e prazerosas:
• É interessante separar alguns panos, passá-los no nenê, e colocá-los nos locais onde o cão descansa, brinca e se alimenta – na caminha, perto de alguns brinquedos e debaixo do pote de comida, por exemplo. Assim, o cachorro tende a associar o cheiro do bebê com coisas prazerosas da sua rotina;
• É muito comum, quando a pessoa está com a criança no colo, não dê atenção ao cão, ou mesmo grite com ele para que saia de perto. Ao invés de ignorar o cachorro ou mandá-lo embora toda vez que estiverem com o bebê, façam exatamente o contrário. Enquanto uma pessoa segura o nenê, outra oferece petiscos, carinho e atenção ao cachorro, para que ele entenda que, sempre que a criança está por perto, ele ganha muitas coisas legais, e participa da brincadeira.
Seguindo este treino, seu cão provavelmente irá começar a gostar da presença do novo membro da família, e continuará sentindo-se amado como antes.
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Texto: Caroline Serratto (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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12 Jan as 14h48
O que é o Catnip?
Por Equipe Cão Cidadão
O catnip, também conhecido como “erva do gato”, é uma planta medicinal e aromática da família da hortelã. Já foi usado como medicamento e repelente de insetos, mas caiu em desuso por existirem substâncias com efeitos mais confiáveis. O odor desta planta mantém a maioria dos felinos entretidos, num misto de euforia, êxtase e atordoamento.
O produto pode ser encontrado em lojas especializadas em pets na forma da folha seca moída, aerossol ou como recheio de almofadas e brinquedos para gatos. Seu principal uso é o enriquecimento ambiental, criando uma atividade que entretenha e exercite um bichano preguiçoso, ou atraia o felino para perto da caminha e dos arranhadores, incentivando seu uso.
A substância ativa presente no catnip é o nepetalactone – um óleo essencial que é obtido pela destilação a vapor da planta. Embora alguns gatos mastiguem o catnip, seu mecanismo de ação é apenas olfativo. Seu efeito dura entre dez a quinze minutos.
Ao se aproximar do catnip os bichanos começam a cheirar, mastigar, ingerir, esfregar o queixo e rolar em movimentos típicos de um gato marcando território com seu cheiro. Estes comportamentos ajudam a liberar ainda mais os óleos voláteis presos na folha seca. Eles também podem miar, gemer, arranhar e morder, resultado do efeito da planta.
Muitas destas reações são similares ao comportamento dos felinos durante o cio, e algumas pessoas acreditam que o catnip tenha uma ação estimulante no comportamento sexual. Porém, a reação dos gatos é independente do sexo e do animal ter sido ou não castrado. Os filhotes são imunes aos seus efeitos do produto pelo menos até a idade de 3 a 4 meses.
Nem todos os gatos são sensíveis ao catnip, cerca de 80% dos gatos respondem ao cheiro da erva. Há um fator genético que influencia essa resposta, mas não há correlação com a raça ou a cor do animal. Se você tem mais de um bichano, é interessante testar o efeito em cada gato separadamente para depois ir juntando os animais. Alguns gatos podem ficar agitados e agressivos com o catnip e morder ou atacar os outros.
Uma boa notícia é que não há contra indicações ao uso do catnip. Ele não causa nenhum tipo de dependência nem crise de abstinência, e também não causa nenhum dano a saúde do animal.
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Texto e foto: Cláudia Terzian (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
9 Dez as 13h46
O que pode causar estresse nos gatos?
Por Equipe Cão Cidadão
Andar de carro, ir ao veterinário, ser contido para cortar as unhas, tomar banho, escovar o pelo, ou mesmo a chegada de visitas... Todas estas são situações típicas do dia-a-dia, mas que costumam deixar os gatos muito estressados.
Socialização
O primeiro passo para que estas situações não se tornem um problema é a socialização, que deve acontecer quando o animal ainda é filhote, entre três e sete semanas de idade. Apresente ao filhote, pessoas, outros animais, barulhos, faça passeios, sempre associando estas interações com alguma recompensa para o gato, seja uma brincadeira, carinho ou um petisco. Acostume o bichano a andar de carro. Tome sempre com muito cuidado para que o felino não tenha nenhum susto ou desconforto. Assim, conforme ele for crescendo estas situações não serão tão assustadoras.
