Por Equipe Cão Cidadão
O Blog do Dr. Pet está inaugurando, hoje, uma nova seção para tirar todas as dúvidas dos donos de primeira viagem, que estão pensando em adquirir um novo cachorro. Aqui traremos dicas que poderão ajudar na escolha do animal, na preparação da casa e nos primeiros dias do cãozinho em casa. É o Espaço do Filhote.
Comecemos, então, pela escolha... Está pensando em trazer um filhote para casa? Neste caso, você precisa considerar vários fatores antes de escolher o cachorro ideal, que melhor se adapte ao seu estilo de vida.
Hoje em dia, existem diversas raças de cães com tamanhos, características e temperamentos diferentes. É preciso, antes de mais nada, saber o que você procura em um cão: se é para guarda e proteção ou para companhia.
Há vários fatores que devem ser levados em conta antes de escolher um cão.
Considere o seu espaço: avalie se ele é adequado para manter um animal de estimação. Se você mora em um apartamento, é preciso levar o cachorro mais vezes para passear. Se você mora em casa, ela deve ser cercada para que o animal não fuja.
Avalie também sua programação e quanto tempo você fica em casa. Tenha em mente seus horários de trabalho e a rotina das pessoas que vivem na casa. Se o cão terá companhia o dia todo, ou precisará ficar sozinho durante muito tempo. Tudo isso deve ser considerado. Alguns cães, por exemplo, são mais independentes que outros.
Além disso, existem raças que precisam de mais atividade que outras. Se você gosta de fazer longas caminhadas, um yorkshire não é uma boa opção. Da mesma forma que se você curte ficar mais em casa, vendo televisão, um border collie ou um labrador podem exigir muito mais atenção, pois têm muita energia para gastar... Grande ou pequeno, todos os cães precisam de exercício para a saúde física e mental. A falta de caminhadas diárias e a falta de companhia podem tornar o cão hiperativo e destruidor, propenso a desenvolver comportamentos inadequados, desde a destruição de móveis, sapatos, plantas, como também latir, chorar, e até fazer xixi no lugar errado.
Analise todas as opções, não tenha pressa, converse com amigos, veterinários, criadores de cães e treinadores para descobrir qual raça é a melhor para você. É sempre bom ter um conhecimento básico de cães antes de começar a procurar seu filhote. Considere também a adoção, que além de trazer vantagens, como o cão com o temperamento já formado, também é uma importante função social.
Na próxima semana, não perca aqui no Espaço do Filhote, dicas para preparar a casa para a chegada do novo morador! Até lá!
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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30 Ago as 06h10
Mitos e verdades sobre a castração
Por Equipe Cão Cidadão
A castração é um assunto bastante discutido atualmente por todos aqueles que convivem com cães.
E, no que se refere a este tema, amplos debates já foram travados, estudos realizados e já não restam mais dúvidas de que promover a castração de animais de estimação é a medida mais eficaz para evitar abandono e maus-tratos a cães e gatos, pois evita o nascimento de inúmeros filhotes quem, em grande parte das vezes, acabam não encontrando um lar...
Mas, mesmo assim, falar sobre castração ainda traz a tona alguns mitos que precisam ser esclarecidos:
O cão castrado sofre por não poder mais acasalar?
A cirurgia de castração extrai ovários, tubas uterinas e útero nas fêmeas, e testículos nos machos. O cão não sente qualquer pesar após a cirurgia; ele/ela simplesmente não tem consciência do que aconteceu. Muito pelo contrário: como não mais estarão sujeitos aos efeitos dos hormônios circulantes, os cães passam a viver com mais tranquilidade, sem o inconveniente de estarem expostos aos instintos de procriação decorrentes dos hormônios.
O cão castrado engorda?
Não se pode culpar a castração pela obesidade dos cães! Na verdade, com a supressão dos hormônios, algumas atividades antes comuns, como buscar parceiros, marcar locais com urina e enfrentar possíveis “rivais”, não mais se fazem necessárias. Assim, cabe ao dono proporcionar ao cão outras atividades, para que este possa manter o mesmo ritmo de vida, sem também descuidar da alimentação.
A cirurgia é arriscada?
