Posts com a tag "dicas"

Por Equipe Cão Cidadão

cao compulsao 1024x615 O que é compulsão canina?

Hoje em dia, fazemos tudo para tornar a vida de nosso cãozinho a melhor possível. E, algumas vezes, notamos comportamentos “estranhos” no nosso animal de estimação, como: correr atrás do rabo, latir excessivamente, lamber o pelo, caminhar de um lado para outro no quintal, andar em círculo, entre outros. Aí, surgem várias perguntas: por que o cãozinho está tendo esse comportamento? Será que é normal? Como devo proceder?

Esses comportamentos podem fazer parte do repertório do cão. Porém, se aparecerem de forma repetitiva e sem finalidade, pode ser caracterizado como um comportamento compulsivo. O problema acontece por um desequilíbrio de moléculas químicas cerebrais.

O comportamento compulsivo está relacionado, na maioria das vezes, com estresse, ansiedade ou frustração de acordo com o ambiente em que o cachorro vive e as pessoas com quem convive. Por exemplo: você está acostumado a ficar o dia inteiro com seu cãozinho e certo dia precisa viajar ou deixá-lo sozinho por muito tempo. Essa situação é estressante e frustrante, porque o cão não está acostumado a ficar tanto tempo sozinho, sem nenhum tipo de interação; também fica ansioso por esperar a chegada do dono a qualquer momento.

Essa condição pode levar a um comportamento repetitivo e sem finalidade, que serve como válvula de escape no momento, como lamber a pata. É um comportamento “estranho” que, se prolongado, tornar-se uma compulsão que pode ser agravada. Por isso, é muito importante acostumarmos nosso cão às mais diversas situações, por exemplo ficar sozinho por um período, aos barulhos, à presença de outros animais, pessoas... Tudo para prevenir o estresse nessas situações. Temos que ter muito cuidado para não reforçar tal comportamento repetitivo, como acariciar e falar com o animal, mesmo que dando bronca, chamá-lo com um brinquedo. O correto é ignorá-lo, fazer algum barulho que o incomode ou se afastar.

Alguns cães tem uma pré-disposição genética para desenvolver esse distúrbio. Um cachorro que tenha sofrido uma lesão na pata, lambe o ferimento naturalmente como uma forma de aliviar a dor e trazer bem estar, assim como pode lamber outros locais fora a ferida original em busca de sensação de alivio.

Então, como vimos a compulsão pode ser iniciada por um fator estressante de uma doença, ou pode ser causa inicial de uma segunda doença, por exemplo lambedura devido ao tédio.

Outra consideração importante, é saber como perceber e cuidar do problema compulsivo. Às vezes, observamos nosso cãozinho se lambendo e achamos que é um problema emocional ou devido à alguma ferida na pele, mas devemos tomar cuidado com essa avaliação. A abordagem correta para enfrentarmos distúrbios compulsivos é cercá-los por todos os lados, logo que se perceba o mais leve sinal. Não devemos apenas dar importância para os sinais visíveis. Se o animal está se lambendo, leve-o em um veterinário especializado em problema de pele, mas também consulte um clínico para avaliar a possibilidade de compulsão.

Um tratamento completo para compulsão inclui medicação para corrigir diretamente o problema de desequilíbrio químico dos neurotransmissores; modificação do comportamento a fim de redirecioná-lo para outro menos lesivo, como por exemplo direcionar o lambida na pata para uma almofada; enriquecimento ambiental utilizando garrafas pet e caixinhas com comida dentro ou esconder petiscos pela casa; exercícios físicos e passeios; terapias complementares e dieta suplementar.

Com todas essas informações, fique mais atento com o comportamento do seu pet, para prevenir ou ajudar na melhora, caso ocorra um problema compulsivo.