Nos gatos já adultos o processo é mais lento, mas também é possível fazer esse treino, como uma forma de dessensibilização destes momentos com o bichano.
Uso da caixa de transporte
O treino para o uso da caixa de transporte também é muito útil, para quando os gatos precisarem ser transportados. Esse treinamento deve ser iniciado dentro de casa, com a caixa com a porta aberta, e sempre associada a recompensas. A caixa nunca deve ser usada como um castigo para o animal não criar nenhum trauma de entrar nela.
Acostumar o gato à caixa traz também outras vantagens, pois além do transporte, quando o felino estiver em um lugar estranho, a caixa se torna um local de refúgio para onde o bichano pode correr e se sentir seguro e protegido.
Medo de visitas
E para muitos gatos a simples chegada de uma visita já é motivo para se esconder. Ao expor seu gato a situações novas respeite os limites do animal. Se ele se esconde com a chegada de uma visita, não tente tirá-lo a força do seu esconderijo. Se um felino demonstrar agressividade ao ser pego no colo, procure soltá-lo rapidamente, antes que ele fique agressivo.
Evite também dar broncas muito diretas, que podem piorar os quadros de medo e de agressividade.
E lembre-se sempre de premiar o gato quando que ele se comportar bem.
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Texto: Cláudia Terzian (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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8 Dez as 14h29
Pasquale, o papagaio que não cansa de bicar!
Por Equipe Cão Cidadão
O Pasquale é um lindo Papagaio do Congo que convive há três meses com o dono, Rochester Salatino, e várias outras pessoas. A intenção do dono é que o Pasquale se torne mais dócil e de fácil manejo, acostumado com pessoas, inclusive crianças pequenas.
Mas não é esta a realidade que Rochester vem enfrentando, já que o papagaio sempre acaba dando doloridas bicadas em todos que tentam chegar perto dele...
O motivo das bicadas
A explicação para o comportamento do Pasquale é simples, como bem salientou o Dr. Pet quando de seu primeiro encontro com Rochester: aves em geral são bastante sensíveis, e especificamente os papagaios usam o bico para “testar” a firmeza do local onde vão pisar. Ora, se a mão ou dedo de uma pessoa que tenta pegá-lo mostra-se instável, ele bica ainda mais forte e o comportamento vai sendo cada vez mais reforçado!
Técnica do terromoto e uso da luva
E a técnica para conter este comportamento é bastante simples: basta mostrar à ave que o local onde ela está pisando é ainda mais instável que o dedo da pessoa! E como fazer isso? Inicialmente, utilizando um poleiro onde a ave estará inicialmente, que deve ser girado rapidamente cada vez que o papagaio hesitar ou tentar bicar as pessoas. Assim, concluirá que o dedo da pessoa é uma superfície segura, onde se sentirá bem.
Mas uma questão foi muito bem notada, após alguns treinos, inclusive com crianças: se a pessoa fica com medo de ser bicada e tira a mão ao ser tocada com o bico, de nada adiantará o treinamento, pois Pasquale continuará achando que conseguir “afastar o perigo” com o bico.
Por este motivo, Dr. Pet também sugeriu a utilização de uma luva de material grosso (também pode ser uma luva de falcoaria), para manuseio do Pasquale, já que tal utensílio dá mais segurança àqueles que manuseiam o papagaio.
Teste Final
Após uma semana de treinos bem divertidos com Pasquale, o Dr. Pet voltou para verificar como a linda ave estava se comportando.
E qual não foi sua surpresa ao constatar que Rochester estava conseguindo até fazer carinhos na cabeça de Pasquale, sem qualquer sinal de receio por parte deste! Além disso, pegá-lo estava, realmente, muito mais fácil, pois o papagaio não mais se mostrava tão receoso diante das mãos que o manuseavam.
E várias crianças foram convocadas para interagir com Pasquale, que se mostrou muito receptivo, até porque acabava ganhando apetitosos petiscos de seus novos amigos! E o melhor: não mostrou-se inseguro em nenhum momento, não tentando bicar qualquer das crianças!
A nota do Dr. Pet para o desempenho do Pasquale não poderia ser outra: um gratificante 10!!