Médicos veterinários responsáveis realizam exames pré-operatórios nos cães e prezam pelos cuidados com anestesia e analgesia. É uma cirurgia simples em que, geralmente, os peludos voltam à ativa em poucos dias.
O cão deve cruzar ao menos uma vez antes de ser castrado?
Já está cientificamente comprovado que não existe qualquer relação entre o ato sexual e a boa saúde ou amadurecimento do cão. Na verdade, esperar pelo amadurecimento sexual pode, inclusive, trazer malefícios na relação dono-cão: o macho, ao aprender a marcar locais com urina levantando a perna, pode nunca mais perder este hábito adquirido, mesmo depois de castrado.
O cão castrado fica preguiçoso?
Não existe qualquer relação entre castração e letargia. Na verdade, se o cão engordar por falta de atividades, acabará ficando mais preguiçoso, pois tudo se tornará mais difícil. Além disso, os cães deixam de ser tão ativos à medida que envelhecem, mas as pessoas costumam associar este evento com a castração.
Finalmente, nunca é demais ressaltar os benefícios já efetivamente comprovados da castração:
- a castração realizada antes do completo amadurecimento sexual previne câncer de mama e de útero nas fêmeas, que ficam praticamente livres da chance de desenvolver essas doenças graves na velhice;
- a castração ajuda a evitar fugas, especialmente dos machos, que podem sentir o odor de uma fêmea no cio há dois quilômetros de distância;
- cadelas castradas não passam pelo inconveniente da gravidez psicológica (pseudociese), condição relativamente comum que as faz produzir leite e muitas vezes apresentar dor nas mamas neste período.
Assim, quando o assunto é castração, é muito importante deixar de lado falsas crenças, muitas vezes difundidas por gerações, e prezar, sim, pelo bem estar dos peludos!
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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26 Ago as 06h30
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
Confiram agora as dúvidas de comportamento desta semana, respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.
Lembrando que nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!
Olá, Estou com um problema com meu gatinho; ele é arisco e para levar à veterinária para a vacina anual tenho problemas. Ele não tem entrado na caixa de transporte. Onde eu posso comprar um peitoral com guia, especial para gatos? Não estou encontrando algo menos incômodo do que o de cães e mais seguro. Agradeço qualquer orientação. Julieta Saglauskas
Olá, Julieta. Normalmente, você encontra diversos tipos de colares nos pet shops, porém, aconselho que se faça um treino específico para tornar a caixa de transporte um local muito agradável, com sensação de toca. Se deixarmos de fazer uma adaptação e apenas utilizarmos a caixa em momentos de contenção, os animais passam a encarar a caixa como um castigo e é justamente o oposto que queremos criar. Segue um artigo que fala um pouco mais sobre esta ferramenta no caso, para cães, mas pode seguir as mesmas recomendações para seu gato: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=309
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Olá, tenho uma cachorra poodle de 15 anos,ela é super mimada e vive apenas dentro de casa,me ofereceram um cachorro para adoção e eu gostaria de adotá-lo,porém tenho medo da minha cachorra sentir ciumes,ficar doente e de até morrer.Isso realmente pode acontecer?Obrigada. Pri
Olá, Pri. Procure saber como sua poodle interage com outros cães. Os cães podem se estressar se não tomarmos cuidado nesta situação. Porém, esta apresentação e adaptação devem com cuidado e de forma gradual, respeitando os limites de cada cão e controlando-os para que não perturbem uns aos outros, para podemos ter grande sucesso. Deixo um link que esclarece melhor como você pode agir para apresentá-los: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=89
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Bom dia Dr. Pet, gostaria que me ajudasse na seguinte situação: adotei uma cachorrinha da rua, ela se parece com uma bassetzinha, rs é linda!!! Aparenta ter em torno de 1 ano e pouquinho, muito meiga, dócil e obediente, tirando que ja rasgou o sofá uma vez... mas gostaria de uma ajuda, porque fazem +/- 8 meses que estou com ela, e ela nunca faz xixi e nem coco dentro de casa, se fez foi uma ou 2 vezes, preciso sair com ela de manha e de tarde, mas eu trabalho o dia todo, e ela segura até eu chegar, deixo jornal e tudo, mas ela não faz... o que eu faço? Tenho medo dela ter algum problema mais pra frente. Quando chove, alem de nao fazer dentro de casa, nem na rua... rs. Obrigada. Renata Reinaldi