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Texto: Rodrigo Caldarelli (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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Por Equipe Cão Cidadão

apresentar caes a outros caes 1024x733 Espaço do Filhote: sociabilizando o filhote com outros cães

Semana passada, falamos aqui no Espaço do Filhote sobre a sociabilização do filhote com objetos, cheiros, barulhos e pessoas... Mas uma apresentação muito importante também deve ser realizada: a sociabilização do filhote com outros cães.

No caso desses encontros, é necessário uma dose extra de paciência e manter a segurança acima de tudo, com um controle dos animais. É claro, que você precisa levar em consideração todas as vacinas necessárias do seu filhote, para poder sair com segurança sem ter a preocupação de contrair uma doença.

Se você já tiver um cachorro em sua casa, e vai trazer um filhote, comece a preparar a chegada do novo cachorro com antecedência. Preparar um cômodo com caminha, os potes de água e ração, etc... Uma maneira muito eficaz em fazer isso é para garantir que cada animal tenha seu próprio espaço. Não tenha pressa alguma. Alguns filhotes levam sustos quando outro cão se aproxima, mesmo que intenção seja para brincar. No começo você pode esfregar um pano no seu filhote, “para pegar seu cheiro”, e dar para o outro cão cheirar e vice-versa. Os cães se identificam uns aos outros, principalmente através do olfato. Conhecer o cheiro com antecedência facilita o primeiro encontro.

Para evitar situações de medo e desconforto é melhor ter controle do cão mais velho, principalmente se ele for agitado, até que o filhote chegue perto dele por conta própria e o investigue perdendo o medo. Uma forma segura é colocar os dois cachorros na guia (você pode ver artigos de como escolher a guia certa para seu animal aqui no próprio blog!). O importante é dar atenção para os dois cachorros. Recompense com petiscos, fale com eles, elogie o bom comportamento. Só deixe os dois interagirem livremente quando perceber que nenhum sinal de risco. Você pode aumentar gradualmente o período do treino a cada dia.

Neste período, você também pode começar um trabalho do sociabilização com sons, objetos, pessoas, e lugares diferentes, quanto mais exposições a novas experiências seu filhote tiver, serão mais resistentes a novas situações, faça tudo isso com muita calma e quando seu filhote já tiver tomado todas as vacinas e já poder “pisar” na rua, é hora de conhecer outros cães.

Nesta etapa, você vai gastar um certo tempo levando seu filhote para o parque, para socializar com outros cães de todos tamanhos e idade e manter a forma certa de se comportar perto de outros cães. Faça de forma gradual, tome cuidado com situações para não assustá-lo, brinque com seu cachorro, se aproxime aos poucos, não se esqueça da recompensa, biscoitos, brinquedos, algo que o cachorro goste muito! Pergunte aos donos de outros cães se o animal deles é sociáveis antes dos cães se encontrarem! Um trauma nessa fase pode causar traumas no animal e desencadear problemas de comportamento como medo excessivo e agressividade por medo.

No Espaço do Filhote da próxima semana, confira mais dicas legais para cuidar do seu filhote! Até lá!

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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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depressao cao 1024x753 Cães têm depressão?

Nos humanos, a depressão pode se manifestar de formas diferentes. Os sintomas mais comuns são tristeza, perda de prazer nas atividades do cotidiano, fadiga, mudanças no apetite, entre outros. Essa doença pode ser gerada por uma perda, devido a disputas interpessoais, mudanças na vida ou rotina, etc. E quando é diagnosticada, é logo tratada com antidepressivos e sessões de terapia.

Mas, será que existe depressão canina? Como ela se manifesta? E como tratar?

Os cães têm emoções e, assim como os humanos, podem ter depressão.

Durante muito tempo ignorou-se que o cão podia sofrer de depressão. Qualquer diminuição voluntária de atividade era atribuída ao envelhecimento, ou outro tipo de doença, uma vez que a dor provoca desconforto físico, afetando seu humor e seu estado emocional. Hoje sabemos que há outras causas que podem levar o cão a este quadro. Uma delas pode ser de origem genética.