Resumão
Papagaios devem ser manuseados com bastante cuidado, pois são sensíveis e podem tornar-se medrosos. Bicam tudo antes de pisar, para verificar se a superfície é firme. Assim, acabam bicando as mãos das pessoas.
Para evitar bicadas doloridas, indica-se a utilização da “técnica do terremoto”, onde o local onde a ave está é balançado, para que ela seja encorajada a ir para o outro local.
Luvas grossas ajudam o treino, pois permitem que as pessoas sintam-se mais seguras, ao saber que não serão machucadas graças a esta proteção.
Nunca é demais lembrar que animais silvestres, exóticos ou selvagens só podem ser adquiridos com a devida autorização do IBAMA e devem ser mantidos e tratados com o zelo e cuidados adequados à espécie.
Enquanto isso: nos bastidores....
Durante as gravações deste episódio, várias pessoas, especialmente no início do treinamento – inclusive o próprio Dr. Pet – acabaram tomando algumas bicadas do desconfiado Pasquale!
A Estopinha, dedicada ajudante do Dr. Pet, não resistiu à tentação e, ao ser solicitada a levar um poleiro para o “pai” utilizar, acabou desviando do caminho para ir brincar com vários “amigos caninos” que a observavam atrás de uma cerca!
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Texto: Cassia R. C. dos Santos
Fotos: Denise Falck
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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3 Dez as 17h41
Como ensinar o cão a fazer xixi no lugar correto?
Por Equipe Cão Cidadão
Seu novo cãozinho chegou em casa e depois de alguns minutos lá está ele.... fazendo xixi no tapete! Muitos donos acham que esfregar o focinho do cachorro no xixi é a melhor forma de resolver a situação. Esqueça! Isso não funciona, e ainda pode trazer problemas futuros. Ele não aprende desta forma! E além de tudo, você pode estar dando ao cão exatamente o que ele quer: a sua atenção!
O treino deve começar cedo, logo quando o filhote chegar em sua casa. Não é difícil, mas requer calma e paciência. Para isso temos que colocar uma rotina, levar o cão várias vezes ao local apropriado, assim que ele acordar, depois de comer, antes de dormir. Temos que estimular que ele use o lugar correto.
O local onde ele deve fazer suas necessidades deve ser um lugar de fácil acesso, e longe da caminha e das vasilhas de água e ração. Forre a área apropriada com bastante jornal e, com o tempo, vá reduzindo o espaço. Uma outra opção, aceita e aprovadas por muitas pessoas, é o uso de tapetes higiênicos – encontrados em petshops. Eles absorvem melhor a urina e tem um cheirinho que estimula os filhotes fazerem as necessidades ali.
Quando o cachorro fizer o xixi no lugar certo, fale com ele: "Xixi, muito bem!!! Xixi! Isso, xixi!!!" E logo que o cão terminar de fazer as necessidades, dê a ele um delicioso petisco, para que ele associe que, cada vez que usa o lugar certo para fazer xixi, ele recebe uma recompensa. Neste exato momento, o animal também estará recebendo sua atenção e ficará feliz com isso. Faça este procedimento várias vezes.
Importante: não esqueça que, o cão pode errar, então não fique bravo! E lembre-se que, se você usar violência para repreender seu cachorro, você pode ocasionar sérios problemas, como por exemplo, o cão ter medo de fazer suas necessidades na sua frente. Se isso acontecer, ele vai fazer em lugares escondidos e longe de você...
Outra coisa que pode acontecer, é o cachorro passar a errar de propósito, porque sabe que assim ele consegue a sua atenção. Por isso, cuidado com as suas reações!
Evite também limpar o xixi na frente do cão. E, durante a limpeza, use um neutralizador de ambientes. Este é um produto especial para eliminar o cheiro de urina – e pode ser encontrado em petshops.
RESUMO DAS DICAS:
• Definir o local correto e não deixar o pote de alimento, caminha ou brinquedos nesta área.
• Seguir uma rotina e deixar claro o que é certo.
• No começo, colocar vários locais como "banheiros" para o cão e ir reduzindo aos poucos.
• Recompensar quando ele acertar o local.
• Não dar bronca e não limpar o xixi na frente dele.
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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