Renata, realmente não é legal que sua cadela fique segurando por tanto tempo o xixi. Para isso, você deve ensiná-la a fazer xixi sob comando na rua, recompensado o atitude com atenção, carinho e petiscos, e aos poucos conseguir dar este comando dentro de casa. Segue um link de um artigo que explica o passo a passo deste treino: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=127
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Olà doutor tenho um gato desde 3 meses chama Sid ,ele depois que eu fiquei gravida ele passou a fazer xixi na casa inteira pois moramos em apartamento ele fazia na caixinha de areia , assim que fiquei gravida nao faz mais xixi la só as fezes o que pode ser. Me ajuda por favor meu outro filho é apegado a ele. Obrigado e parabens. Larissa evelin
Larissa, seu gato pode estar demarcando o território com a urina. Converse com seu veterinário a respeito de castração. Ao mesmo tempo você pode aumentar o número e tipos de banheiros para o gato em sua casa, e ver se ele tem alguma preferência por tipo de substrato (areia), localização da caixa (fica perto de lugares barulhentos?), ou tipo de caixa (aberta ou fechada). Identificando isso o problema pode se resolver.
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Olá! Estou desesperada! Quero introduzir uma fêmea da raça Golden na minha casa e tenho um querido Lhasa. Só que ele é muito ciumento! Li as dicas já existentes no Blog.***Meu Lhasa adora brincar com bolinha. Como devo agir com relação a nova moradora? ***Li que os cães têm que se aproximar aos poucos. Então a nova amiga não pode vir morar de imediato na casa? Ou pode e tem que ser colocada em um lugar separado? ***O fator da raça Golden ser bem maior não gera um maior ciúme? Como devo agir? Vou ficar muitíssimo agradecida com a resposta! Isabela
Isabela, não se desespere. Essa graduação na apresentação vai variar conforme a reação e temperamento dos cães. De qualquer maneira, devemos ser prudentes. Se existe a chance de uma briga ou indisposição, devemos supervisionar as interações e não deixá-las no primeiro momento sozinhas. Segue um link de um artigo que mostra como fazer esta apresentação: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=89
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Olá Dr Pet e equipe Cão Cidadão. Tenho um filhote de SRD de 03 meses que é simplesmente impossível. Ele morde tudo e a todos, falamos com firmeza que não, o repreendemos constantemente e ele para na hora da reclamação mas parece que não entende e continua fazendo o que estava fazendo antes. Agora ele está começando a querer avançar em mim e em meus pais quando insistimos em repreendê-lo, e já estamos ficando um pouco assustados com a situação. Minhas dúvidas são as seguintes: Será que isso significa que ele terá um temperamento agressivo apesar de está sendo criado com o maior carinho? O que devo fazer para mudar essa situação? Muito obrigada desde já. Ceminha
Ceminha, seu filhote tem uma necessidade de interagir com objetos, por isso, é importante que ele tenha diversas coisas para morder e interagir. Não basta apenas darmos broncas. Se seu cão está avançando nesta situação, significa que esta bronca está muito pessoal. Tente utilizar como bronca um instrumento que de um pequeno susto, como uma lata com moedas. A bronca deve ser suficiente apenas para interromper o comportamento errado e um susto costuma funcionar.
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Olá! Meu nome é Lígia. Tenho duas cachorras, a Cristal (poodle) tem 10 anos e a Mel (lhasa apso) tem 7 anos. A Mel veio para minha casa quando era um filhote e ela e a Cristal sempre se deram bem. Só que a um mês atrás elas começaram a brigar e agora uma não pode ver a outra que a briga começa de machucar. Estamos deixando as duas separadas, mas não aguentamos mais essa situação. O que devemos fazer para elas pararem de brigar? Obrigada. Lígia
Lígia, neste caso é preciso identificar os gatilhos que podem gerar esta briga. Após isso temos condições de modificar esta situação trabalhando nossa liderança e mostrando que a presença dos cães é agradável nas situações que antes geravam estranhamento. Sugiro que procure um profissional para fazer esta avaliação e propor um treinamento.
