23 Jan as 13h50
Como lidar com cães que fazem xixi na própria caminha
Por Equipe Cão Cidadão
Este é um problema que, normalmente, deixa os proprietários decepcionados, já que eles se preocupam em oferecer maior conforto ao seu cãozinho e quando menos percebem, a caminha está toda molhada e cheirando a xixi!
E por que os cães têm este tipo de comportamento?
Há inúmeras causas que podem levar o cão a fazer xixi em locais inapropriados, mas antes de tentar detectar, devemos primeiro nos certificar que estamos seguindo todos os passos para um treinamento correto:
• O banheirinho deve ser um local de fácil acesso, porém reservado. O ideal é ter um “cantinho”: ao invés de colocar no meio da sala, deixá-lo na varanda, ou ao invés da cozinha a lavanderia;
• Ter alguns locais espalhados pela casa: os cães, por serem animais sociais, não gostam muito de se afastar das pessoas e do seu grupo, por isso é interessante oferecer mais de uma opção de banheiro;
• Posição da comida, água e cama: esses três itens devem ficar sempre no lado oposto ao do banheiro, portanto, procure não restringir seu cão em uma área muito pequena;
• Recompensa, reforço positivo: nunca deixe de recompensar o seu cão sempre que o vir fazendo as necessidades no local correto (mesmo que ele já tenha aprendido), pois ele se sentirá mais motivado a acertar mais vezes.
Caso todos esses passos tenham sido seguidos e mesmo assim o seu cão insiste em fazer xixi na própria cama, há uma grande chance de que ele esteja agindo dessa maneira para se refrescar. Isso mesmo, alguns cães sentem muito calor (ainda mais com essas caminhas fofinhas) e fazem o xixi para molhá-las e deixá-las mais frescas.
E como resolver?
É possível deixar o ambiente mais fresco com um ventilador e se possível, fazer o treino da caixa de transporte, pois dentro delas dificilmente os cães fazem suas necessidades. Outra tentativa é espalhar petiscos por toda a caminha, para mudar a associação do cão (como um esconderijo de petiscos).
De qualquer maneira, é importante solicitar a orientação de um profissional, para que seja possível analisar cada caso e oferecer uma solução mais apropriada.
É importante também fazer consultas regulares ao veterinário, pois alguns cães podem apresentar problemas como incontinência urinária, entre outros.
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Texto: Tatiana Piancastelli (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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3 Jan as 09h07
Especial de Férias: cuidados com o cão no verão
Por Equipe Cão Cidadão
E chegou a época de sol e calor! A grande maioria das pessoas adora este período do ano. Mas muitos se descuidam com questões básicas com os cães, que necessitam de atenção especial nesta época do ano.
Hora do passeio
Se o asfalto estiver quente para o pé do ser humano, também estará sob o ponto de vista do cão. Além disso, cães têm maior dificuldade para regular a temperatura corporal, pois, diferentemente dos humanos, não suam. A regulação térmica se dá através da respiração ofegante, onde há troca do ar quente por ar mais frio.
Raças braquicéfalas, de focinho achatado, como Pug, Bulldog, Shih Tzu, Boxer, exigem especial cuidado, pois têm maior dificuldade para esta termo-regulação. Um cão braquicéfalo pode morrer rapidamente de hipertermia!
Assim, por todos estes motivos, recomenda-se que nesta época do ano os passeios ocorram nos horários mais frescos do dia: pela manhã, o mais cedo possível, e no final da tarde.
Ah! Jamais deve-se deixar um cão dentro do carro, mesmo com a janela aberta! Esta condição equivale a deixá-lo dentro de um forno ligado!
Parasitas e moscas
Durante o verão, com as temperaturas altas e muita umidade, aumenta a probabilidade de infestação por pulgas e carrapatos, que se proliferam com uma rapidez incrível diante das condições ambientais do verão.
Esses parasitas, além de causarem enorme desconforto nos pets, podem ser uma porta de entrada para outros males, como verminoses e alergia a picada de pulgas.
Por isso, é importante prevenir, consultando um veterinário sobre a melhor forma de utilizar os medicamentos específicos para matar e evitar infestações.
Não se deve esquecer, igualmente, do ambiente onde o cão fica mais tempo: as larvas e ovos da pulga se instalam nestes locais e o ciclo não tem fim. Por este motivo, aspirar e limpar bem casinhas e colocar paninhos e travesseiros ao sol ajuda a prevenir infestações. Mas, muitas vezes, é necessário utilizar algum produto de uso veterinário específico.