Mas a causa mais comum da depressão canina pode estar ligada a dois fatores: estresse e ansiedade de separação. O estresse ocorre quando o animal é exposto a situações desagradáveis, seja de forma crônica ou traumática, como um choque emocional, mudança drástica na rotina ou de casa. Um animal atropelado, por exemplo, pode apresentar depressão não só pela dor física, mas também devido ao estresse gerado nessas situações.

Já os cães com ansiedade de separação, podem exibir sinais de grande agitação, como latidos excessivos, cumprimento exagerado quando o dono volta para casa, fazer suas necessidades por toda casa quando estiver só, ou então, exibir os sintomas da depressão. Isto ocorre, pois cães são sociáveis e gostam muito da companhia de outras pessoas, de fazer longos passeios, e interagir com outros animais. Durante toda a sua vida formam vínculos com outros seres. Quando um cão possui, por exemplo, uma relação muito próxima com um membro da família, ele pode ficar ansioso quando subitamente perde o acesso a esta pessoa. Situações como alteração no esquema de trabalho, novo bebê na família, confinamento, ou viagem após um longo período juntos tentem a desencadear a depressão no cão.

Como principais sintomas temos a falta de interesse pelas atividades rotineiras, como comer, beber, passear e brincar, dificuldades em executar funções biológicas, falta de apetite e busca por cantos da casa para se isolar. Um cão depressivo se torna um ser apático, inativo, que não se interessa por nada que o rodeia, manifestando um estado de angústia permanente.

Uma das formas de se tratar a depressão canina é proporcionar ao cão motivação, através de atenção e carinho, dessensibilização e habituação gradual do animal a separação do proprietário e mudanças em geral, enriquecer o ambiente do animal com brinquedos e distrações, e através de exercícios diários. A depressão canina pode ainda ser tratada através de antidepressivos, prescritos por um profissional. O tratamento também pode ser feito através do uso de remédios homeopáticos e Florais de Bach.

Por isso, é imprescindível a qualquer sinal diferente no cão, consultar um médico veterinário de sua confiança para um diagnóstico do caso.

É importante lembrar que uma depressão muitas vezes pode ser evitada quando proporcionamos ao cão, desde cedo, atividades saudáveis e frequentes, e adotando posturas coerentes ao seu bem estar.

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Texto: Isabel Habrich (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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sociabilizar objetos Espaço do Filhote: sociabilizando o cão com sons, objetos, pessoas e lugares diferentes

A sociabilização é uma etapa muito importante que prepara o filhote para se relacionar com seu grupo e conseguir viver na sociedade. O período mais intenso é de seu nascimento até os três meses de idade. Nesta fase, o filhote está mais aberto a viver as novas experiência, sem receios e traumas.

Sociabilizar o filhote estimula os cincos sentidos: a exposição a barulhos diversos para a dessensibilização da audição, (ouvir, captar sons); a visão, (ver, observar contornos e formas); o olfato (identificar cheiros diversos); o paladar (sentir gostos diferentes) e o tato, (sentir os objetos, calor e frio), neste caso sentir o piso frio, mais quente, o gramado, o asfalto...

O treino deve envolver tantos objetos, situações e pessoas dos mais diferentes possíveis. Apresente seu novo filhote a uma grande variedade de indivíduos, incluindo idosos, crianças, homens, mulheres, pessoas de etnias diversas, pessoas com boné, com óculos, de barba, cadeirantes, pessoas que utilizam bengalas, pessoas usando patins, skate, etc... Quanto mais diversificado, menor a chance do cão se assustar ou ficar desconfiado e até agressivo (por medo) com algum específico de indivíduo.

É importante associar esta apresentação a coisas prazerosas, como carinhos e petiscos. O processo é bastante simples, mas requer tempo, pois deve ser feito gradativamente. Você deve preparar o filhote para lidar com novas experiências e desafios que inevitavelmente surgem ao longo da vida, de forma adequada e de forma gradual, sempre recompensando o bom comportamento. Comece aos poucos, com locais mais tranquilos. Depois leve seu cachorro para centro comerciais, parques e locais com muitas pessoas e muitas atividades.