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Dr. Pet, SOCORRO!
As minhas gatinhas estão me deixando doida! Tudo começou há duas semanas, quando resolvi adotar uma gatinha (aprox. 3 meses). Elá é maravilhosa, muito meiga, carinhosa e esperta, o problema é que eu já tinha uma gata (8 anos) que sempre foi a princesinha da casa, sempre cercada de mimos e atenção, que agora não aceita a pequenina de jeito nenhum. Já tentei instigar brincadeiras entre elas, as mantenho separadas praticamente o tempo todo, propiciando contato (fortemente monitorado) durante poucos momentos todos os dias e mesmo assim, a velhinha não quer saber de dividir espaço com a bebê, e essa por sua vez, nas últimas tentativas de contato, decidiu por bem também atacar a mais velha.
Já não sei mais o que fazer com elas! Por Favor, me ajude!
Desde já,obrigada!
Abraços,
Luma Carvalho Peixoto
Luma, as apresentações de gatos podem ser demoradas e é preciso de paciência mesmo. Não se desespere, pois você poderá contar com técnicas especificas para sua situação, segue um link de um artigo explicativo: http://www.caocidadao.com.br/artigos_gatos.php?id=48
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ola Dr.Pet boa tarde!
Tenho uma Dachshund femea de um ano, recentemente mudei para apartamento e ela nao suporta ficar sozinha late e chora muito alem de roer tdo eu acho ela muito ansiosa gostaria de saber oque faço para ela acostumar ficar sozinha no periodo em que eu estiver fora.
obrigado aguardo respostas
DANIELA PACHECO MARQUES
Olá, Daniela. Sua cadelinha pode estar sofrendo de ansiedade de separação. Este problema, normalmente, acontece com uma mudança brusca de rotina, e a relação do cão com o dono, geralmente, apresenta um vínculo muito forte. Os treinos vão no sentido de criar um ambiente muito agradável para o cão, quando tiver que ficar sozinho e de criar uma independência. Segue um link de um artigo com dicas para essa situação: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=85
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Oi Dr Pet, sou leitora recente do seu blog, mas infelizmente estou escrevendo tarde demais. Tínhamos em casa duas pinschers,mas ganhamos duas lhasas mestiças. Uma delas constantemente brigava com as pequenas pinschers. Uma delas, durante uma briga parece q teve um infarto ou algo parecido, como se tivesse morrido de tao nervosa. Desde esse dia, ficamos mais atenta a outra, pois ela já tinha 12 anos. Mas infelizmente, ontem eu nao consegui separar uma briga, e ela faleceu. Fiquei desesperada, tds aqui em casa choramos muito por ela ter morrido e estamos com raiva dessa cachorrinha lhasa. Ela alterna momentos de carinho com outros de agressividade (na hora do banho, qdo queremos tirá-la do sofá ou da cama...), enfim, nao sabemos mais o q fazer. Estamos sofrendo porque não soubemos educá-la. Parece que ela se acha a dona da casa...o estranho é q a outra lhasa é um doce. Enfim, ela tem 3 anos, o que podemos fazer por ela? Aguardo sua resposta, estou triste e ansiosa. Nia
Nia, sinto muito pelo que aconteceu. Infelizmente, em determinados momentos podem ocorrer estas fatalidades. De qualquer maneira, acho muito legal da parte de vocês buscarem ajuda para lidar de uma melhor maneira com sua cadela. Visto que ela aparentemente apresenta um comportamento agressivo quando contrariada, todos que convivem com ela devem estabelecer uma relação melhor de liderança, para isso criamos situações de limite e recompensamos a boa obediência. Aulas de adestramento podem ser uma ótima ferramenta. Sugiro que entre em contato com a nossa equipe através do (11) 3571.8138. Deixo também à disposição dois artigos que podem ajudá-los a melhorar a situação: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=118 e http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=98
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Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!
24 Ago as 16h04
O que são cães de trabalho?
Por Equipe Cão Cidadão
Os cães, desde há muito tempo, têm sido usados acompanhando o homem na caça, no pastoreio de rebanhos, na guarda da casa, nos exércitos. Estes “cães de trabalho” foram, ao longo de séculos, selecionados para serem, incansáveis e persistentes e muito atentos.