A limpeza do ambiente onde o peludo fica, especialmente se for ao ar livre, mantém as moscas afastadas. Estas são as causadoras do “berne”, que nada mais é do que a larva do mosquito depositada na forma de ovo sob a pele do animal. Esta condição é extremamente desconfortável e dolorosa, podendo provocar graves consequências para a saúde do pet.
Dicas refrescantes
Em dias muitos quentes, pode-se oferecer pedras de gelo para o cão, ou mesmo verduras (como cenoura) congeladas. São opções fáceis e o pet irá distrair-se enquanto se refresca.
E, finalmente, o mais importante: deixar água fresca e à disposição durante todo o dia, em vários locais da casa!
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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23 Dez as 21h02
Especial de fim de ano: cães podem usar roupinhas de Natal?
Por Equipe Cão Cidadão
Está chegando a época das festas de fim de ano, e chegou a hora de começarmos a comprar presentes, decorar a casa e escolher aquela roupa para passarmos as festas. E muitos de nós aproveitamos também para presentear também nossos amigos peludos, e nada melhor que uma bela roupinha com motivos natalinos. A questão é, os cães devem ou podem usar roupinhas?
É importante lembrar que as roupinhas de cães geralmente são feitas para abrigá-lo do frio e proteger as partes mais sensíveis, como barriga e costas. Por esse motivo, normalmente é recomendado o uso das roupas em temperaturas mais frias, onde o casaco natural dos nossos pets – sua pelagem – não é suficiente para mantê-los aquecidos. As festas de fim de ano no nosso país caem justamente na época de maior calor, o verão, dessa forma, pense bem antes de vestir seu cãozinho com tecidos muito quentes, como pelúcias e veludos, que podem superaquecer o pet, deixando-o desconfortável.
Falando em conforto, devemos sempre pensar antes no bem-estar do pet, e para muitos animais, usar roupinhas e outros adereços pode ser extremamente desconfortável. Lembre-se que não é da natureza do cão usar outros casacos que não o seu natural, e isso pode causar algum incômodo! Portanto, ao vestir uma roupinha no seu cão, observe se ele consegue se mover com naturalidade, ou se rola e se esfrega no chão, como se tentasse tirar a roupa, ou ainda se aparenta estar muito “preso”, ficando imóvel. Esses últimos comportamentos são indícios de que seu cãozinho não é muito fã de moda, então é melhor tirar a roupinha! Uma boa ideia para adornar seu cãozinho, para que ele fique tão elegante quanto sua família humana nas festas, é usar gravatinhas, lacinhos, brincos adesivos, e outros enfeites mais leves.
Agora, se seu pet está adaptado ao uso de roupas, apenas observe alguns detalhes para que ele fique bem confortável: se seu cãozinho for peludo, tome cuidado para que a roupinha não fique apertada, emaranhando os pelos e formando nós – não deixe - o vestido por muito tempo e penteie o pet após o tirar a roupinha. Evite roupas muito quentes, apertadas ou com muitos adereços, para que o cão possa se mexer, correr e brincar normalmente. Em temperaturas muito altas, deixe seu pet à vontade, sem a roupinha; guarde-a para momentos de temperaturas mais amenas. E por fim, se seu amigo for um pouco tímido, evite roupinhas coloridas ou chamativas, pois ele pode se acanhar em ser o centro das atenções!
Independente de seu cão estar ou não vestido para as festas, o importante é passar, com ele e com a família, bons momentos com muita confraternização nas festas de fim de ano!
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Texto: Juliana Yuri (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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21 Dez as 15h41
Especial de fim de ano: medo de fogos
Por Equipe Cão Cidadão
É muito comum os cães terem medo de fogos de artifício, rojões e trovões. Então, nossa equipe separou algumas dicas para você se preparar para as festas de fim de ano.
O primeiro passo, é escolher um local onde o seu cão se sinta confortável, um quarto ou algum cômodo fechado para poder abafar o som. É importante também que esse local seja seguro, com janelas fechadas e longe de objetos que o seu cão possa se machucar.
Para que ele se acostume, grave o som de fogos de artifício e coloque para tocar em um nível baixo e distante desse ambiente, associe esse som a coisas agradáveis, como a brincadeira preferida dele ou o horário da comida. Aos poucos, aumente esse som, sempre dando petiscos e brincando com cachorro quando notar que ele está calmo e tranquilo. Lembre-se: respeite o limite do animal e faça tudo com calma, um pouquinho por dia... O importante é desviar a atenção dele e fazer associações positivas. Você também encontra CDs prontos com o barulho de fogos e trovões em pet shops.