Apresentar o cachorro a objetos também é superimportante! Caixas, cadeiras, bolsas, a caixa de transporte onde ele terá que ser transportado, vassouras, baldes e rodo, além de todos os objetos que ele irá conviver em casa. Os aparelhos que fazem ruídos altos, como liquidificador, batedeira e aspirador de pó também devem ser dessensibilizados... De forma gradual, ligue os aparelhos, sem assustar o cachorro. Enquanto o aparelho estiver ligado dê petiscos e brinquedos, e converse com seu animal. Você pode também levar seu filhote para dar uma volta de carro, quando o cão já tiver acostumado com o veículo – como já ensinamos aqui no Espaço do Filhote. Pare o carro e deixe ele ver o mundo passar através da janela para o cãozinho conhecer.

Incentive seu filhote a explorar e investigar o ambiente, apresente também novos sons e barulhos, fale com baixa, fale com uma voz grossa, ligar a televisão, um radio, etc... se seu animal mostrar algum sinal de medo, como por exemplo: você mora do lado de um estádio de futebol e seu cachorro mostrou sinal de medo, procure "gravar" o barulho dos fogos, e dos torcedores, e bem baixinho coloque para seu animal ouvir, brinque com ele, recompense, lembrando que devemos elogiar o animal pelo bom comportamento.

A sociabilização de um filhote de cachorro é um ingrediente essencial na construção do “vinculo” que você vai compartilhar com seu animal pra sempre. O tempo que você "gasta" hoje, com esse processo, será muito bem recompensado, pois uma sociabilização adequada pode ajudar e muito na prevenção de problemas comportamentais indesejados como latidos em excesso, mastigação de objetos, ansiedade de separação e agressividade.

No Espaço do Filhote da próxima semana, confira mais dicas para sociabilizar seu cãozinho com outros cães e animais! Não perca!

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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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cao carro1 1024x815 Espaço do Filhote: como acostumar o cãozinho a andar de carro sem trauma

Para grande parte dos cães, o carro é visto como uma “grande toca” e a maioria gosta muito, pois os levam para lugares muito divertido, como parques e praças. Mas, se forem associados a algum medo ou trauma, os cães poderão detestar essa “toca”. Para que isto não aconteça, devemos acostumar o animal a passear de carro desde cedo e sempre associado com coisas boas e prazerosas. Imagine se você precisar sair com seu animal e neste dia vocês pegaram um transito horrível, com enormes caminhões do seu lado, pessoas irritadas, carros buzinando ou pegarem um dia de muita chuva... Qualquer uma destas situações podem ser bastante traumática para seu filhote.

O treino deve começar com o motor desligado, isso mesmo! Faça que o cachorro entre no carro, ofereça recompensa, petiscos brinquedos, fale com ele, Repita o treino até ele ficar bastante a vontade dentro do veículo. Então, passe para o segunda etapa. Ainda com o carro parado, ligue e desligue o carro, sempre dando ao animal uma recompensa. Ligue novamente acelere o automóvel, sempre brincando com o filhote. A intenção é mostrarmos que o carro é uma toca protegida.

O próximo passo e dar uma voltinha no quarteirão. Faça de forma gradual. Comece o passeio em ruas com pouca movimentação, vá aumentando ao poucos. Sempre recompensando o bom comportamento. Se o animal apresentar algum sinal de medo, ou insegurança, repita o treino com o motor desligado. Se ele já estiver bastante relaxado, leve-o para lugares divertidos, como parques ou praças.