Atualmente, também se tornaram guias para cegos, ou companheiros que auxiliam portadores de outras deficiências como surdez ou paraplegia. Na medicina, atuam fazendo diagnósticos de câncer ou sendo adestrados para avisarem quando seus donos estão prestes a terem um ataque epilético.
Junto à polícia e ao exército, além da função tradicional, assumiram o farejamento de drogas e a busca e resgate de pessoas e corpos desaparecidos em catástrofes.
Cães-guia
Os cães que fazem o trabalho de guias de cegos são treinados por no mínimo um ano antes de serem entregues, e por mais um mês junto com o deficiente que o receberá, para adaptá-lo ao seu novo parceiro. No Brasil há poucos cães treinados para essa finalidade. Normalmente, o cão é entregue sem custos para quem o recebe. Durante a condução dos deficientes visuais, o cão deve ter a capacidade de discernir eventuais perigos devido a obstáculos suspensos, até desobedecendo a uma ordem dada pelo condutor, se esta o puser em risco, o que requer cães bem selecionados e com treinamento avançado.
Os cães não são capazes de distinguir cores como verde e vermelho, presentes no semáforo. Eles são treinados para observarem o fluxo da área a ser percorrida e realizar a ação desejada com segurança.
As raças mais utilizadas são o Labrador e o Golden Retriever. A escolha do filhote é muito importante, pode ser macho ou fêmea, mas deverá ser castrado. Deve ser meigo, mas não pode ser medroso e deve ser muito bem socializado. A ligação entre o cão e o cego é grande e o aspecto psicológico muito positivo.
Outro fator importante é a educação da comunidade. O cão guia durante o trabalho, não deve ser distraído. A legislação especifica que, estes cães, tem permissão para entrar em qualquer local público ou meio de transporte.
Os cães treinados para deficientes auditivos identificam a fonte do ruído e avisam seus donos. Eles são treinados para quatro sons básicos: telefone, interfone ou a campainha, despertador e o choro de um bebê. Também podem ser treinados para identificar outros sons como alarmes de incêndio, alarmes de forno, ou o apito de uma panela de pressão. Os cães que convivem com paraplégicos, podem ser treinados para fazer pequenas tarefas como acender e apagar a luz, buscar objetos ou abrir portas.
Cães farejadores
O trabalho com cães de resgate no Brasil é desenvolvido apenas nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em Santa Catarina, por exemplo, a Polícia Civil fornece cães treinados na busca de inúmeros tipos drogas, para as operações policiais. A maioria dos animais é treinada em corporações militares, como Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, desempenhando um papel fundamental na localização de pessoas desaparecidas em florestas, desabamentos e soterramentos, crianças perdidas, cadáveres, vítimas de afogamento ou avalanches, suspeitos de crimes ou fugitivos da polícia. Geralmente, as raças de trabalho como Golden Retrievers, Labradores, Pastores Alemães, Border Collies e Malinois são as mais utilizadas.
Cães de pastoreio
Há muitas raças de cães pastores, como o Collie, o Pastor de Sheatland, o Old English Sheepdog e o Pastor Alemão. No entanto, muitas delas foram usadas para guarda ou companhia e perderam muito de suas aptidões para o pastoreio. Atualmente as raças mais utilizadas são os Borders Collies, os Pastores Australianos e o Australian Catle Dog. A seleção genética destes, leva muito mais em conta, a aptidão e o potencial de trabalho dos reprodutores, do que os padrões estéticos da raça.
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Texto Claudia Terzian (adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão)
Revisão Alex Candido
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19 Ago as 14h27
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
A partir desta semana, as dúvidas enviadas pelos internautas no Consultório Pet serão respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.
Mais um vez, lembramos que a nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!