Quando ouvir o som dos fogos, ou se ocasionalmente durante o treino tiver alguma trovoada, comemore, fique feliz, você é a fonte de segurança do seu amigo, então mostre a ele que está tudo bem.
É muito importante que durante o treinamento, você nunca dê bronca caso escape um xixi no local errado, isso pode deixá-lo ainda com mais medo e inseguro. Também não se abaixe, não faça muito carinho nele, nem o pegue no colo! Cães interpretam essas atitudes como proteção contra algo perigoso.
Os cachorros se assustam com muita facilidade com o barulho de rojões, fogos e até trovões, e animais com muito medo tem a tendência a querer fugir. Então, providencie uma plaquinha de identificação com o seu telefone, e deixe na coleira dele, caso ele escape alguém pode contatar você. Cães em desespero conseguem correr muitos quilômetros procurando abrigo. E é muito, muito importante NUNCA deixar seu cão amarrado com a guia, achando que isso pode deixá-lo mais calmo, ou que assim ele não irá escapar, pois em situação de pânico ele pode se prender em algum lugar, tentar se soltar e acabar se machucando ou sendo até sufocado!
Na noite de réveillon, deixe ligada a tv ou o rádio, tocando músicas tranquilas e num som mais alto para diminuir ainda mais o barulho dos fogos.
Se o seu cachorro não se sentir a vontade para brincar ou continuar com muito medo durante o treinamento, é recomendável procurar o auxilio de um médico veterinário. Existem casos que há a necessidade de iniciar um tratamento com medicamentos para acalmar o animal. Procure também a ajuda de um profissional especialista em comportamento animal para ajudar no treinamento de dessensibilização.
Com essas dicas, nossa equipe deseja a todos boas festas!
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Texto: Malu Araujo (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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Por Equipe Cão Cidadão
No mês de dezembro, quando se iniciam os preparativos para as festas de fim de ano e férias, muitas vezes, surge a necessidade de deixar o peludo em hoteizinhos especializados enquanto a família sai para viajar.
Neste momento, é preciso, em primeiro lugar, escolher um local com boas referências, profissionais qualificados e, especialmente, onde se tenha certeza que os animais de estimação não ficarão presos em gaiolas o tempo todo.
Além disso, o hotel deve dispor de espaço suficiente para que os pets corram e brinquem, além de locais apropriados para dormirem.
É importante observar se os funcionários tomam cuidados para evitar brigas, separando em ambientes diferentes cães de porte muito antagônicos (mesmo que tenham bom comportamento, não seria seguro deixar um Dogue Alemão correndo solto com um Yorkshire!).
A preparação do cão – antes da hospedagem
Se o peludo tiver uma ligação muito forte com o dono ou caso nunca tenham se separado, é importante treiná-lo a ser mais confiante e independente algumas semanas antes da data marcada para ser deixado no hotel, para que este período não seja um tormento.
Se for necessário trocar a alimentação, esta providência deve ocorrer gradualmente e pelo menos quatro dias antes da viagem. E caso o amigo tenha problemas de apetite, a dificuldade pode piorar durante a mudança de ambiente. Assim, alguns dias antes, o ideal é tentar tornar a comida mais palatável e orientar o hotel a continuar oferecendo a mesma comida preparada.
Além disso, exercícios e suplementação alimentar ajudam a combater a depressão que pode atingir o cachorro. Estas providências devem ser tomadas pelo menos 7 dias antes da viagem, para surtam os efeitos esperados durante o período da hospedagem.
Finalmente, seria bem interessante que o cão já conheça o local e as pessoas que ali trabalham antes do período de hospedagem. A maioria dos hotéis disponibiliza seus serviços por apenas um ou dois dias. Assim, será muito mais tranquilo para o cão estar ali novamente e por um período mais longo.
A preparação do cão – chegou o dia!
Finalmente, chegou o dia de levar o cão para o hotel durante as férias...
É importante deixar lá seus brinquedos favoritos, potes de água e comida, caminha e a comida com a qual está acostumado. Assim, apesar de estar num local diferente e sem a companhia dos membros da família, o animalzinho terá seus objetos por perto, o que ajudará muito na boa adaptação no local novo.