É muito importante sairmos com segurança. Neste caso o animal deve usar um sinto de segurança especial para cães, que pode ser encontrado no mercado pet. Outra opção é levar o cão dentro de uma caixa de transporte. Seu amigo deve ser treinado a usar este acessório antes de usar no carro! Além de protegê-lo, se estiver acostumado com a caixa, estar dentro dela vai deixá-lo mais calmo e tranquilo. Se o pet ficar enjoado durante o percurso, não se assuste! É normal acontecer. Neste caso, é aconselhável você conversar com o veterinário para a indicação de um remédio para evitar este desconforto.

Outro detalhe de extrema importância é o calor dentro do veiculo. Temperaturas muito altas podem trazer problemas sérios ao animal. Mantenha o veículo bem arejado e jamais deixe seu animal sozinho no interior do automóvel!

Uma dica legal é preparar uma malinha do seu filhote. Nela deve ter uma garrafinha de água, brinquedos, petiscos e saquinhos para recolher as necessidades e, se for para viagens longas como outros estados, é obrigatório viajar com a carteira de vacinação de animal, assim como um atestado de saúde emitido pelo medico veterinário. Seguindo estas dicas, você e seu filhote poderão viajar com segurança e se divertir muito.

No Espaço do Filhote da próxima semana, confira mais dicas bacanas para ajudar os donos de filhotes! Não percam!

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Texto: Karina Pongrácz (Adestradora e Consultora de Comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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gDSC010481 Enriquecimento ambiental: dicas para enriquecer o ambiente do cão

Quando queremos melhorar a qualidade de vida de nossos cães, o enriquecimento ambiental é uma opção muito importante a ser considerada. Seguem algumas dicas preciosas para elaborá-los.

- Conheça algumas aptidões e habilidades de seu cão. Saber o que ele gosta e tem o habito de fazer nos permite projetar atividades personalizadas pro animal. Aproveite um brinquedo, a ração, petiscos, ou qualquer outro chamativo para motivar o seu cão a fazer essa atividade. Por mais divertido que pareça pro proprietário, pode ser que o cão não ache. Saber motivá-lo é essencial para que essa iniciativa tenha sucesso.

- Sempre parta de atividades simples que seu cão consiga fazer e vá dificultando gradualmente. Recompense-o quando acertar, dessa forma aumentamos a probabilidade dele repetir e intensificar esse comportamento. A recompensa pode ser petisco, um carinho, atenção, brinquedo, brincadeira, a própria ração, enfim, qualquer coisa que ele queira naquele momento.

- É preciso paciência. Cada indivíduo tem uma velocidade de aprendizado e gosto por atividades e recompensas diferentes. Caso haja mais de um animal não crie a expectativa de que todos consigam interagir com os enriquecimentos da mesma forma ou que aprendam a fazê-lo no mesmo ritmo.

- Seja criativo. Os objetos utilizados no enriquecimento podem ser pendurados, colados, amarrados, presos, escondidos ou simplesmente disponibilizados diretamente pro cão. Podem ser juntados uns nos outros ou em brinquedos, conforme a criatividade for fluindo.

- Reaproveite. É possível usar caixas de papelão (de leite e embalagens de alimentos em geral), garrafinhas plásticas e outras coisas que iriam pro lixo reciclável. Basta limpá-los antes do reuso.

- Algumas caixas de papelão mais grosso podem ter grampos metálicos, é necessário tirá-los. Sempre inspecione os materiais utilizados para garantir que seu animal não corra nenhum risco. Por isso evite utilizar materiais metálicos, de vidro, cortante ou perfurante que possam ferir o cão.

- Nunca reaproveite embalagens que continham produtos de limpeza ou outras substâncias químicas.

- Supervisione qualquer interação com objetos novos. Cada cão tem um padrão de interação com objetos enquanto uns gostam só de ficar carregando com a boca ou de dar patadas, outros podem destruir, morder, roer, engolir pequenos pedaços ou mesmo objetos inteiros. Tome cuidado para que o animal não ingira qualquer parte inadequada. Se seu cão engole qualquer tipo de objeto, prefira materiais comestíveis como couro.