Olá Dr. Pet, preciso muito da sua ajuda: tenho duas gatas que tem acesso a todo o meu apto durante o dia, mas que, durante a noite, não deixo entrarem no meu quarto. De manhã cedo uma delas mia muito na porta do quarto (ela é muito carente – a outra nem liga). Já utilizei a técnica do aspirador e do borrifador de água, que funcionaram no começo, mas depois que ela passou a miar ainda mais alto quando eu repreendia ela de qualquer dos modos. O que eu posso fazer? OBS: tento não abrir a porta qdo ela tá miando muito ansiosa; quando abro a porta procuro não dar atenção; o motivo dos miados é só carência (não é fome nem sede). Muito obrigada pela ajuda. Maria Eliza
Olá Maria Eliza, abrir a porta, mesmo sem dar atenção, pode reforçar o comportamento que está te incomodando, pois a gata acaba tendo em sucesso na tentativa dela. Por exemplo, mesmo se dermos uma bronca e depois abrirmos a porta ela pode estar se sentindo recompensada, pois consegue o que deseja, e mesmo com uma bronca, isto pode valer a pena. Você está agindo certo, ou seja, usando uma bronca desvinculada da sua pessoa, o que deve ter acontecido é que sua gata não acha mais o som do aspirador muito chato. Sugiro que você dê outro susto, como por exemplo, prender uma lata de metal com moedas dentro em um cordão, que pode ser solto por você de dentro do quarto.
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Ola...Gostaria de obter dicas de como fazer meus dois gatos se acostumarem num novo lar, já que gatos não são muito adeptos a mudanças.
Tenho dois machos irmãos de uma mesma ninhada e desde pequenos são acostumados a andarem pela vizinhaça onde tem muitos lugares bons e tranquilos para tirar a soneca durante o dia.
Mas como colocamos a casa a venda e nao sabemos como sera na nova morada, desde já gostaria de ter umas dicas e cuidados que devo tomar para não perdê-los, amo muito eles.
Vocês poderiam me ajudar?
Desde já agradeço.
Luciana
Luciana, os gatos realmente podem se estressar quando encontram um ambiente desconhecido. Para minimizar o estresse e facilitar a adaptação eu sugiro que restrinja o ambiente no começo e aos pouco vá dando mais liberdade, por exemplo, nos dois primeiros dias, os mantenha dentro de um quarto, depois libere outros cômodos e em seguida a casa inteira, depois disso jardim e áreas externas. Assim damos tempo para eles se familiarizarem gradualmente com a nova casa.
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Dr. Pet Tenho um cão poodle, ele tem 3 meses. Estou tentando adestrá-lo em casa mesmo, mas um dos problemas é que se distrai facilmente e quando quando vou bricar com ele, ele só quer saber de morde, morde tudo, inclusive meu pé e minha mão. Já comprei ossinho, uns bichinhos, ja fiz barulho com lata cheira de moedas e até estalinho eu comprei e nada. Como educá-lo me ajude por favor. Alex
Alex, um filhote de 3 meses tem uma capacidade de concentração diferente de um cão adulto, por isso, é normal que se distraia facilmente. Tenha um pouco de paciência, pois isto pode melhorar. Em relação às mordidas, faz parte de uma grande necessidade do cão nesta fase, principalmente, ficar mordiscando. O que devemos fazer é direcionar esta necessidade para objetos e brinquedos que são feitos para isso. Se apenas dermos broncas quando ele morder nossa mão, e não der uma alternativa, não estaremos suprindo essa necessidade e ficará mais difícil controlar o comportamento, além de estarmos prejudicando a qualidade de vida dele por não proporcionar atividades que fazem parte de suas necessidade. Minha sugestão é brincar com ele tendo em mãos um brinquedo que ele possa morder a vontade, se ele optar pela mão, pode tomar uma bronca, que pode ser, com um borrifador um jato d'água ou um gosto amargo (veja produtos contra mordedura do filhote).