Além disso, uma dica é deixar também alguma peça de roupa com o cheiro das pessoas queridas para o cão, para que este se sinta mais tranquilo quando estiver no novo ambiente. Este objeto pode ser deixado na caminha do peludo.
Caso a hospedagem se torne algo periódico, o ideal é que o pet seja deixado no mesmo hotelzinho nas outras vezes, pois já estará ambientado com as pessoas e com o local.
Tomando-se estes cuidados simples, garante-se tranquilidade para as férias da família e do peludo!
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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19 Nov as 12h57
Espaço do Filhote: ensinando comandos básicos
Por Equipe Cão Cidadão
Chegamos hoje no último capítulo do Espaço do Filhote. Passamos nas últimas semanas pelos principais assuntos relacionados aos primeiros dias do filhote em casa, num guia sobre as principais dúvidas para os donos de primeira viagem. Ensinamos como escolher um filhote, como preparar a casa, como evitar o choro, necessidades, como evitar mordidas, preparando para passeios, veterinário, banho, como acostumar com carro e como fazer a sociabilização. Agora chegou uma hora bem divertida: ensinar comandos! Isso mesmo! Muitas pessoas têm certo preconceito, achando que os comando são apenas truques e que ensiná-los é dispensável. Na verdade o adestramento é uma importante ferramenta para melhorar a comunicação entre dono e cachorro. Além de permitir o dono desenvolver uma boa liderança, fundamenta para evitar alguns tipos de problemas comportamentais.
O adestramento deve começar assim que seu filhote chega em casa. Como falamos anteriormente, você deve usar a recompensa para reforçar o bom comportamento. Não tenha presa, e também não se frustre se estiver tento dificuldades. Lembre-se que não adianta nada gritar ou bater no animal, as primeiras lições devem ser divertidas e prazerosas para ambas as partes.
Aí vão algumas dicas para ensinar alguns comandos básicos de obediência:
Senta
Coloque a mão acima do focinho do cão segurando um petisco, e faça o movimento em direção a traseira do animal, nesta hora o cão terá que olhar para cima, para poder continuar vendo o petisco, o cão dará alguns passinhos para trás e ele acabará sentando para ficar em melhor posição. Assim que ele sentar, dê a recompensa. Repita o exercícios várias vezes e, ao poucos, se distancie do cão, de forma gradual, um passo de cada vez. Faça o mesmo movimento, sempre com uma recompensa. O mais importante é que você consiga fazer em que ele fique na posição do comando “senta” quando for entregar a recompensa, caso ele levante, não dê o petisco e faça mais uma vez.
Dá a pata
Parece muito complicado, mas não, o cão já tem esse comportamento de maneira instintiva. Isso porque, quando mamava, o filhote colocava as patinhas na tetinha da mãe, para então conseguir sugar o leite com mais facilidade. Desta forma segurando um petisco de frente com o focinho do cachorro já na posição do SENTA, deixe ele lamber, cheirar, mas não entregue a guloseima. Segure firmemente até que o filhote coloque a pata para poder “abrir” sua mão. Nesta hora entregue o petisco a ele. Se o cãozinho tiver muita dificuldade, segure o petisco e incline um pouco sua mão para o lado direito ou esquerdo, (bem devagar). Repita o exercício algumas vezes, e lembre de entregar a recompensa na hora certa.
Fica
Este comando exige muita paciência e tempo, já que os cães gostam de ficar próximo de nós, mas também não é difícil. Coloque seu animal ma posição SENTA e fique de frente para o filhote, com a mão espalmada, “sinal de pare” fale para ele “FICA” e entregue a recompensa. Mais uma vez, fale “FICA”, espere dois segundos e recompense. De forma gradual, vá aumentando os segundos do FICA, você pode mudar também seu posicionamento, falar “FICA”, dar um passo para trás e voltar e entregar a ele o petisco. Dois passos, três passos, e assim por diante... O importante não é brigar com seu animal caso ele saia da posição. Muitos cães ficam muito ansiosos para correr em direção do dono. Ignore o erro, não recompense, volte e comece de novo.
Vem
Este comando é bem fácil! Diga “VEM” e mostre a recompensa. Quando o filhote estiver próximo, dê a ele o petisco. Repita o exercício em diversas situações. O mais importante é você não usar este comando para dar bronca no cachorro, quando ele faz coisa errada. Pois quando você der o comando ele vai preferir se esconder de você. Se você já tem esse costume, procure outra palavra como “AQUI” , “JUNTO” ou o nome do cão. Melhor avisar todos que moram na sua casa também, para não confundir seu animal. Mostre ao seu filhote que, se ele atender o seu pedido, ele será recompensado e ganhará atenção, carinhos e petiscos.