- Há no mercado petiscos de várias formas e cheiros, eles podem te ajudar a incrementar o enriquecimento. Palitos de couro podem ser introduzidos dentro de garrafas PET furadas, dificultando a saída de ração, por exemplo.

- Esconder brinquedos ou petisco pro cão procurar é uma forma bem legal de fazê-los desenvolver o comportamento de busca, habilidade inata em muitos cães. A princípio coloque algum petisco (ou algum outro atrativo com cheiro) para indicar pro cão a localização. Você ainda pode escondê-los dentro de caixas e outros recipientes também.

- Congele frutas em blocos de gelo. Nos dias mais quentes eles podem ficar muito tempo se divertindo com esse tipo de enriquecimento. Esse tipo de enriquecimento não é recomendável em ambientes internos, já que pode fazer uma baita aguaceira.

- Mais dicas de como confeccionar alguns enriquecimentos em casa? Confira três dicas bem fáceis de se fazer, no blog da Estopinha (caixa de leite, saco de pancadas e roleta): Brinquedos para fazer em casa.

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Texto: Glenn Makuta (Adestrador da Cão Cidadão)
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banho 1024x685 Espaço do filhote: preparando para o primeiro banho

A hora do banho deve ser recheada de brincadeiras e recompensas para tornar a experiência ainda mais agradável. O primeiro banho do filhote não deve ter como objetivo o resultado final de beleza e, sim, acostumá-lo a cada etapa. Não é algo difícil, mas exige tempo e paciência.

Banho no pet shop

Se a sua intenção é dar o banho em pet shops, os filhotes deveram tomar o primeiro banho em um horário mais tranquilo. Procure marcar em dia que não tenha um excesso de animais, que tenha pouca circulação de pessoas e que o secador e o soprador estejam desligados, realizando somente uma escovação, por ser um filhote a melhor escova, é aquelas com cerdas macias. Ela não vai machucar e automaticamente ele vai associar com algo gostoso.

Para que ele seja manipulado em cima da mesa, neste caso o secador pode e deve ser apresentado ao filhote, de forma gradual. Não se esqueça de recompensar sempre o bom comportamento com petiscos e carinho. Só quando ele estiver bastante tranquilo com o barulho do secador, você pode marcar o primeiro banho na banheira. Limpeza de orelha, corte de unha escovar os dentes, são outras etapas que deveram ser realizada de forma gradual, com muitas recompensas.

Banho em casa

Já se a sua preferência é dar o banho em casa, comece o treino com uma escovação e um secador. Ligue e desligue o aparelho enquanto brinca com o animal. Ofereça petiscos, somente quando o animal estiver bem tranquilo e relaxado com secador. Só depois dê o banho com água e xampu. A temperatura deve ser morna, use xampu neutro especial para cães, facilmente encontrado no mercado pet. Peça uma indicação ao seu veterinário de confiança e evite o uso xampu de humanos nos animais.

Comece massageando o corpo e termine na cabeça. Não se esqueça das patas, entre os dedos e do bumbum. Antes de colocar o animal na banheira, Certifique-se que tudo o que você precisa para o banho esteja próximo de você. Não deixe o animal sozinho na banheira nem por 1 minuto.

Outro detalhe muito importante é fazer "bolinhas" de algodão e colocar no interior da orelhas do filhote. Para prevenir entrada de água. E não se esqueça de tirar após o banho. Seque-o bem com uma toalha macia. Não lave seu animal se o tempo estiver muito frio, lembrando que nosso equipamento para secar não é tão potente quanto do pet shop. Outra dica é colocar um tapete antiderrapante na banheira, para que ele não escorregue e não fique assustado. Desta forma seu amigo poderá desfrutar de um banho muito gostoso e com segurança que precisa.

No Espaço do Filhote da próxima semana, confira mais dicas bacanas para ajudar os donos de primeira viagem a cuidar bem do cãozinho! Até lá!

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