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Oi Dr. Pet! Estou com uma dúvida de como proceder. Aqui em casa, minha cachorrinha mais velha (já tem 14 anos) e minhas calopsitas sempre conviveram na mais santa paz. Em abril, adotei uma cachorrinha de rua, a Dalila, que estava com a pata quebrada. Enquanto estava imobilizada, o que dificultava os movimentos dela, tudo correu bem. Depois de o veterinário dar alta, ela sempre que pode tenta atacar minhas calós. Ataca a gaiola e tenta morde-los quando pego algum deles. Como proceder pra inibir esse comportamento de caça? Ela é mestiça de pointer, segundo a veterinária, e tem cerca de 4 anos. Ela inclusive adota a posição de "apontar" as gaiolas, quando as calós ficam cantando. Obrigada desde já! Aline Celuppi Wegner
Oi, Aline! Para lidar com esta situação o primeiro passo é ter controle do ambiente, ou seja, não deixe que exista a possibilidade de sua cachorrinha investir nas calopsitas sem que você esteja preparada para agir corretamente no momento. Esta consistência no período de treino e aprendizado é fundamental para o sucesso. Com a situação controlada, sugiro que trabalhe de duas formas paralelamente. Se sua cachorrinha focar a atenção nos pássaros para um ataque ela já pode ser repreendida com um susto, como por exemplo um chocalho de lata com moedas. É preciso achar uma intensidade de susto que seja suficiente para interromper a investida. Paralelamente, em momentos que sua cachorrinha estiver calma perto de seus pássaros, ela deve ser recompensada com carinho, atenção e petiscos. Isso deve mostrar a ela que não são toleradas investidas agressivas e que se comportar do lado da gaiola é superlegal.
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Olá,
Tenho um cachorro poodle de 17 anos, ele sempre foi muito amável e manso, mas agora que ele está surdo e cego, parece que ele está meio sem paciência rs. Ele não permite que a gente se aproxime do rosto dele, inclusive no petshop quando ele vai tomar banho, ele volta com o rosto molhado pois não permitem que o sequem rs. Acontece que com isso ele está ficando com os olhos muito sujos e, além disto, me preocupo como faremos com ele no verão, já que provavelmente ele não deixará ser tosado. Gostaria de saber como proceder com ele. Grata. Roberta
Roberta, realmente uma situação delicada, pois temos que compreender a situação do seu cão, que além de velhinho está perdendo seus sentidos, o que, normalmente, causa esta preocupação ou intolerância com relação a alguns comportamentos. O trabalho que pode ser feito é gradual e deve mostrar que ele não deve se preocupar quando encostamos no rosto dele, pelo contrário, com o treino ele deve passar a gostar desse toque. Para isso, devemos iniciar uma associação do toque com um petisco muito gostoso. Para trabalhar com segurança sugiro que se use, no começo, uma mão de borracha, a qual iremos aproximar com muita calma e cuidado nas proximidades do rosto. É muito importante que seu cão esteja mordiscando o petisco no exato momento que a mão encostar em seu corpo, se retirarmos a mão devemos cessar a liberação do petisco, com isso rapidamente fazemos uma associação do toque em determinadas partes do corpo com coisas agradáveis. Gradualmente, podemos mostrar que nosso carinho é associado com coisas muito boas, mas lembre-se sempre de trabalhar com segurança até ir adquirindo confiança.
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18 Ago as 13h42
Bronca despersonalizada: o que é, e quando usar?
Por Equipe Cão Cidadão
A utilização de broncas para reprimir alguns comportamentos indesejados dos peludos tende a ser um assunto polêmico. Isto porque muitos confundem “bronca” com crueldade ou castigos físicos.
Fica aqui o alerta: nunca, em hipótese alguma, deve-se utilizar de força física, brutalidade ou violência para com um cão ou qualquer outro animal. Nem mesmo quando o comportamento deixa consequências muito desagradáveis, como móveis e objetos estragados, ou mesmo quando o cão se mostra agressivo.
Na verdade, as broncas devem ser utilizadas quando se deseja interromper um comportamento indesejado, através de um desconforto que o cão sente no momento em que age daquela forma. Por exemplo: se o cão pula insistentemente nas pessoas para chamar a atenção, no exato momento em que ele adota este comportamento, utiliza-se um jato de spray para repeli-lo. Caso, passado algum tempo, ele não pule, mas se sente em frente a pessoa, deve ser muito recompensado. Pronto: aprendeu que, mantendo-se sentado, ganha atenção e carinho e, ao pular, tem um desconforto como consequência.
Mas o que seria bronca despersonalizada?
O exemplo acima demonstra uma situação onde o cão associa a bronca com a pessoa. Da mesma forma ocorre quando ele tenta pular na mesa da sala de jantar no momento em que a família está comendo. Ao ouvir um firme “NÃO” acompanhado de um chacoalhar de uma lata com moedas, passa a associar que este comportamento não gera coisas boas na hora do jantar.