Comece todos os treinos em lugares neutros, e ao poucos vá diversificando os locais... Comece em casa, depois tente em cômodos diferentes, no quintal. Quando o cãozinho já estiver respondendo bem aos comando, passe a fazer os treinos e locais com bastante estímulos, como no parque. Mas lembre-se: mesmo treinando o animal, sempre que estiver na rua deixe o cão com coleira e na guia para evitar acidentes.
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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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16 Nov as 19h24
O que é compulsão canina?
Por Equipe Cão Cidadão
Hoje em dia, fazemos tudo para tornar a vida de nosso cãozinho a melhor possível. E, algumas vezes, notamos comportamentos “estranhos” no nosso animal de estimação, como: correr atrás do rabo, latir excessivamente, lamber o pelo, caminhar de um lado para outro no quintal, andar em círculo, entre outros. Aí, surgem várias perguntas: por que o cãozinho está tendo esse comportamento? Será que é normal? Como devo proceder?
Esses comportamentos podem fazer parte do repertório do cão. Porém, se aparecerem de forma repetitiva e sem finalidade, pode ser caracterizado como um comportamento compulsivo. O problema acontece por um desequilíbrio de moléculas químicas cerebrais.
O comportamento compulsivo está relacionado, na maioria das vezes, com estresse, ansiedade ou frustração de acordo com o ambiente em que o cachorro vive e as pessoas com quem convive. Por exemplo: você está acostumado a ficar o dia inteiro com seu cãozinho e certo dia precisa viajar ou deixá-lo sozinho por muito tempo. Essa situação é estressante e frustrante, porque o cão não está acostumado a ficar tanto tempo sozinho, sem nenhum tipo de interação; também fica ansioso por esperar a chegada do dono a qualquer momento.
Essa condição pode levar a um comportamento repetitivo e sem finalidade, que serve como válvula de escape no momento, como lamber a pata. É um comportamento “estranho” que, se prolongado, tornar-se uma compulsão que pode ser agravada. Por isso, é muito importante acostumarmos nosso cão às mais diversas situações, por exemplo ficar sozinho por um período, aos barulhos, à presença de outros animais, pessoas... Tudo para prevenir o estresse nessas situações. Temos que ter muito cuidado para não reforçar tal comportamento repetitivo, como acariciar e falar com o animal, mesmo que dando bronca, chamá-lo com um brinquedo. O correto é ignorá-lo, fazer algum barulho que o incomode ou se afastar.
Alguns cães tem uma pré-disposição genética para desenvolver esse distúrbio. Um cachorro que tenha sofrido uma lesão na pata, lambe o ferimento naturalmente como uma forma de aliviar a dor e trazer bem estar, assim como pode lamber outros locais fora a ferida original em busca de sensação de alivio.
Então, como vimos a compulsão pode ser iniciada por um fator estressante de uma doença, ou pode ser causa inicial de uma segunda doença, por exemplo lambedura devido ao tédio.
Outra consideração importante, é saber como perceber e cuidar do problema compulsivo. Às vezes, observamos nosso cãozinho se lambendo e achamos que é um problema emocional ou devido à alguma ferida na pele, mas devemos tomar cuidado com essa avaliação. A abordagem correta para enfrentarmos distúrbios compulsivos é cercá-los por todos os lados, logo que se perceba o mais leve sinal. Não devemos apenas dar importância para os sinais visíveis. Se o animal está se lambendo, leve-o em um veterinário especializado em problema de pele, mas também consulte um clínico para avaliar a possibilidade de compulsão.
Um tratamento completo para compulsão inclui medicação para corrigir diretamente o problema de desequilíbrio químico dos neurotransmissores; modificação do comportamento a fim de redirecioná-lo para outro menos lesivo, como por exemplo direcionar o lambida na pata para uma almofada; enriquecimento ambiental utilizando garrafas pet e caixinhas com comida dentro ou esconder petiscos pela casa; exercícios físicos e passeios; terapias complementares e dieta suplementar.
Com todas essas informações, fique mais atento com o comportamento do seu pet, para prevenir ou ajudar na melhora, caso ocorra um problema compulsivo.
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Texto: Rodrigo Caldarelli (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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