Mas, e quando não há ninguém por perto e em cima da mesa há um apetitoso sanduíche? Os cães são mestres em observar os seres humanos e situações: rapidamente, notam que, sem alguém por perto, o limite não existe e pronto!
É exatamente para estas situações que são utilizadas as broncas despersonalizadas: para que o cão não associe a presença de alguém ao desconforto e, consequentemente, não queira mais agir daquela forma.
No exemplo da mesa com comida, sem ninguém por perto, poderia ser criado um mecanismo que disparasse um barulho alto quando o cão puxasse o sanduíche (um barbante amarrado a uma lata de alumínio barulhenta, por exemplo). Assim, o cachorro associa que o comportamento gera o desconforto e não o fato de haverem pessoas por perto.
Outro exemplo: espirrar spray amargo (próprio para treinamento e vendido em pet shops e lojas especializadas) nos móveis e objetos que o cão costuma roer ou mastigar. O gosto ruim poderá fazer o comportamento ser interrompido mesmo que o cão esteja sozinho em casa.
Algumas dicas importantes
O reforço positivo é o que, efetivamente, muda o comportamento de um cão. Assim, não se deve pensar que broncas o tempo todo serão suficientes, já que o cão somente irá aprender quando for constantemente recompensado (com petiscos, carinhos, atenção, brinquedos) pelos comportamentos desejados e esperados.
Broncas nunca devem apavorar um cão. A gradação de uma bronca deve levar em conta a sensibilidade do peludo e não o nível da “peraltice’. Se o cão for medroso ou muito inseguro, não deve levar uma bronca que utilize barulhos fortes, por exemplo.
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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17 Ago as 18h21
Apresentando cão e gato sem brigas
Por Equipe Cão Cidadão
Como você imagina um cão e um gato vivendo juntos? Muitas pessoas logo pensam nos desenhos animados, que mostram cachorros e gatos como inimigos mortais, e o cão fica constantemente planejando sobre como vai pegar o gato... Outras pessoas já lembram do ditado “brigando como cão e gato’’...
No entanto, na realidade, cães e gatos podem, sim, conviver, e, às vezes até como bons amigos! Mas isso tem grandes chances de acontecer desde que seja feito um bom trabalho de sociabilização dos animais. Pois isso, antes de manter os dois juntos, devemos ir, gradualmente, introduzindo a presença de um ao outro. E de forma segura e adequada!
Quando os dois animais ainda não se conhecem, o melhor é mantê-los separados até que se acostumem com os cheiros um do outro. Passe um pano no cão e leve até o bichano e vice e versa. Depois dessa apresentação do odores, eles já podem se conhecer pessoalmente.
Preze pela segurança de ambos: coloque o gato em uma caixa de transporte, e deixe o cachorro na guia. Enquanto estiverem juntos, no mesmo ambiente, dê bastante petiscos e carinho para os dois animais.
Com isso o felino e o cão farão uma associação positiva de estar na presença um do outro. Com o tempo o cachorro irá transferir seu principal foco de interesse para o petisco. Já o gato se mostrará tranquilo na caixa de transporte vendo que o cão não o incomoda.
Quando o gato estiver brincando durante treino é porque está ficando relaxado na presença do cachorro, e a portinha da caixa de transporte já pode ser aberta. Se estiver sem medo, o bichano sairá sozinho. Não o force a sair! No início, continue mantendo o cachorro na guia. E fique de olho! É importante perceber se ambos estão gostando da aproximação, e não se esqueça de recompensar os animais sempre. Caso o cachorro ameace perseguir o gato, ficar encarando ou correr atrás do felino, repreenda o cão! Ele deve tomar uma bronca desagradável, como uma borrifada com spray de água. Fique atento também para não assustar o gato. Os bichanos são muito sensíveis e se traumatizam com facilidade.
O grande segredo para o sucesso desta apresentação é paciência para fazer esse treino corretamente, sem pressa, pois o processo deve ser gradual, respeitando o tempo de cada animal. A apresentação pode ser rápida ou levar um certo tempo, como semanas ou até meses. O importante é fazer com segurança!
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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